Por que está se falando tanto sobre Febre Amarela?
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Folha de Londrina – PR | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
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| 10/JANEIRO/08 |
09/01/2008
Por que está se falando tanto sobre Febre Amarela?
A rede pública de saúde possui uma vacina totalmente eficaz contra a doença.Atualmente, o vírus da febre amarela circula apenas nas áreas de matas. Não há registro de casos urbanos desde 1942. Por uma ação preventiva, o Ministério da Saúde acompanha todas as mortes registradas de macacos, que são os hospedeiros dos vírus. No final de dezembro, registrou-se morte de macacos próximos de cidades do Distrito Federal e de Goiás. As autoridades, antes dos resultados de exames laboratoriais, chamaram a população para se vacinar, com o objetivo de proteger a população antecipadamente. Onde a febre amarela está ativa? Quais as áreas de risco? A febre amarela circula na natureza da região Norte, da região Centro-Oeste, Maranhão e Minas Gerais. Essas são áreas consideradas de risco. Além delas, há as regiões de transição (oeste dos estados do Piauí, São Paulo, Paraná e Santa Catarina) e a de potencial risco (sul dos estados da Bahia e do Espírito Santo). O alerta do Ministério da Saúde é para quais regiões? O alerta é para as regiões de Goiás e do Distrito Federal. A medida foi tomada pois macacos morreram próximos das áreas urbanas. A ação é preventiva, para proteger a população. A rede pública está chamando a população a se vacinar. Como posso me prevenir contra a doença? A rede pública de saúde possui uma vacina totalmente eficaz contra a doença. Ela é produzida pelo Ministério da Saúde, por meio da Fundação Oswaldo Cruz. A produção brasileira é referencia mundial. Todos devem tomar a vacina? A vacina já faz parte do calendário de vacinação básica dos estados onde há risco de contágio e está disponível também no restante do país. A imunização pode ser aplicada a partir dos seis meses de vida. A recomendação de vacinação é para quem vai viajar para as áreas de risco ou quem não tenha se vacinado nos últimos 10 anos e mora nessas localidades. Eu já tomei a vacina. Preciso revacinar? A vacina protege a pessoa por dez anos. Ou seja, se você tomou a vacina depois de 1999, não é preciso revacinar. A vacina é totalmente eficaz durante os dez anos. Se eu não moro na área de risco, preciso me vacinar? A vacina está disponível nos postos de vacinação de seu Estado. A recomendação é que, se você pretende ir para uma área de risco, vá a um posto de saúde dez dias antes. Se eu moro na área de risco, mas na região urbana, preciso me vacinar? Consulte a sua caderneta de vacinação. Se você tomou a vacina há mais de 10 anos, faça o reforço. Se tomou depois de 1999, fique tranqüilo, você está imunizado. Ao sair do posto de vacinação, já estou imunizado? Não. O efeito de proteção começa a contar a partir do décimo dia após a vacinação. Ou seja, quem pretende viajar para as áreas de risco deve ir a um posto de saúde dez dias antes. A febre amarela estava erradicada nas áreas urbanas desde 1942. Como está a situação atual? Ela continua erradicada nas áreas urbanas. A febre amarela no Brasil tem sido exclusivamente silvestre. Entre 1996 e 2007, o país registrou 349 casos de febre amarela. Todos aconteceram em pessoas que entraram nas matas e não tinham tomado a vacina contra a doença. Há o risco de a doença se espalhar para grandes centros urbanos como Rio e São Paulo? Existe uma grande barreira sanitária montada pelo Ministério da Saúde, estados e municípios contra a urbanização da febre amarela. A vacinação é uma mostra deste esforço. Em regiões de risco, a medida atinge mais de 90% da população. Outra mostra é o monitoramento das mortes de macacos. Uma ação sentinela para o risco de infecção de humanos. Isso significa que o Ministério da Saúde e demais autoridades sanitárias tem uma série de instrumentos que evitam o surgimento da doença em áreas urbanas. Quais os sintomas da doença? A doença é caracterizada pela febre alta, dor de cabeça, vômito e insuficiência dos rins e do fígado. Existem contra indicações da vacina? A vacina contra febre amarela é contra-indicada em crianças com menos de 6 meses de idade; imunodepressão transitória ou permanente, provocada por doenças (neoplasias, AIDS e infecção pelo HIV com comprometimento da imunidade) ou pelo tratamento (drogas imunossupressoras acima de 2mg/kg/dia por mais de 2 semanas, radioterapia etc.); gestação em qualquer fase deve ser analisada; e reações relacionadas a ovo de galinha e seus derivados.
Ministério da Saúde
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