03/07/2010 – Copa do Mundo: Paraguai e Espanha disputam, neste sábado, vaga na semifinal. País latino investe na prevenção da transmissão vertical. Europeu se preocupa com diagnóstico tardio do vírus

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Durante a Copa do Mundo de Futebol – 2010, a Agência de Notícias da AIDS está publicando uma série de notícias especiais. Além dos adversários brasileiros, destacaremos aqueles que participam das fases finais do torneio. Conheça mais sobre o perfil da epidemia no Paraguai e na Espanha, países que se enfrentam na tarde deste sábado.

Paraguai aumenta acesso ao tratamento da AIDS para gestantes

O Paraguai tem uma população de 6,1 milhões de pessoas e a prevalência do HIV é de 0,4%. Segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e AIDS (Unaids), cerca de 13 mil pessoas vivem com o vírus no país.

Dados do Programa Nacional de DST/AIDS (Pronasida) do Paraguai indicam que, todos os anos, cerca de 440 mães soropositivas entram em trabalho de parto.

Entre 2005 e 2007, o país obteve um importante avanço: aumentou o acesso ao tratamento antirretroviral para gestantes de 5% para 70%. Por isso, conseguiu em um ano e meio reduzir a taxa de transmissão vertical (infecção do HIV de mãe para filho) de 37,5% para 7%.

O Paraguai aumentou também os exames de diagnóstico rápido do HIV tipo Elisa em hospitais regionais, materno-infantis e distritais selecionados. A aplicação deles passou de 4% em 2005 para 52% em 2007.

Todos esses esforços têm por objetivo localizar as mães soropositivas, tratá-las e barrar a transmissão do HIV para os seus bebês.

Na Espanha, imigrantes não interferem no perfil epidemiológico. País quer diminuir o diagnostico tardio para o HIV

Nos próximos 25 anos, a Espanha terá 100 mil novas infecções por HIV, mesmo que a informação sobre a AIDS seja acessível a todas as pessoas.

A conclusão é de cientistas que participaram recentemente do XIII Congresso Nacional sobre HIV e AIDS no país. A previsão pode acontecer, segundo eles, porque uma margem de 35% a 50% das pessoas com o vírus hoje não sabem da sorologia e podem infectar outras pessoas por falta de prevenção.

Segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/AIDS (Unaids), a prevalência do vírus da AIDS na população é de 0,5% e a estimativa é de que haja hoje cerca de 140 mil adultos vivendo com HIV no país.

Ao contrário de Portugal, a maioria dos imigrantes na Espanha é de países com baixa incidência de HIV, portanto, não interferem na situação da epidemia do país.

Os ANTIRRETROVIRAIS são distribuídos gratuitamente no país desde 1996 pelo governo, assim como ocorre no Brasil.

O destaque em sites espanhóis desta última semana é a respeito do preconceito que os portadores do HIV sofrem na sociedade por causa da lipodistrofia – perda de gordura em regiões periféricas do corpo e acúmulo nas partes centrais devido ao vírus da AIDS e aos remédios usados no tratamento.

Cerca de 24% dos soropositivos dizem ter sofrido discriminação no trabalho. Destes, 16% atribuiu o fato devido à lipodistrofia. A pesquisa envolveu 706 pessoas.

Redação da Agência de Notícias da AIDS


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