O Crack e a Internação Involuntária e “Direitos Humanos” Desrespeitados

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Eu tenho uma sessão em meu blog que trata deste assunto:

Crack: é Possível Vencer Mas É Preciso de Um Suporte Enérgico!

 

O Crack!

Eu fiquei duas décadas afastado de minhas filhas, por razões que, durante muito tempo, foram para lá de justas.

Pois, quando eu fiz a menção de entrar na justiça pela guarda de minhas crianças, fui ameaçado de morte!

Não apenas a minha morte mas a morte de todos e todas aquelas pessoas que eu considerava importante! Isso incluiria as meninas também! Bem como da mãe delas, que pediu esta “cobertura”! (…).

O tempo passou, elas cresceram e, uma delas, enveredou pelo caminho do crack! Na angústia que a “fissura” do crack, que só perde para a nicotina em termos de dor abstinencial (me parece ser outro neologismo meu) ela cometeu um crime menor (…).

Roubou, depois de morder a carteira de uma uma senhora, na saída de uma feira!

Ela cumpriu sua pena em liberdade, pois ela passou três meses detida, e assim, não havia mais o que cumprir em detenção!

N Recaída, eu procurei o CRATOD. Inicialmente com Mara! Depois com a Minha Própria Filha

E ela, minha filha, saiu de lá! E saiu inteira! Depois de passar três meses aguardando julgamento. Três meses!

Finalmente ela foi condenada a um ano de prisão, com liberdade vigiada. Eu sequer sabia onde estavam e, sim, eu me comprometo a contar a história com todos os “pingos”, “pontos, “jotas” e “is”.

E eu já aviso: É sórdido!

Durante estes três meses, aguardando o julgamento nenhum dos defensores de direitos humanos jamais fez-lhe uma visita. e não o pela razão óbvia:

Eles não sabiam! Não se importariam em o saber! Afinal, ela já estava internada, involuntariamente, e nada, naquele âmbito, poderia ser feito, e, para escandalizar as massas, e,  mesmo eu não fazia a mais remota ideia do que ocorria dentro daquela construção diante da qual eu passava três ou quatro vezes por semana”

Deus…

E não procuraram saber! Como não procuram dia após dia, as pessoas que vão, muitas vezes se arrastando, à recepção do CRATOD, onde eu estive uma vez como minha esposa, pois eu tinha ido até lá exatamente para esta coisa, abominada por estes “defensores”:

A Internação Compulsória! Quando eu ouvi tudo o que eu acabei por descobrir necessário à internação e eu disse:

Sinto-me, neste momento, como quem veio até aqui em busca de um sniper e encontrei um pescador, de caniço e samburá!

E nem isso a pessoinha entendeu, pelos seiscentos mil diabos!

Viver sem Crack! Ela aprendeu na cadeia e deu graças a deus, pois era, sim, de um jeito ou de outro, uma internação involuntária

Recordo-me de a ouvir dizendo:

-”Ainda bem que fui presa, pois lá não tinha crack e eu aprendi a viver sem isso”. Não parece a vocês que ela agradece a Deus um Deus que ela sequer acredita existir, por ter sido presa e, indiretamente, ter passado por uma internação involuntária?! (???!!!!!).

Depois disso, ela começou a se organizar, se virar (digamos assim) informalmente, com venda de cosméticos

Ela se virou, e se virou bem, em sua iniciativa de empreendedora, com o apoio de um homem que, hoje eu reconheço, a tratava energicamente, pois era, e eu sei disso bem melhor agora, era a única maneira de mantê-la alinhada com as balizas, mesmo que sub-autônoma. Assim: 

Longe das drogas. 

Mas, tão logo tornou-se economicamente independente, ela afastou-se do homem que, diga-se tudo, colocou um advogado decente, interessado na causa, recebendo dinheiro por isso ou não, conheço muitos que só engabelam, que a visitou sistematicamente, as mulheres, via de regra, são abandonadas a si mesmas quando encarceradas. O Texto segue depois do vídeo.

Justificando que pretendia aproximar-se do filho que ela gerou durante a lide dela com o crack, e só Deus sabe como esta criança não nasceu dependente do crack.

Ali ela conheceu um moço, que parecia ser uma pessoa correta, a quem eu acabei por aprender a amar como se amaria a um filho.

Erro de avaliação desastroso

Filho este que, desastrosamente, eu jamais tive. 

E, dor entre tantas dores, eu nunca me enganei, nunca e nunca, tanto a me equivoquei na avaliação de uma pessoa, como me o fiz na leitura deste indivíduo! 

Logo eu, que atravessei o inferno de uma ponta a outra tantas vezes que já não sei como narrar quantas vezes eu tive de lidar com demônios, alguns deles multifacetados, como uma das mulheres que eu amei, GP, que tinha um nome composto:

Maria Isabel

Maria Isabel  me explicava que, enquanto na noite, ela era Isabel e, diante de mim, Maria! Uma bela maneira de se explicar a própria dualidade e, no entanto, no momento da escolha ela foi Isabel, porque, quem me amava era, conforme ela o disse a mim, Maria!

Esta “pessoa”, que eu passei a considerar como filho, consumia cocaína! Todos, todos e todos sabiam, mas ninguém me alertou a respeito disso! Eu não sei se saber tal coisa, e eu creio que, a bem da verdade, tal informação só serviria para me deixar louco da vida, como me deixou naqueles primeiros dias, mudaria algo, mas eu gostaria de estar ciente disso, para intervir, sempre que necessário!

Detalhes Podem Mudar Coisas. Ou Não!

E bem sei que tais detalhes teriam sido inúteis (ou não), se eu os tivesse! Ele mesmo confessou-me isso, quando viu que eu viria a saber, de uma maneira ou de outra!

Mas me foi dito apenas quando a merda toda já estava em todas as paredes, e aí era bem mais do que um tanto quanto tardio!

Apesar dos pesares, ela não conseguiu ficar bem com internações voluntárias, embora eu tenha conseguido deixá-la interna no Américo Bairral, que a liberou depois de três meses (…). E eu fora informado que ninguém sai de lá sem estar bem! Pois bem! Minha filha saiu e não estava bem!

Violação de direitos humanos a internação forçada?

Bem, soube que minha filha está se prostituindo, à “razão de R$ 5,00 por uma “sessão de sexo oral”, ou uma sessão de sexo anal “orque seu sexo oral já me enjoou vagabunda) se quiser ter como pegar mais crack comigo

Você lê o absurdo do contra-senso? Ou preciso desenhar???

Em qual Universo, dentro do Multi-Verso ela tem, nestas condições, algum direito humano garantido e resguardado? Vivendo em um lugar conhecido como “Favela da C*** do C*****o”, quem respeitará os direitos dela.

Pois bem….

Sugestões de leitura

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