Pesquisa mostra eficácia de vacina contra hepatite E

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FOLHA DE S. PAULO – SP | SAÚDE

HEPATITE

24/08/2010

Estima-se que um terço da população mundial esteja infectada pelo vírus

Droga foi desenvolvida na China, onde a doença é endêmica, mas ainda não foi testada em gestantes e idosos

figado

GUILHERME GENESTRETI

DE SÃO PAULO

Uma nova vacina pode combater o vírus da hepatite E. A descoberta foi anunciada ontem no periódico médico “Lancet”, após estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Xiamen, na China, país em que a doença é endêmica.

O levantamento testou a eficácia da vacina HEV 239 em mais de 11 mil adultos de ambos os sexos, na província chinesa de Jiangsu. Após a terceira dose, a prevenção chegou ao patamar de 100%.

O estudo, porém, ainda está em fase de experimentação. Não chegou a ser testado em gestantes e maiores de 65 anos, grupos em que a fatalidade da doença é maior.

A hepatite E é transmitida por via fecal-oral. Em geral, acomete habitantes de regiões com condições precárias de saneamento básico.

Ao ingerir a água contaminada pelo vírus, a pessoa pode desenvolver a inflamação no fígado que, eventualmente, leva à morte.

NO BRASIL

O primeiro caso de hepatite E detectado aqui foi confirmado neste mês pelo Instituto Oswaldo Cruz.

O presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia, Raymundo Paraná, não descarta a possibilidade de existirem mais pessoas infectadas no Brasil. Os exames para diagnosticar o vírus estão sendo reformulados, lembra.

“Não temos boas condições de saneamento básico e, com gente viajando o tempo todo, não há por que pensar que as pessoas não possam trazer o vírus de fora”, diz.

Esper Kallás, professor de imunologia clínica e alergia da Faculdade de Medicina da USP, diz que a doença é rara aqui, e essa não seria uma vacina primordial, comparada “à que previne HEPATITE C conjugada com meningite”.

Para Edna Strauss, professora de hepatologia da Faculdade de Medicina da USP, os resultados da pesquisa são positivos. “A China tem um problema endêmico com a hepatite E. Aqui, ela existe, mas nunca se provou que tivesse grande repercussão.”

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