Luta contra Aids sem preservativo
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Jornal de Brasília | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
Brasil |
| 23/NOVEMBRO/07 |
A distribuição de preservativos e a menção deles como forma de prevenir a Aids foram vetados da comemoração oficial do Dia Mundial de Luta contra a Aids que ocorre no Cristo Redentor, no dia 1º de dezembro, com presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Segundo o Fórum Estadual de ONGs e Aids do Rio, o veto foi uma exigência da Curia Metropolitana do Rio para liberar o santuário para o evento. A Igreja alega que a decisão de não se falar ou distribuir preservativos não foi imposta, mas sim tomada em comum acordo com o Programa DST Aids, do Ministério da Saúde. O ministério, por sua vez, diz que a questão do preservativo nem chegou a ser discutida com a Igreja porque o evento no Cristo será multirreligioso, focado na solidariedade aos pacientes que vivem com Aids, e não na prevenção da doença. Para o fórum, que representa 120 organizações de apoio às vítimas da Aids, o fato de o ministério acatar a decisão da Igreja representa um retrocesso na luta contra a Aids. "A Igreja já fez outras imposições e agora vem mais esta: libera o Cristo, mas não pode ter nenhuma associação à CAMISINHA. Isso é um contra-senso", afirma Roberto Pereira, um dos coordenadores do fórum de ONGs e Aids do Rio. Para ele, a escolha do Cristo para sediar as celebrações do Dia de Luta contra Aids foi acertada, especialmente neste ano em que a estátua – erguida em 1931 – foi eleita uma das sete maravilhas do mundo. "Mas (o ministério) submeter-se à pressão da Igreja, para nós, é um retrocesso." O bispo auxiliar do Rio, dom Antonio Augusto Dias Duarte, afirma que, a arquidiocese decidiu apoiar o evento no Cristo por se tratar de um "dia de defesa dos direitos dos doentes da Aids", e não para falar de prevenção.A Igreja não impôs nada." < p align=”center”>Voltar
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