APERFEIÇOANDO A LUTA CONTRA EPIDEMIAS CRUZADAS: UMA ATUALIZAÇÃO DOS ESFORÇOS FEDERAIS PARA TRATAR O HIV/AIDS E A VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES E JOVENS
Quem trata do cruzamento entre HIV/AIDS e a violência contra mulheres é Maggie Czarnogorski, Médica, Vice-diretora dos Programas de Saúde em Clínicas Públicas do Gabinete de Saúde Pública no Departamento de Assuntos Veteranos, e Tiffany McNair, Médica, PhD, Associada da Casa Branca no Gabinete do Vice Presidente.
Postado no Blog da Casa Branca
Outubro é o Mês da Conscientização da Violência Doméstica e um momento importante para chamar atenção para o predomínio alarmante da violência contra parceiras íntimas (IPV, em inglês) entre mulheres e meninas. Isto é particularmente verdade para mulheres vivendo com HIV/AIDS das quais mais da metade foi vítima de algum tipo de violência contra mulheres, falando assim, de maneira geral. Um diagnóstico de HIV pode desencadear violência exacerbada, enquanto traumas e abusos podem impactar negativamente o gerenciamento desta doença.
Assim, para mulheres e meninas afetadas pelo cruzamento da epidemia do HIV/AIDS e a violência contra mulheres, as conseqüências podem ser devastadoras para seu bem-estar e saúde.
Como médicas que nos preocupamos com as mulheres, nós vemos este cruzamento com muita freqüência; e, tanto os dados quanto a experiência mostraram que as jovens e as mulheres negras e afrodescendentes são, geralmente, as mais afetadas, e de maneira mais desproporcional, tanto pelo fator HIV/AIDS como pelo fator violência contra mulheres. Tratar a violência na vida de nossas pacientes é, portanto, uma parte crítica no ato de apoiá-las a conseguir resultados ótimos de saúde, incluindo refinar sua habilidade de aderir ao tratamento, alcançar a supressão viral, e viver vidas mais longas e plenas.
Em um esforço para responder a esses complexos problemas, no ano passado o Comitê Federal de Inter agências estabeleceu em 2012 sob o memorando do Presidente Obama a liberação de um relatório intitulado Tratando as Disparidades no HIV/AIDS e a Violência contra Mulheres e Meninas e na Saúde relacionada ao Gênero. O relatório esboçava cinco recomendações principais e enfatizava a necessidade da colaboração mútua das diferentes agências para tratar melhor o como a violência contra mulheres e meninas influência na aquisição do HIV e afeta negativamente a saúde das mulheres vivendo com HIV/AIDS.
Hoje, nós estamos orgulhosos de anunciar duas grandes realizações decorrentes deste relatório. O Departamento de Justiça Americano (DOJ, em inglês) e o Departamento de Moradia e Desenvolvimento Urbano (HUD, em inglês) e o programa de Oportunidade de Moradia para Pessoas com AIDS (HOPWA, em inglês) forneceram um exemplo excelente de colaboração entre inter agências Federais. Este esforço conjunto irá especificamente alocar fundos e recursos para apoiar moradias passageiras para mulheres vivendo com HIV/AIDS e que estão sofrendo com o fator violência contra mulheres. A Administração de Serviços em Saúde Mental e Abuso de Substâncias (SAMHSA, em inglês) também está lançando um Relatório de Conceitos para a Abordagem de Traumas Relatados que identifica um novo quadro para tratar as opressões e experiências relacionadas aos traumas. Este quadro tem como objetivo ajudar os indivíduos, como por exemplo, mulheres vivendo com HIV/AIDS, a modificar comportamentos negativos resultantes do trauma e em última análise melhorar os resultados de saúde.
Além disso, o Gabinete Nacional de Políticas para HIV/AIDS, em colaboração com o Gabinete do Vice-Presidente e a Assembléia de Mulheres e Meninas, está lançando hoje um relatório com as primeiras atualizações anuais das ações que estão acontecendo lado a lado com o governo Federal em resposta à essas recomendações. Dezenas de avanços importantes nas múltiplas agências ocorreram no ano passado na forma de diálogos críticos, divisão de recursos, coordenação entre agências, e engajamento com parceiros da comunidade. Com próximos passos estratégicos e uma necessidade de ação e ímpeto contínuos, o relatório também oferece um projeto para o próximo ano.
Primeiro, a investigação do cruzamento entre HIV/AIDS e violência contra mulheres, através de programas Federais é uma das maiores prioridades. A Administração de Serviços e Recursos em Saúde (HRSA, em inglês) e os Centros de Prevenção e Controle de Doenças (CDC, em inglês) estão oferecendo treinamentos integrados no cruzamento entre HIV/AIDS e violência contra mulheres para a força de trabalho responsável por sua prevenção. A Administração também está colaborando com a Administração para Crianças e Famílias (ACF, em inglês) para oferecer ferramentas de aconselhamento no cruzamento de HIV/AIDS e violência contra mulheres para Ryan White, responsável pelos programas de saúde rural, materna e de crianças, e dos programas dos Serviços Militares de Saúde Nacional. Além disso, o Departamento Americano de Assuntos Veteranos (VA, em inglês) está promovendo investigações em HIV/AIDS para todas as mulheres veteranas, e programas–pilotos em investigações em HIV/AIDS nas instalações do Departamento de Assuntos Veteranos começarão o ano que vem.
As Agências Federais também focaram nas melhorias de pesquisas públicas, especialmente em comunidades mais marginalizadas.
Futuros Sem Violência (http://aids.gov/external disclaim.html), um parceiro da comunidade, instruiu o Gabinete de Violência contra a Mulher (OVW, em inglês), do Departamento de Justiça Americano, a consolidar outorgas aos jovens, no cruzamento do HIV/AIDS e violência contra mulheres, através de seminários via web e materiais educativos.
Além do mais, a ACF está desenvolvendo recursos no cruzamento do HIV com a violência para assistir os fornecedores em saúde reprodutiva na melhoria da prevenção, teste, aconselhamento, e notificações seguras ao parceiro, a seus pacientes.
O engajamento de homens e meninos também é outra estratégia crítica destacada na atualização. A ACF e o Departamento Americano de Saúde junto com o Gabinete de Saúde Humana em Minorias de Saúde estão colaborando para o apoio do desenvolvimento de recursos para violência doméstica e disseminadores do HIV ao assistir homens e mulheres negras e latinas recentemente dispensadas de programas de correção e internação para o abuso de substâncias. A Futuros Sem Violência também está trabalhando com a OVW para engajar outorgas com foco nas intervenções que envolvam homens.
Por último, o relatório ressalta a importância de pesquisas científicas continuadas, engajamento da comunidade, e parceria para alcançar os objetivos da iniciativa. O CDC e os Institutos Nacionais de Saúde estão conduzindo pesquisas na epidemiologia e intervenções do cruzamento da epidemia HIV/AIDS e a epidemia de violência contra mulheres.
Uma outra parceira, a AIDS United, recentemente hospedou uma Conferência Técnica que uniu pesquisadores, líderes locais, e ativistas para gerar recomendações a comunidade para tratar traumas em mulheres vivendo com HIV.
A atualização de 2014 demonstra tendências promissoras e marca o primeiro passo em direção ao tratamento das necessidades das mulheres confrontadas com o HIV/AIDS e a violência. Nós esperamos que no próximo ano as agências Federais e os parceiros da comunidade continuem com este ímpeto. Ao aumentar o número de estratégias efetivas, incorporando abordagens a relatos de trauma, e estendendo a pesquisa a grupos de alto risco, o Comitê Federal de Interagências espera testemunhar o grande impacto tanto a nível individual quanto a nível social – e sustentar este impacto nas mulheres e meninas que contam conosco.
Maggie Czarnogorski, Médica, PhD, especialista em doenças infecciosas e saúde da mulher, é Conselheira Política Sênior no Gabinete de Políticas Nacionais para AIDS, em particular do Departamento de Assuntos Veteranos.
Tiffany McNair, Médica, PhD, médica ginecologista-obstetrícia e de medicina preventiva, é Associada da Casa Branca no Gabinete do Vice Presidente.
Nota do editor de Soropositivo Web Site: Trazer do blog da Casa Branca um texto que fala de violência de gênero pode parecer um exagero meu para os que julgam precipitadamente e, todavia, não o é. O texto mostra que o problema não é só nosso e, contudo, eles parecem estar anos-luz à frente de nós na correção do problema que éo cruzamento de epidemias como a do HIV/AIDS e a violência contra mulheres.
Convém lembrar, senhores machões, que há o reverso da medalha e já dizia um falecido patrão meu, vinte anos atras, que violência gera violência.
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Tradução: Rodrigo Sgoob Pelerino
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HIV/AIDS e a violência contra mulheres: Dupla covardia
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