EUA passam a orientar uso preventivo de coquetéis anti-Aids
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A nova diretriz, emitida pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla e, inglês), marca uma mudança na política americana para a doença, que antes só recomendava tratamento para casos de funcionários de hospitais que tivessem sido infectados por agulhas contaminadas ou pessoas que tivessem recebido sangue de soropositivos.
Com a mudança, vítimas de estupro, usuários de drogas injetáveis e pessoas que tiveram sexo sem proteção são orientados a tomar os coquetéis preventivos.
Testes feitos no Brasil e na África do Sul indicaram que os coquetéis anti-Aids aumentam o grau de proteção contra a doença para quem teve um único contato com o vírus, seja por uma relação sexual com um soropositivo ou pelo uso de uma seringa contaminada.
72 horas depois
De acordo com o CDC, o coquetel, composto de três drogas, deve ser tomado diariamente por 28 dias a partir de até 72 horas depois do contato com o vírus.
“A severidade da epidemia do HIV nos obriga a usar todos os instrumentos disponíveis para reduzir as infecções”, afirmou o médico do CDC Ronald Valdiserri, à agência de notícias France Presse.
Segundo o Centro, cerca de 40 mil novos casos de infecção pelo vírus da Aids são registrados todo ano nos Estados Unidos.
Alguns Estados americanos já criaram programas próprios de atendimento a pessoas expostas ao vírus e o governo do presidente George W. Bush foi muito criticado por não recomendá-las.
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