São Paulo terá Mapa da Homofobia em 2010
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Juliana Sayuri
A cidade onde ocorre a maior Parada Gay do mundo agora quer ser, de fato, referência em termos de tolerância e respeito às diferenças. Para orientar políticas públicas específicas – já a partir do próximo ano -, a Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual, da Secretaria de Participação e Parceria, está traçando o Mapa da Homofobia na capital.
O levantamento será feito com base nos registros do Centro de Combate à Homofobia (CCH), que atendeu 229 novos casos do início do ano até novembro. Os resultados iniciais desse mapeamento devem ser divulgados na segunda quinzena de janeiro. “O estudo servirá tanto na questão do policiamento quanto no trabalho de conscientização da sociedade”, explica o coordenador do centro, Gustavo Menezes.
Enquanto o estudo não fica pronto, é possível ver uma metrópole onde o preconceito, na maioria das vezes, é velado. “Não é legal ser preconceituoso hoje em dia, mas, à boca pequena, a cidade continua politicamente incorreta”, afirma o especialista em sexualidade do Instituto de Psiquiatria da USP Alexandre Saadeh.
A Parada Gay, que estreou timidamente em 1997 e neste ano reuniu mais de 3 milhões de pessoas na Avenida Paulista, é considerada um marco do movimento em defesa dos direitos dos homossexuais. “Foi um salto na história”, diz o coordenador do evento, Manoel Zanini.
Segundo o advogado Dimitri Sales, da Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, outro grande passo nessa direção será o Projeto de Lei 122/2006, que, se aprovado no Senado, tornará a homofobia um crime.
O ESTADO DE S.PAULO-SP | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
ESPECIAL/FOCAS |
| 05/DEZEMBRO/09 |
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