Escola indígena de Corumbá é a única de MS a participar de prêmio em SP

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20/JUNHO/07

 

Escola indígena de Corumbá é a única de MS a participar de prêmio em SP

 

19/06/2007 – 11:46

Antonielson Balejo

 

 

A escola indígena “João Quirino de Carvalho” – Toghopanãa, vai estar participando do II Prêmio Paulo Freire- Mestre Cidadão, instituído pela Coordenação do 11º EDUCAIDS– Encontro Nacional de Educadores para prevenção dos DST/ AIDS em São Paulo de 20 a 24 junho de 2.007, e é única escola indígena que vai participar do prêmio.

 

A professora da escola Giani Ramona da Silva, vai estar concorrendo ao prêmio mestre cidadão. O trabalho da professora foi selecionado entre setenta realizados em todo o Brasil. O projeto realizado foi “Sexualidade e Prevenção das DST e AIDS no Pantanal”.

 

“É uma sensação estranha, não esperava essa repercussão. Estou muito feliz. Quero que escola tenha visibilidade não só em Corumbá, mas no estado e até mesmo no Brasil”, declarou Giani Ramona ao Corumbá On Line .

 

O aluno Laucidio Correa da Costa, índio guató, vai estar participando como palestrante no colóquio de abertura: diversidade cultural e vulnerabilidade. As diferenças étnicas na população indígena brasileira. Perspectivas para a juventude indígena no Brasil.

 

O evento também contará com a presença da aluna indígena Elenir Assunção Ferreira juntamente com a diretora Maria R. Cilena Pina Pinto.

 

Projeto- O projeto realizado foi “Sexualidade e Prevenção das DST e AIDS no Pantanal”, visou a elaboração e a editoração de material escrito em línguas indígena e portuguesa a ser produzido nas Oficinas de Programa de Saúde Guató junto aos discentes do Projeto Saberes da Terra da Escola Estadual Indígena “João Quirino de Carvalho” – Toghopanaã, localizada na aldeia Uberaba, Terra Indígena Guató, município de Corumbá, Estado de Mato Grosso do Sul, região do Pantanal.

 

O objetivo específico foi abordar assuntos preocupantes e que, infelizmente, ainda são vistos pela sociedade não-indígena com preconceito: as DST e a AIDS. Além disso, outros temas serão abordados durante as oficinas: gravidez precoce, aborto, sexualidade e prazer na adolescência e na juventude, direitos reprodutivos, etc. Ao serem respeitadas as perspectivas indígenas, com ênfase nas questões de gênero e etnia, será promovido o protagonismo Guató.

 

Dentro da diversidade existente no Brasil nos dias atuais estão inseridas mais de duzentas sociedades indígenas, apresentando diferenças múltiplas, com profundas variações em suas línguas, cosmologias, rituais e modos de adaptação ao meio ambiente em que vivem. Tais particularidades sempre estiveram sujeitas a interferências, a partir do contato com a sociedade nacional. Assim uma educação escolar direcionada também para informar e formar os índios sobre DST e AIDS torna-se necessária e, até mesmo urgente.


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