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Diário do Pará – PA |
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Cidades |
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03/DEZEMBRO/07 |
Mesmo com o advento da CAMISINHA e das pesadas campanhas publicitárias dos governos federal, estadual e municipal alertando para a prevenção contra a Aids o número de pessoas infectadas pela doença aumenta a cada ano em todo o Brasil.
Em Castanhal esse número também vem crescendo de forma assustadora. Idalmir Rodrigues, coordenador municipal de DST/Aids, revela que no município a média de pessoas infectadas por ano é preocupante e chega a 50%. Outro fator importante é que na cidade não existem grupos de riscos específicos, ou seja, a doença vem se espalhando por todas as classes e entre todas as idades, e as maiores vítimas têm sido as mulheres. A revelação desses números vem sendo possível através da expansão do exame anti HIV, hoje obrigatório, entre as mulheres, principalmente as que iniciam o pré-natal e que recebem atendimento nos postos de saúde do município.
No ano passado o número de pessoas infectadas girava em torno de 350. Se levarmos em consideração o aumento de 50% ao ano apontado pela coordenação local, hoje o município tem em média 500 pessoas com o vírus HIV. Dessas, pelo menos 200, estão em tratamento na Secretaria de Saúde de Castanhal (Sesma).
Para tentar reverter esse quadro a coordenação municipal de DST/AIDS da Sesma realizou uma grande programação na tarde do último sábado, dia 1º, na Praça do Estrela, para marcar o Dia Mundial de Combate à Aids. O evento ofereceu aos participantes serviços como: teste de HIV, distribuição de preservativos e palestras educativas, além de uma programação cultural onde a principal atração foi a Banda Jaafa Reggae, que fechou a programação por volta das 23h.
Mais de 500 pessoas foram atendidas e o serviço mais procurado foi o teste de HIV. Os resultados dos exames serão entregues daqui a uma semana, na coordenadoria, e de forma individual.
Atualmente, Castanhal é um dos poucos municípios do Estado que conta com "leito dia". Trata-se de uma sala especialmente preparada para atender pacientes que estão no estágio avançado da doença e, que antes, precisavam se deslocar a Belém para receber o atendimento. A sala funciona no prédio da coordenadoria municipal e é considerada um dos maiores avanços na área da saúde no Nordeste do Estado.
Divania Batista
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