Segundo Boletim Epidemiológico 2009, HIV atinge mais mulher na faixa dos 13 aos 19 anos, informa Estadão
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25/11/2009 – 10h30
Dados do Boletim Epidemiológico de 2009, do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, apontam para 10 casos de aids em meninas de 13 a 19 anos para 8 meninos da mesma faixa etária. Esse foi o destaque do jornal Estado de São Paulo, desta quarta-feira. “Além disso, o número de mulheres infectadas com mais de 50 anos triplicou, confirmando alerta feito pelo Programa de Aids no ano passado”. O relatório nacional será divulgado ainda esta semana. Leia a seguir. O novo boletim epidemiológico sobre AIDS que será divulgado nesta semana pelo Ministério da Saúde brasileiro confirmará que na faixa etária dos 13 aos 19 anos já há mais meninas do que meninos infectados pelo HIV. São 10 mulheres para cada 8 homens, enquanto na população em geral a relação é de 15 homens soropositivos para cada 10 mulheres. Além disso, o número de mulheres infectadas com mais de 50 anos triplicou, confirmando alerta feito pelo programa de AIDS no ano passado. “Não há dúvida de que há um crescimento da epidemia em determinadas faixas etárias”, afirma Mariângela Simão, coordenadora do programa de DST e AIDS do Ministério da Saúde. A tendência crescimento do número de mulheres infectadas também é destacada no relatório do Programa das Nações Unidas para HIV e AIDS (UnAids), divulgado ontem. Ele mostra que dos 2,7 milhões de novos casos da doença estimados para 2008, 48% foram em mulheres. O total de casos, no entanto, é 17% inferior a 2000 e 30% menor do que em 1996, quando a epidemia atingiu seu pico. Apenas na África Subsaariana, região com a maior carga de infectados, 400 mil casos foram evitados. Na contramão, a América Latina ainda sofre um aumento no número anual de novas infecções, de 13%. Em entrevista ao Estado, uma das autoras do relatório, Karen Stanecki, indicou que parte da expansão na região ocorre em razão da falta de programas de prevenção orientados para os homens que fazem sexo com homens. A especialista destaca que em alguns países 20% dos homens que mantêm relações sexuais com homens também mantêm relações com mulheres. “À medida que a epidemia ganha maturidade, a transmissão heterossexual aumenta”, alerta o relatório. Apesar da alta no número de novos casos na América Latina, a ONU elogia o Brasil como exemplo nas políticas de prevenção. “A América Latina oferece exemplos fortes de liderança na prevenção ao vírus HIV. Em particular o Brasil, que vem sendo apontado por ter implementado cedo medidas de prevenção ao vírus HIV que ajudaram a atenuar a gravidade da epidemia”, diz o relatório. No total, 60 milhões já foram infectados pelo vírus do HIV no mundo desde sua descoberta, há quase 30 anos. Só em 2008, 2 milhões morreram. Fonte: O Estado de S. Paulo AGÊNCIA AIDS | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
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