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AIDS | CAMISINHA | DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS | CONTRACEPTIVOS O número de novos casos de AIDS na região de Campo Mourão, em 2010 não apresentou grande variação em relação ao ano passado. Por outro lado, cresceu o número de óbitos. Até setembro, as estatísticas dos órgãos responsáveis pelo tratamento destas pessoas no município mostram um crescimento de 44% em relação ao registrado em todo o ano passado. O principal problema segundo eles é que as pessoas têm medo de fazer o teste e o diagnóstico da doença acaba sendo muito tardio.
Engana-se quem pensa que quem tem AIDS percebe os sintomas rapidamente. No começo do ano foi realizado no município um trabalho de busca ativa para encontrar portadores de HIV. De acordo com o chefe da 11ª Regional de Saúde, Rodolfo César Visoni, o resultado surpreendeu, foram descobertos sete casos. “Dentro do programa ‘Fique Sabendo’ a equipe do DST/AIDS sai às ruas para encontrar novos casos. E tivemos um número considerável, em uma busca breve, já descobrimos sete pessoas. Pessoas que nem desconfiavam, que ficariam sabendo da doença apenas quando fosse tarde demais”, explica. Uma das explicações para a fuga dos testes é o medo de descobrir que tem a doença que até o momento não tem cura. “Há um numero baixo de diagnósticos, as pessoas ainda tem um preconceito, um receio. Não o medo de outras pessoas saberem, existe isso também, mas principalmente pelo diagnóstico. As pessoas têm medo de confirmar que tem HIV. Descobrimos muitos casos de pessoas que desconfiam e vem aqui confirmar, mas ainda é bem abaixo, a gente calcula que haja um número bem maior”, diz. Segundo ele, não dá para creditar a falta do uso de PRESERVATIVOS e da realização do teste à ignorância. “Hoje não é mais assim, antigamente até poderia ser, mas hoje o problema é outro. As pessoas continuam sendo descuidadas e depois vem o temor de confirmar. A gente tem observado um aumento no número de casos e uma menor conscientização no uso de PRESERVATIVOS. Um certo relaxamento da população quanto a procura. Com isso você tem mais pacientes sendo diagnosticados durante a doença oportunista. Com o diagnóstico tardio há o aumento no número de óbitos e de casos de pessoas que abrem o tratamento com doenças fatais”, alerta o médico. Em todo o ano de 2009, a região de Campo Mourão registrou 9 mortes de pacientes com o vírus. Este ano, em apenas 9 meses, já foram registradas 13 mortes. Além das complicações decorrentes das doenças oportunistas, a eficácia do tratamento com os antiretrovirais também fica comprometida. Para grande parcela das pessoas vivendo com HIV o início do tratamento tem ocorrido já com o sistema imunológico bastante deficitário. “A atenção básica deve estar atenta a isso. O teste de HIV deve ser solicitado com mais freqüência até mesmo nos testes de rotina, assim como o de SÍFILIS. DST Além dos casos de mortes por HIV, outro fator tem chamado a atenção de quem lida diariamente com as doenças sexualmente transmissíveis. É o aumento no número de casos de SÍFILIS. “É uma doença considerada silenciosa, mas que revela muito sobre os hábitos dos mourãoenses. Ela é o reflexo da população não usar o PRESERVATIVO nas relações”, ressalta Poliseli. Como hoje o tratamento da AIDS está conseguindo bons resultados, ele explicou que ela é tratada como uma doença crônica. “As pessoas estão banalizando o risco e isso não pode acontecer. Uma coisa que nunca vou esquecer é um dia que uma mulher veio com a filha e me disse que preferia que a menina tivesse pegado HIV por não usar CAMISINHA do que engravidado. Esse pensamento é absurdo. O tratamento é eficiente, a pessoa tem uma vida praticamente normal, mas a prevenção é sempre o melhor quando se fala em DST“, finaliza.
TRIBUNA DO INTERIOR – PR |
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