EUA: comitê vai avaliar expulsão de militares gays
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WASHINGTON. Depois de uma briga que se arrastou na Justiça americana nos últimos dias acerca do recrutamento de oficiais gays, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, anunciou ontem um novo sistema que pode tornar mais difícil a expulsão de homossexuais assumidos do serviço militar americano. Gates, no entanto, confirmou que a prática do “Don’t Ask, Don’t Tell” (Não pergunte, não conte) é a política oficial das Forças Armadas. Segundo a nova regra, a secretaria de Justiça determinou que somente um comitê de cinco pessoas, formado por oficiais de alta patente da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, em coordenação com outros dois membros das Forças Armadas, terá autoridade para expulsar gays e lésbicas que assumam publicamente sua orientação sexual, conforme determina a polêmica medida, criada em 1993 no governo do ex-presidente Bill Clinton. O anúncio segue um período de oito dias durante o qual a regra foi suspensa por determinação de juíza federal Virginia Phillips, da Califórnia, que a considerou inconstitucional. Num comunicado, Gates explicou que as mudanças não pretendem reduzir a quantidade de dispensas, mas apenas adotar uma política “mais clara e uniforme no momento de tomar a decisão em um tempo de incerteza legal” – uma vez que a questão deve voltar aos tribunais. O presidente americano, Barack Obama, garante que é contra a regra controversa, mas defende que ela só deve ser revogada após uma análise cuidadosa e com a participação do Congresso. O GLOBO | O MUNDO |
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