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01/DEZEMBRO/07 |
01/12/2007 – 07h19
Luciano Cavenagui e Marco Borba
Do Diário do Grande ABC
A região tem o que comemorar no Dia Mundial de Combate a Aids, celebrado neste sábado. O número de pessoas infectadas diminuiu 55,33% nos últimos seis anos, de acordo com dados divulgados sexta-feira pela Secretaria Estadual de Saúde. Em 2000, foram 506 registros, contra 226 verificados no ano passado.
O percentual de redução é superior ao do Estado, que obteve queda de 49,11%, e ao da Capital, de 38,26%.
O município onde houve maior redução no período foi Mauá, com 87,01%. Em seguida vem São Bernardo (54,19%), Santo André (52,07%), São Caetano (42,30%) e Diadema (41,74%).
Segundo a secretaria, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra não foram contabilizadas por causa do baixo número de infecções.
Mortes – O número de óbitos no Estado caiu 56,5% entre 1995 e 2006, de acordo com a secretaria. Há 12 anos, 7.739 pessoas morreram da doença, contra 3.363 no ano passado – redução de 22,9 óbitos por 100 mil habitantes para 8,3 por 100 mil no período.
Segundo o diretor-adjunto do Programa Estadual de DST/Aids, Arthur Kalichman, o surgimento, em 1996, de anti-retrovirais mais potentes foi um dos principais fatores responsáveis pela queda da mortalidade.
O outro, aponta o técnico, foi a ampliação dos SAEs (Serviços Ambulatoriais Especializados). São 155 em todo o Estado. “Com o diagnóstico rápido, é possível iniciar o tratamento e diminuir os riscos de morte”, afirmou Kalichman.
Apesar de redução, ONG protesta por melhor atendimento
Vanessa Selicani
Especial para o Diário
O vice-presidente da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids, Lucas Soler, realiza neste sábado, às 12h, um protesto na frente da Secretaria de Estado da Saúde.
Apesar da diminuição no número de pessoas que morrem por causa do vírus, Soler reclama de serviços que o Estado deixa de prestar.
Segundo o militante, falta material para genotipagem, utilizado para que o paciente troque de antibiótico quando este não faz mais efeito. Outra reivindicação da rede nacional é para que os coquetéis não sejam mais vendidos fracionados.
“O paciente precisa pagar a condução para voltar aos postos e pegar mais medicamento. Quem recorre à rede pública não tem condições financeiras para isso”, reclamou Soler.
O vice-presidente também é coordenador do projeto Criando Laços, que promoverá, a partir do ano que vem, gincanas em escolas públicas com instruções de como se evitar o vírus.
Mauá destaca centro especializado
Luciano Cavenagui
Do Diário do Grande ABC
Para a secretária da Saúde de Mauá, Sandra Regina Vieira, um dos principais motivos para a queda de 87,01% dos casos de Aids foi o trabalho de referência prestado pelo Coas (Centro de Orientação e Apoio Sorológico).
“A nossa unidade tem um trabalho excelente de atendimento, prevenção e tratamento da doença. Por isso os resultados são tão positivos”, contou Sandra. “No Coas, o trabalho com as gestantes também é muito bom. Praticamente todos os bebês com mães soropostivas nascem sem o vírus”, afirmou.
Outro fator apresentado pela secretária foi o pioneirismo de distribuição de camisinhas em todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) do município.
“Fomos a primeira cidade da região a adotarmos a medida, há dez anos. Temos 22 unidades e existe uma interação muito boa com a comunidade”, disse Sandra.
As atividades para o ano que vem já estão todas traçadas, começando com um trabalho especial realizado durante o Carnaval.
Diadema – O município onde houve menor queda foi Diadema, com 41,74%. “Temos uma rede muito extensa e incentivamos muito o dignóstico do vírus. Acredito que essa seja a razão do percentual apresentado”, afirmou a coordenadora do DST/Aids e Hepatites, Tânia da Costa.
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