HIV mais fraco por ação de gene é transmitido
HIV mais fraco por ação de gene é transmitido Londres Pessoas com uma variação genética que torna a atuação do HIV mais lenta podem estar também provocando uma mutação no vírus que o deixa menos...
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HIV mais fraco por ação de gene é transmitido
Londres Pessoas com uma variação genética que torna a atuação do HIV mais lenta podem estar também provocando uma mutação no vírus que o deixa menos potente quando transmitido para outros. O vírus ataca as células do sistema imunológico. Como não pode se replicar sozinho, precisa sequestrar uma célula e transformá-la numa “fábrica de vírus”. Para fazer isso, o HIV precisa se esquivar de alguns genes, inclusive o gene da imunidade chamado HLA. “Alguns têm versões do HLA conhecidas por forçar o HIV a tolerar uma mutação que prejudica sua habilidade de reprodução”, escreveram Carolyn Williamson e Salim Abdool Karim, do Centro para o Programa de Pesquisa em AIDS na África do Sul, na revista PLoS Pathogens, da Public Library of Science. O vírus mais fraco torna a progressão da doença mais lenta nestas pessoas. Agora, segundo Williamson, pesquisador da Universidade do Cabo, parece que este vírus enfraquecido pode ser transmitido e agir da mesma forma em outras pessoas – mesmo se elas não tiverem estes genes protetores HLA: – A diferença significativa em relação a outros estudos é que este mostra o benefício real da composição genética deste vírus. A pesquisa revela que o paciente pode ter vantagem de sobrevivência se tiver um vírus com assinatura genética associada à menor replicação. Pesquisa O estudo sul-africano acompanhou 21 mulheres sem a forma mais benéfica do HLA que foram recentemente infectadas com o tipo mais fraco do HIV. Os pesquisadores descobriram que as mulheres tinham níveis bem menores de HIV no corpo do que as com a forma do vírus sem esta mutação: – Já é bem estabelecido que se você tem os genes HLA você está mais protegido. É bem provável que o vírus nas pessoas sem os genes HLA vieram de indivíduos que têm o traço – acrescentou Williamson. Os cientistas acompanharam as mulheres de um a três anos e descobriram que, enquanto os níveis de HIV no seu corpo caíam, o número de células CD4 T, que coordenam o sistema imune, aumentam. A meta do tratamento é diminuir os níveis de HIV para ajudar o sistema imunológico a se renovar e manter as pessoas saudáveis por mais tempo, em parte por evitar que o vírus se espalhe. Os pesquisadores não estudaram ainda as mulheres para ver o quão mais lento elas progridem à AIDS com força total, mas disseram que as descobertas podem ajudar cientistas a buscarem uma vacina eficiente ao entenderem porque alguns sobrevivem por mais tempo. O vírus da AIDS infecta 33 milhões de pessoas no mundo. Já matou 25 milhões de pessoas e não há vacina atualmente.Se você gosta deste trabalho, se ele te ajudou de alguma forma, deixe um comentário abaixo — eu leio todos e sempre respondo, mesmo que demore um pouco.
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