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Home » Blog » Reconhecendo a Demência em Pacientes HIV Positivos

Reconhecendo a Demência em Pacientes HIV Positivos577 visualizações desde a publicação original em 08/01/2015. Tempo estimado de leitura acumulado: 1 dias, 4 horas, 51 minutos.

by Claudio Souza DJ, Bloqueiro e Escritor
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Entre as neuropatias, os sintomas da demência aparecem mais rapidamente do que no Alzheimer.

Por ser “neurotrópico”, ou seja, por ter afinidade com neurônios e o sistema nervoso central, o vírus da imunodeficiência humana (HIV) causa estragos no cérebro de pacientes HIV positivos. Ele não só infecta, como também impede o funcionamento adequado dos neurônios (células responsáveis por transmitir os impulsos nervosos), causando os sintomas da chamada demência associada ao HIV ou complexo de demência da AIDS. De acordo com o neurologista Dr. Denis Bichuetti, trata-se de um comprometimento neurológico causado pelo próprio vírus HIV, que destrói as células da glia, responsáveis pela nutrição e sobrevivência do tecido nervoso. As consequências podem incluir perda de memória, comprometimento do raciocínio, perda da coordenação motora e, em alguns casos, alucinações e ideias delirantes. O quadro evolui de forma mais rápida do que a doença de Alzheimer.

Além da demência, há um grande número de doenças neurológicas associadas ao HIV, muitas das quais são causadas por infecções oportunistas (que se aproveitam da fragilidade do sistema imunológico causada pelo HIV). Entre elas estão a tuberculose, a criptococose, a toxoplasmose e a LEMP (leucoencefalopatia multifocal progressiva). Esta última é uma infecção causada pelo vírus JC, e seus principais sintomas são perda motora, crises epilépticas e alteração de comportamento, todos ocorrendo de forma subaguda (em questão de semanas).

Para detectar a doença – As técnicas para diagnosticar o comprometimento neurológico pelo HIV não diferem muito das usadas convencionalmente: tomografia computadorizada, ressonância magnética, coleta de líquor, etc. A diferença está no uso de técnicas laboratoriais, como sorologias e PCR (exame quantitativo de carga viral), que identificam agentes infecciosos específicos de forma muito mais precoce que as culturas, que podem levar dias ou semanas para apresentarem resultados. A ressonância magnética do encéfalo é outro exame essencial, capaz de revelar alterações variáveis e até cicatrizes, mas seus resultados precisam ser interpretados em conjunto com o quadro clínico, os exames laboratoriais e as imagens.

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Progressão e tratamento da demência

Na infecção pelo HIV, a agressão neurológica ocorre precocemente, embora as manifestações clínicas (sintomas) geralmente apareçam mais tarde. Para prevenir essas doenças, é essencial um bom controle da carga viral e das células CD4 (as células de defesa atacadas e destruídas pelo HIV durante sua multiplicação no organismo). “O melhor tratamento é o controle do HIV, realizado por um infectologista. Quando surgem sintomas de doenças neurológicas, é necessário também o acompanhamento com um neurologista para tratar os sintomas”, afirma o Dr. Denis.

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