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Estudo questiona ações antiAids no carnaval

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O Estado de S. Paulo

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Vida &

 

24/JANEIRO/08

Estudo questiona ações antiAids no carnaval

 

Trabalho mostra não haver aumento de casos da doença depois da folia

Clarissa Thomé

 

Pesquisa da Universidade Federal Fluminense (UFF), com base nos registros de doenças sexualmente transmissíveis (DSTS) no setor de atendimento gratuito da instituição, põe em xeque a relação entre sexo e carnaval e questiona a estratégia do Ministério da Saúde de realizar campanhas durante a folia. Segundo o estudo, não há aumento de casos de DSTS no período posterior ao carnaval – o que mostraria que a festa não influencia o comportamento das pessoas.

 

Também não houve aumento de gravidez não planejada – os pesquisadores analisaram números de partos e abortos. "Não há indicativo de que as pessoas façam mais sexo nesse período. E a campanha não é eficiente porque não temos redução no número de pacientes no pós-carnaval", afirma a médica Wilma Nancy Campos Arze, autora do trabalho.

 

A pesquisa foi contestada pelo chefe da unidade de DST do Programa Nacional de DST e AIDS do Ministério da Saúde, Valdir Pinto. "A pesquisa foi feita pelo ambulatório de uma universidade em um bairro de Niterói. Não se pode inferir que o resultado valha para todo o Brasil."

 

Ele também lembrou que há programas de prevenção além das duas campanhas nacionais no carnaval e em 1º de dezembro, dia mundial de combate ao HIV. "Não faria sentido campanha nacional para o Festival de Parintins, que só ocorre no Amazonas, mas há campanhas locais e isso ocorre em outras regiões", disse. Pinto também discorda que as pessoas não fazem tanto sexo no carnaval. "O carnaval é uma festa popular grande, em que as pessoas bebem mais, saem do cotidiano e estão mais vulneráveis."

 

Wilma Arze revisou 10.337 prontuários de pacientes que chegaram ao serviço pela primeira vez entre 1993 e 2005. Foram selecionados os que tinham os tipos mais comuns e curáveis de DSTS – SÍFILIS, GONORRÉIA e tricomoníase. Junho, julho e agosto concentravam o maior número de casos e não o mês seguinte ao carnaval, passado o tempo de incubação.

 

A médica também usou dados do Sistema Único de Saúde (SUS) de nascimentos e abortos. Em Niterói, Estado do Rio e Brasil, maio concentra o pico dos partos (as crianças foram geradas em agosto). "Se carnaval e sexo tivessem tanto a ver, teríamos aumento de partos em outubro, o mês com menor número de nascimentos em todo o País", disse Mauro Romero Leal Passos, orientador do trabalho.


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