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A partir de agora, nenhum militar norte-americano poderá ser expulso das Forças Armadasa pós declarar-se HOMOSSEXUAL. Ontem, uma juíza federal da Califórnia derrubou a aplicação de uma lei de 1993 que proibia os soldados de revelarem sua orientação sexual, conhecida como “Don”t ask, don”t tell” (“Não pergunte, não diga”). O Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que fazia a defesa da lei no tribunal, terá 60 dias para recorrer da decisão.O secretário de Defesa, Robert Gates, e o almirante Mike Mullen, chefe do Estado Maior Conjunto, deram seu apoio à retirada da proibição. O próprio presidente Barack Obama já havia se comprometido, durante a campanha, em 2008, a mudar a lei e propôs um debate no Congresso. A oposição republicana no Senado bloqueou as discussões no último mês.
“A política do “Don”t ask, don”t tell” prejudica, de maneira irreparável, os integrantes do serviço militar, ao infringir seus direitos fundamentais”, declarou a juíza Virginia Phillips, da corte de Riverside, que suspendeu a aplicação da lei. Em setembro,Virginia já havia concluído que o texto de 1993 viola a primeira e a quinta emendas da Constituição dos Estados Unidos-elas preveem, respectivamente, que o Congresso não deve fazer leis que diminuam a liberdade de expressão.O veredicto determina a “suspensão imediata de qualquer investigação, dispensa, separação ou qualquer outro processo” que possa ter sido motivado pela lei. O Departamento de Justiça tinha pedido que o bloqueio se limitasse ao caso concreto de quem entrou com a ação-no caso, o grupo de defesa dos homossexuais Log Cabin Republicans, com mais de 19 mil integrantes. A porta-voz do Departamento, Tracy Schmaler, disse que eles estão “revendo a decisão”, assim como o Departamento de Defesa, que avalia o “impacto imediato” da medida. Segundo a rede de TV CNN, mais de 12,5 mil pessoas foram expulsas das Forças Armadas desde que a lei entrou em vigor, 17 anos atrás. O texto, aprovado durante o governo de Bill Clinton, impede que gays, lésbicas e bissexuais sirvam às Forças Armadas e proíbe que os militares sejam perguntados sobre sua sexualidade. Política arcaica O grupo Log Cabin Republicans comemorou a decisão da juíza, que considerou uma vitória para o setor da defesa nos EUA. “Os nossos militares já não serão mais obrigados a dispensar soldados com habilidades e experiência por causa de uma política arcaica de discriminação irracional”,partir de agora, nenhum militar norte-americano poderá ser expulso das Forças Armadas após declarar-se HOMOSSEXUAL. Ontem, uma juíza federal da Califórnia derrubou a aplicação de uma lei de 1993 que proibia os soldados de revelarem sua orientação sexual, conhecida como “Don”t ask, don”t tell” (“Não pergunte, não diga”). O Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que fazia a defesa da lei no tribunal, terá 60 dias para recorrer da decisão.O secretário de Defesa, Robert Gates, e o almirante MikeMullen, chefe do Estado Maior Conjunto, deram seu apoio à retirada da proibição. O próprio presidente Barack Obama já havia se comprometido, durante a campanha, em 2008, a mudar a lei e propôs um debate no Congresso. A oposição republicana no Senado bloqueou as discussões no último mês. “A política do “Don”t ask, don”t tell” prejudica, de maneira irreparável, os integrantes do serviço militar, ao infringir seus direitos fundamentais”, declarou a juíza Virginia Phillips, da corte de Riverside, que suspendeu a aplicação da lei. Em setembro,Virginia já havia concluído que o texto de 1993 viola a primeira e a quinta emendas da Constituição dos Estados Unidos-elas preveem, respectivamente, que o Congresso não deve fazer leis que diminuam a liberdade de expressão.O veredicto determina a “suspensão imediata de qualquer investigação, dispensa, separação ou qualquer outro processo” que possa ter sido motivado pela lei. O Departamento de Justiça tinha pedido que o bloqueio se limitasse ao caso concreto de quem entrou com a ação-no caso, o grupo de defesa dos homossexuais Log Cabin Republicans, com mais de 19 mil integrantes. A porta-voz do Departamento, Tracy Schmaler, disse que eles estão “revendo a decisão”, assim como o Departamento de Defesa, que avalia o “impacto imediato” da medida. Segundo a rede deTV CNN, mais de 12,5 mil pessoas foram expulsas das Forças Armadas desde que a lei entrou em vigor, 17 anos atrás. O texto, aprovado durante o governo de Bill Clinton, impede que gays, lésbicas e bissexuais sirvam às Forças Armadas e proíbe que os militares sejam perguntados sobre sua sexualidade. Política arcaica O grupo Log Cabin Republicans comemorou a decisão da juíza, que considerou uma vitória para o setor da defesa nos EUA. “Os nossos militares já não serão mais obrigados a dispensar soldados com habilidades e experiência por causa de uma política arcaica de discriminação irracional”, afirmou o grupo, por meio de Asum comunicado. A entidade, no entanto, pediu aos soldados que se mantenham”atentos”, anteum possível recurso do governo. Outra organização de defesa dos direitos do homossexuais, o Service members United, também elogiou a suspensão, mas pediu que os soldados tenham cuidado antes de se assumirem gays. “A decisão da juíza é um passo histórico e corajoso na direção certa,um passo que o Congresso tinha sido notavelmente lento em tomar”, disse Alexander Nicholson, diretor-executivo do grupo, que se diz a maior organização de soldados e veteranos homossexuais. Presença garantida na Ásia Em visita ao Vietnã, o secretário de Defesa norte-americano, Robert Gates, defendeu a presença da Marinha dos Estados Unidos na Ásia- bastante criticada, em especial, pelo governo chinês. Segundo ele, as manobras navais americanas são “um componente habitual e essencial de compromisso” dos EUA na região, e Washington continuará navegando nas águas que considera internacionais. Pequim denuncia a presença dos americanos no Mar da China meridional e os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul no Mar Amarelo. 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