
Estes resultados confirmam uma tendência de contágio na comunidade homossexual que se pode encontrar em países com maior acesso a preservativos, usados comumente para combate o HIV/AIDS, como é o caso dos Estados Unidos.
Os Centros para o Controle e para a Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) informaram que em 2010, “os homens que mantiveram relações sexuais com homens representaram 78% das novas infecções por HIV entre os homens e 63% de todas as novas infecções”.
Em declarações à ACI Imprensa, o infectologista pediatra peruano Juan Carlos Tirado, membro do Comitê de Especialistas no tratamento de crianças que vivem com HIV/AIDS, apontou que “na realidade os homens que fazem sexo com homens (HSH) sempre foram o principal grupo populacional de risco, afetado pela epidemia do HIV desde sua identificação em São Francisco e também aqui no Peru”.
O doutor Tirado indicou também que “sabe-se que a prevalência da infecção por HIV especificamente em HSH teve crescimento nos últimos anos”.
“Se aceitamos que a prevalência de infecção em homens que fazem sexo com homens tem aumentado nos últimos anos, existe uma dinâmica populacional que inclui os bissexuais”, apontou, “aquelas pessoas que fazem sexo com HSH, mas ao mesmo tempo mantêm uma relação do tipo sexual com uma mulher, que pode ser sua parceira, convivente, esposa, contato esporádico, etc.”.
O grupo de pessoas bissexuais, advertiu, é difícil de estudar, e serve “de ponte entre a população de homens que fazem sexo com homens com HIV e a população geral”.
“Desta forma que se infectam mulheres e em alguns casos crianças, quando elas engravidam”, declarou.
O médico advertiu que “como a infecção por HIV é uma doença de progressão lenta, ocorre que algumas destas mulheres terminam com o parceiro bissexual que as infectou e, sem saber, elas transmitem a infecção a seu novo parceiro, estendendo assim a epidemia para a população geral”.
As condutas de risco a que se expõem os casais homossexuais, particularmente as jovens, são fatores que aumentam o risco de contágio.
“O uso de álcool e drogas ilegais” bem como “álcool, meta-anfetaminas e outras ‘drogas de festa’ de uso comum entre homens jovens que fazem sexo com homens pode levar a uma conduta sexual de risco”, adverte o CDC.
De acordo com a UNAIDS, em 2010, de uma estimativa de 435.426 homens que fazem sexo com homens no Peru, 12,4% vivia infectado com HIV.
LIMA, 26 de Novembro de 2013 / 20:04 (ACI/EWTN Notícias)
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