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Jovens estão mais vulneráveis ao HIV

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Diário de Pernambuco – PE

Editoria: Pág.

Dia / Mês/Ano:

Brasil

 

22/NOVEMBRO/07

 

Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde mostra grande avanço da doença entre mulheres adolescentes e jovens, de 13 a 19 anos

Brasília – O número de jovens homo e bissexuais masculinos com HIV no país aumentou 70,5% em uma década, revela o Boletim Epidemiológico divulgado ontem pelo Ministério da Saúde. Em 1996, homossexuais e bissexuais masculinos representavam 24,1% do total de casos da doença entre 13 e 24 anos. Em 2006, a proporção saltou para 41,1% dos casos na mesma faixa etária. Entre heterossexuais, a proporção também aumentou neste período, mas numa velocidade menor, 51,6%.

O documento mostra ainda que, entre jovens, o grupo feminino está mais vulnerável à epidemia. Na faixa etária de 13 a 19 anos, há hoje dez mulheres infectadas para cada seis homens. Algo bem diferente do que ocorria em 1985, quando eram contabilizados 14 casos no grupo masculino para cada caso feminino.

O número de pessoas infectadas com o vírus HIV, que causa a Aids, caiu no país, mas a doença avançou entre heterossexuais com mais de 13 anos, estabilizou-se entre os homossexuais e sofreu redução entre os usuários de drogas. A tendência de queda começouem 2002, quando foram registrados quase 39 mil casos. Em 2006, foram notificados 32 mil.

Os dados divulgados ontem estão longe de serem motivos de comemoração. Em 30 anos, 192 mil pessoas já morreram por causa da doença. E os pacientes que fazem tratamento há mais de 12 anos começam a ficar debilitados, pois o vírus criou resistência aos medicamentos e não há novas drogas no mercado mundial para fazer as substituições. "O coquetel anti-aids distribuído pelo governo deu uma sobrevida aos pacientes. Mas, depois de 10 anos, o vírus já sofreu tantas mutações que as drogas do mercado não adiantam. Os pacientes ficam debilitados e vão morrendo", aponta o médico Artur Timmerman, do Hospital Albert Einstein, de São Paulo.

Ao comentar os novos dados epidemiológicos para a doença, a diretora do Programa Nacional DST e Aids, Mariângela Simão, admitiu que os pacientes que combinam medicamentos há mais de 10 anos já sofrem com as falhas do tratamento. Ainda assim, ela destaca que o acesso universal aos remédios faz comque o Brasil tenha os mesmos índices para a doença dos países desenvolvidos. A taxa de mortalidade da Aids por 100 mil habitantes ficou em 17,5 em 2006.

Segundo o boletim epidemiológico 2007, há uma tendência de crescimento no número de casos entre jovens homossexuais. Há 10 anos, 29,4% dos casos registrados na população masculina ocorreram em homossexuais, 25,6% em heterossexuais e 23,6% em usuários de drogas injetáveis. No ano passado, os dados da população masculina ficaram assim distribuídos: 27,6% em homossexuais, 42,6% em heterossexuais e 9,3% em usuários de drogas. "Como a epidemia iniciou fortemente entre os homossexuais, esse grupo criou uma consciência bem maior sobre os riscos da doença. Ainda existe no imaginário coletivo a idéia de que a mulher não faz parte do grupo de risco, quando, na verdade, não há mais grupo de risco", destaca Mariângela Simão.

Dados – Nesse último boletim, a maior parte dos casos, registrados tanto em homens quanto em mulheres, ocorre na faixa etária entre 25 e 49 anos.Nos últimos anos, em ambos os sexos, houve um aumento no percentual de casos na população acima dos 50 anos. Considerando as mulheres com idade acima de 13 anos, os casos notificados em heterossexuais passaram de 86,1% para 95,7%, entre 1996 e 2006.

Pelos dados do novo boletim, foram notificados 474.273 casos de Aids no Brasil de 1980 até a junho de 2007. Nas regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste, a incidência de Aids segue uma tendência de estabilização, enquanto no Norte e Nordeste há uma tendência de queda.

Aborto tem nova derrota

Brasília – Depois de ser reprovada pela 13ª Conferência Nacional de Saúde, a proposta de legalização do aborto no Brasil, defendida pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, sofreu ontem nova derrota. O projeto de lei que permite a interrupção da gravidez recebeu parecer desfavorável na Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados. O relator do projeto, deputado Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP), rejeitou iniciativa da proposta de lei alegando que o tema é polêmico. Ele disse que fez algumas modificações no seu parecer para incorporar a decisão da conferência de saúde, referendada no final de semana.

"A prática do aborto é a culminância de um longo processo tortuoso em que a gestante não pôde ser atendida de forma adequada em várias fases de sua vida. Não contamos ainda no Brasil com um programa de esclarecimento sobre o planejamento familiar, ainda há problemas na área de assistência social, de geração de emprego", disse o relator. "Não é adequado acreditar que uma questão pontual seja capaz de dar uma solução adequada a um quadro tão problemático". Ele lembrou que os juízes podem reduzir a pena – hoje de um a três anos de prisão – "considerando circunstâncias atenuantes".

Apesar da rejeição, o parecer de Mudalen não chegou a ser votado pela comissão. Isso porque os deputados pastor Manoel Ferreira (PTB-RJ) e Dr. Talmir (PV-SP) pediram vistas do relatório para analisar o parecer com mais cuidado.

O ministro da Saúde tem defendido a tese de que o aborto é uma "questão de saúde pública" e por isso a legalização deve ser debatida pela sociedade e pelo Congresso Nacional. No entanto, Temporão enfrenta a resistência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que se movimenta pelos bastidores para convencer parlamentares a votarem contra o projeto.


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