Não. Independente do diagnóstico clínico da infecção pelo HIV, a certeza deve ser corroborada com exames laboratoriais específicos.
Isto se deve à necessidade do diagnóstico precoce, quando se leva em consideração que o grupo não exibe as mesmas características de evolução da doença que os adultos. Nas crianças, o desenvolvimento de sintomas pode iniciar-se nos primeiros meses de vida (entre 9 e 15 meses), tais como, infecções oportunistas e encefalopatia pelo HIV, com rápida progressão e mortalidade precoce. Se tal declínio clínico não ocorre nesta faixa etária, as crianças podem alcançar a idade de cinco anos e, a partir de então, exibirem quadros infecciosos bastante característicos, tais como pneumonia intersticial linfóide e infecções bacterianas recorrentes, relacionadas com melhor prognóstico. Algumas crianças apresentam longo período de incubação, chegando, às vezes, até a adolescência com ótimo desenvolvimento físico e psicológico sem nenhuma infecção oportunista, situação mais freqüentemente descrita no grupo de crianças hemofílicas.
Esta heterogeneidade na expressão e tempo do início dos sintomas permanece por ser explicada. Fatores genéticos, cepa viral, co-fatores e o tempo e forma de transmissão da infecção podem também contribuir para tal diversidade
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