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TODOS NÓS PRECISAMOS ASSUMIR A RESPONSABILIDADE PELA RESPOSTA

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“TODOS NÓS PRECISAMOS ASSUMIR A RESPONSABILIDADE PELA RESPOSTA”, AFIRMOU O SECRETÁRIO GERAL DA ONU, BAN KI-MOON
Fonte: UNAIDS

O Secretário-Geral das Nações Unidas Ban Ki-moon discursou na manhã desta segunda-feira, 21, pela primeira vez,na sessão da Assembléia Geral voltada à resposta contra a pandemia do HIV/Aids, em Nova Iorque, EUA. Ele expressou seu compromisso e intenções em resposta à crise da Aids. Isto acontece um ano após o Encontro de Alto Nível sobre Aids, onde os estados membros da ONU renovaram seus compromissos e estabeleceram um novo objetivo global em direção ao acesso universal à prevenção, tratamento, cuidados e apoio até 2010.

Em seu discurso, Ban Ki-moon ressaltou que sem o tratamento adequado, todos aqueles infectados morrerão. “Cerca de 8 mil pessoas morrem de doenças decorrentes da Aids todos os dias. Ao mesmo tempo, outras 12 mil se infectam com o HIV. Para cada pessoa que começa o tratamento anti-retroviral, mais seis se tornam infectadas. Estes números são humilhantes. Mas mesmo eles não transmitem a completa e verdadeira realidade da Aids. Eles não nos falam das implicações humanas para os indivíduos diretamente afetados, para as famílias e as comunidades deles”, observou o secretário geral. Ele ainda declarou que “de uma maneira ou outra, todos nós vivemos com o HIV. Todos nós todos somos afetados por ele. Todos nós precisamos assumir a responsabilidade pela resposta”.

Um relatório preparado para a revisão deste ano mostra que os esforços de tratamento expandido continuam a ganhar força. Em dezembro de 2006, cerca de 2 milhões de pessoas estavam recebendo o tratamento anti-retroviral nos países de baixa e média renda, representando 28% do número estimado de 7,1 milhão de pessoas que precisam dos medicamentos, um crescimento de 700 mil do número estimado para estar recebendo terapia anti-retroviral em dezembro de 2005.

No entanto, nos últimos dois anos, o número de pessoas vivendo com HIV aumentou em todas as regiões do mundo. O relatório mostra como o processo de acesso universal é uma oportunidade crítica para ampliar a prevenção ao HIV. Dados de 2005 mostram pouco progresso no crescimento da cobertura dos serviços de prevenção. A proporção de mulheres grávidas recebendo serviços para prevenir a transmissão vertical (de mãe para filho) do HIV aumentou de 9% em 2005 para apenas 11% em 2006.

Contudo, Ban Ki-moon disse que o relatório de hoje mostra que o progresso é possível em todas as quatro frentes. “Durante todo o ano passado, um importante trabalho de base foi feito para garantir o acesso universal. Noventa países estabeleceram metas de acesso nacionais, e muitas tiveram como objetivo dobrar ou triplicar a cobertura do tratamento anti-retroviral até 2010. (…) Em países com a epidemia generalizada onde houve esforços continuados de prevenção, a prevalência do HIV está caindo. Alguns países disponibilizaram serviços especiais aos órfãos da Aids, garantindo acesso à saúde, educação e bem estar social. E mesmo assim, a epidemia continua se espalhando”, enfatizou.

Se a atual tendência de ampliar cuidados e tratamento continuar no mesmo nível, o número de pessoas recebendo medicamentos anti-retrovirais em 2010 chegará aproximadamente a 4,5 milhões, ou menos da metade daqueles que precisam com urgência do tratamento. Para ampliar substancialmente o tratamento, é necessário um investimento muito maior na infra-estrutura dos sistemas de saúde, incluindo recursos humanos, administrativos e financeiros.

O relatório conclui que muitos países, especialmente aqueles com baixa renda, não podem atingir os objetivos de acesso universal sem recursos externos; portanto existe uma necessidade urgente de mais subsídios internacionais para a saúde pública e desenvolvimento. Estimativas atuais de recursos globais necessárias para o HIV em países de média e baixa renda são de US$ 18 bilhões em 2007 e US$ 22 bilhões em 2008 – um aumento sobre os US$ 8,9 bilhões disponíveis em 2006, ligeiramente mais do que a metade do que é necessário.

O Secretário-Geral se comprometeu a manter a Aids como uma prioridade das Nações Unidas e garantiu que os já pioneiros esforços de coordenação do UNAIDS e seus co-patrocinadores serão ainda mais fortalecidos por meio de uma coerência de ampla abrangência. Ele também disse que fará todos os esforços para mobilizar fundos para a resposta à Aids, agora e a longo prazo.

“Se nós aprendemos alguma lição no decorrer destes 25 anos, certamente é esta: apenas quando trabalhamos juntos com unidade de propósitos nós podemos derrotar a Aids – unidade entre governos, setor privado e sociedade civil”, concluiu.


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