Pacientes com HIV enfrentam falta de remédios e médicos nos postos
AVISO IMPORTANTEEste texto é informativo e não substitui avaliação médica. Eu escrevo também a partir da minha experiência como paciente, mas decisões sobre exames, diagnóstico e tratamento devem ser...
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Embora 99% dos medicamentos necessários sejam obtidos via farmácia de alto custo do SUS em Santos, tratamentos essenciais como a colesteramina (Questran) possuem um custo extremamente elevado e sem subsídio.
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No PAM Treze de Maio, cada infectologista atende mais de 500 soropositivos

Fernanda Baldioti
O sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, dizia que quem tem AIDS tem pressa. No Rio, a corrida dos soropositivos é para superar a falta de remédios e de médicos na rede pública para atendê-los. A dificuldade é para conseguir medicamentos para combater os efeitos colaterais do coquetel e as infecções oportunistas.
Os antirretrovirais, que inibem a reprodução do vírus, estão sendo fornecidos. Outro entrave é a demora na realização de exames de CD4 (para verificar o sistema imunológico) e de carga viral.
O PAM Treze de Maio tem só três infectologistas para atender mais de 1.500 pacientes: – Temos que optar entre o paciente que está mal e o que quer apenas fazer acompanhamento de rotina. Não podemos recusar novos doentes, mas como atender nessas condi ções?-indaga um médico, sem se identificar.
Segundo o presidente da Comissão de Saúde da Câmara dos Vereadores, Carlos Eduardo (PSB), faltam 27 remédios na rede, sendo sete deles usados por soropositivos.
Há dois meses, o presidente da ONG Pela Vidda, Márcio Villard, se reuniu com o secretário municipal de Saúde e Defesa Civil, Hans Dohmann, e entregou um relatório sobre a falta de médicos e remédios em unidades das Zonas Norte e Oeste.
Uma aposentada de 74 anos, que prefere não se identificar, precisa do Aciclovir. Paciente do Centro Municipal de Saúde João Barros Barreto, em Copacabana, ela levou um mês e meio para conseguir medicamento em quantidade suficiente só até o próximo dia 15.
Há dois meses, a coordenadora de três projetos do Grupo Pela Vidda, Mara Moreira, não consegue na Fiocruz o medicamento Bezafibrato, que combate os efeitos colaterais da doença.
Acompanhada pelo Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec/Fiocruz), ela não pode procurar outra unidade: -Preciso de duas caixas por mês e não tenho condições de pagar (R$ 120). Acabo refém da disponibilidade da Fiocruz.
O GLOBO | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
RIO |
| 28/JANEIRO/10 |
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