Mortes por Aids no AM aumentaram em 15%
, A Crítica – AM Editoria: Pág. Dia / Mês/Ano: Cidades 22/NOVEMBRO/07 Leandro Prazeres Da equipe de A CRÍTICA A mortalidade da Aids no Amazonas aumentou 15% entre 2005 e 2006. O índice...
Temas Cobertos Nesta Publicação
A Crítica – AM | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
Cidades |
| 22/NOVEMBRO/07 |
Leandro Prazeres
Da equipe de A CRÍTICA
A mortalidade da Aids no Amazonas aumentou 15% entre 2005 e 2006. O índice está na contramão da média nacional, que apontou queda de 13% no número de mortos pela Aids no mesmo período.
Os dados foram divulgados ontem pelo Ministério da Saúde que lançou o Boletim Epidemiológico AIDS/DST. O relatório mostrou que a doença avança nas regiões Norte e Nordeste, enquanto no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, ela já apresenta sinais de estagnação e relativo controle.
A alta mortalidade da Aids no Amazonas e na região Norte são preocupantes, principalmente se forem considerados os avanços da ciência no tratamento da doença. Com medicação e acompanhamento corretos, pacientes soropositivos podem ter sobre-vida superior a 15 anos.
Segundo o relatório, o Amazonas tem 4.493 casos de Aids notificados desde 1980, quando a doença começou a ser monitorada no Brasil. Na região Norte, o campeão em número de casos é o Pará, com 7.194. O Estado de Rondônia, em razão do forte fluxo migratório observado nos últimos anos, tem apresentado crescimento expressivo no número de casos notificados da doença.
Letalidade
Apesar de haver diminuição de 5,7% no número notificações no Amazonas (em 2005 foram 587 casos contra 553 em 2006), o que chama atenção é o aumento de 15% na mortalidade dos doentes. Em 2005, 144 pessoas morreram vítimas de alguma doença ligada ao vírus HIV no Amazonas. Em 2006, esse número pulou para 167.
O quadro fica ainda mais dramático quando se observa a "letalidade" da doença na região Norte, em comparação com as demais regiões geográficas do País. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde constatou que 13,9% das pessoas diagnosticadas com o HIV em 2000 haviam morrido um ano depois. É a maior taxa do Brasil. No Sudeste, apenas 3% dos doentes morrem nesse prazo.
Desigualdades
A coordenadora do Programa Nacional DST/Aids, Mariângela Simão, aponta o diagnóstico tardio e as desigualdades sociais como os principais responsáveis pelas altas taxas de mortalidade da Aids na região Norte.
"Essa tendência já é verificada há alguns anos. Quando observamos que doentes diagnosticados morrem em pouco tempo, isso é o resultado de dois fatores. Um deles é o diagnóstico tardio. Outro fator são as condições de saúde na região Norte", afirmou Mariângela.
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