Novo teste detecta Aids em 20 minutos
AVISO IMPORTANTEEste texto é informativo e não substitui avaliação médica. Eu escrevo também a partir da minha experiência como paciente, mas decisões sobre exames, diagnóstico e tratamento devem ser...
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JAIRO BOUER
Quem transou sem CAMISINHA e anda com a pulga atrás da orelha, preocupado com a possibilidade de ter se exposto a algum agente causador de uma doença transmitida pelo sexo, principalmente ao vírus HIV (causador da AIDS), deve procurar o quanto antes avaliação médica e testagem.
O Ministério da Saúde faz há alguns anos uma campanha estimulando a realização de testes para quem tem essa dúvida. Uma novidade que deve chegar aos centros de testagem no país todo já no segundo semestre é um novo teste rápido para o vírus HIV, desenvolvido pela Fiocruz, aqui no Brasil mesmo.
Tradicionalmente, as pessoas vão aos centros realizar o exame inicial de triagem chamado Elisa, que pode demorar até um mês para ter o resultado revelado.
Até 40% das pessoas não voltam para checar o exame. Se o teste for positivo, ela deve voltar para realizar um novo teste de confirmação: o Western Blot.
Com o teste rápido, a resposta sai em 20 minutos, e a pessoa deixa o posto com o resultado em mãos. Praticamente em tempo real. Também vai haver um teste confirmatório rápido, que pode ser utilizado no caso de exame inicial positivo.
Com a nova tecnologia, o teste pode revelar se a pessoa entrou em contato com o vírus HIV cerca de um mês após o contato suspeito. Os testes rápidos são feitos de forma simples, com uma picada no dedo, e são gratuitos nos centros de testagem (bit.ly/osavG3).
Os especialistas defendem a ideia de que quem suspeita que possa ter se exposto a risco deve sempre realizar um teste. Se o resultado vier negativo, a pessoa passa se cuidar melhor. Se o resultado for positivo, pode iniciar logo tratamento. Hoje, em linhas gerais, voltou-se à abordagem que era feita com os soropositivos logo após o “coquetel” ter sido adotado.
É melhor que o tratamento seja feito de forma precoce. Assim, há maior impacto na saúde e, de acordo com as pesquisas, também se diminui o risco de transmissão do vírus para os parceiros.
FOLHA DE S. PAULO – SP | FOLHATEEN
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