Reprodução assistida: financiamento parou projeto
AVISO IMPORTANTEEste texto é informativo e não substitui avaliação médica. Eu escrevo também a partir da minha experiência como paciente, mas decisões sobre exames, diagnóstico e tratamento devem ser...
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Embora 99% dos medicamentos necessários sejam obtidos via farmácia de alto custo do SUS em Santos, tratamentos essenciais como a colesteramina (Questran) possuem um custo extremamente elevado e sem subsídio.
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| Lançada em março de 2005 e regulamentada em julho do mesmo ano pelo Ministério da Saúde, a Política Nacional de Atenção Integral em Reprodução Assistida não durou nem uma semana. A estratégia previa o atendimento para casais com dificuldades de ter filho. A assistência seria global: desde diagnóstico até tratamento. No entanto, seis dias depois de ser regulamentada, ela foi suspensa para reavaliação e nunca mais foi reativada. Com a suspensão, pacientes que precisam de tratamento têm na rede pública apenas acesso a exames de diagnóstico e a procedimentos mais simples. No caso da indicação de técnicas de fertilização, o paciente tem duas escolhas: recorrer a clínicas privadas ou procurar um centro universitário de referência. FINANCIAMENTO De acordo com o diretor do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas do ministério, José Luiz Telles, a política de reprodução assistida não foi retomada por problemas de financiamento e por haver lacunas de regulamentação. A recomendação lançada ontem pelo DEPARTAMENTO DE DST, AIDS e Hepatites Virais de dar aconselhamento a portadores de HIV interessados em ter filhos deve esbarrar nessa dificuldade de acesso a terapias de reprodução in vitro. “Talvez o documento traga mais um incentivo para que o assunto seja discutido com uma velocidade maior”, disse Telles. CONSENSO O ministério não paga esse tipo de procedimento. O consenso recomenda que profissionais de saúde devam mostrar a casais interessados em ter filhos as alternativas existentes para que a concepção seja feita com menor risco possível, seja para o bebê, seja para o parceiro que não seja portador do HIV. Entre as possibilidades que devem ser apresentadas está a inseminação artificial. “Com recomendação, a demanda por esses serviços certamente vai crescer”, avaliou Telles. (AE) DIÁRIO DO PARÁ – PA | BRASIL |
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