Quando ocorrem mais freqüentemente os problemas respiratórios relacionados ao HIV nas crianças?
Pneumonias bacterianas ocorrem com maior freqüência em crianças sintomáticas de qualquer faixa etária do que na população em geral, causadas pelos agentes etiológicos usuais (H. influencizae, pneumococos, S. aureus). Por isso, recomenda-se um esquema especial de vacinação para crianças infectadas pelo HIV que inclui a vacina contra Haemophilus influenzae tipo B aos 2, 4, 6 e 15 meses de idade e vacina contra pneumococos aos 24 meses de idade.
Nos lactentes e pré-escolares com AIDS, a forma predominante de tuberculose é a pulmonar, sendo que os quadros extra – pulmonares têm maior freqüência em faixas etárias mais elevadas. Doença por Mycobacterium avium-intracellulare ocorre nas fases avançadas da doença, relacionada a maior grau de imunodepressão, geralmente sem comprometimento pulmonar.
A pneumonite intersticial linfóide (PIL) é um quadro pulmonar freqüente em crianças HIV positivas, correlacionado a baixas contagens de linfócitos CD4+ em sangue periférico (ver pergunta 10).
A pneumonia por Pneumocystis carinii é bastante prevalente no grupo pediátrico. A contagem de células CD4+ indicativa de profilaxia primária para pneumonia por P. carinii pode ocorrer nas crianças HIV+ de qualquer faixa etária, sendo a pneumopatia mais relacionada à contagem de células CD4+ do que à idade. Pode ser evitada com o uso profilático de cotrimoxazol.
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