Remédios já existentes podem evitar infecção de mulheres pelo HIV
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Agência de Notícias da Aids | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
Notícias |
| 16/JANEIRO/08 |
15/01/2008 – 15h50 Medicamentos testados em cobaias já são vendidos para tratar a Aids. Se sucesso se repetir em humanos, bastaria uma pílula por dia para evitar a infecção Remédios que já existem e estão no mercado para tratar a Aids podem impedir a transmissão vaginal do vírus, segundo pesquisadores dos Estados Unidos. A grande maioria dos novos casos da doença surge em mulheres (mais susceptíveis ao HIV do que os homens) que fizeram sexo desprotegido com um parceiro infectado. Para testar essa possibilidade, os cientistas da Universidade do Texas utilizaram um camundongo modificado para ter o sistema imunológico de um ser humano e produzir as mesmas células de defesa que nós fabricamos, e que são o alvo do HIV. Esse tipo de cobaia que mistura células de dois organismos diferentes é chamada de “quimera”.
Com o modelo em mãos, eles aplicaram os medicamentos emtricitabina e tenofovir em um grupo diariamente antes e depois da exposição vaginal ao HIV ao longo de sete dias. Para controlar os resultados, outro grupo foi exposto ao vírus sem a defesa dos remédios. Entre o grupo dos camundongos “humanizados” que não receberam o tratamento, 90% foi infectado com o vírus da Aids. No outro grupo, que tinha recebido o anti-retroviral, nenhum pegou a doença.
De acordo com o principal autor do estudo pulbicado na revista "PLoS Medicine" desta semana, Victor Garcia-Martinez, o objetivo de seu grupo era encontrar armas contra o HIV que possam ser usadas hoje. “Não queremos algo para daqui 10 anos”, afirmou ele em nota. Segundo o pesquisador, seus resultados são importantes, mas precisam ser verificados em seres humanos. “É um modelo quimérico de humano e camundongo que recapitula muito claramente aspectos muito importantes dos seres humanos, mas no fim do dia, é um camundongo”, explicou ele. Se o tratamento preventivo funcionar, no entanto, as perspectivas são muito positivas. Mulheres poderiam ficar livres do risco de contrair HIV simplesmente tomando uma pílula por dia. Isso, segundo Garcia-Martinez, pode ser especialmente importante em áreas onde a incidência do vírus é alta, como na África.
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