AIDS e Trabalho: Crescimento reduz em 43 países

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Relatório da Organização Internacional do Trabalho traz dados alarmantes sobre Trabalho e AIDS  AIDS e Trabalho: Crescimento reduz em 43 países oit1 300x284A AIDS está ten­do um im­pac­to cres­cen­te na força de tra­ba­lho no mun­do e le­van­do a uma re­dução no cres­ci­men­to econômi­co es­pe­ci­al­men­te dos países mais afe­ta­dos pe­la do­ença, de acor­do com re­latório di­vul­ga­do nes­ta sex­ta-fei­ra, Dia Mun­di­al da Aids, pe­la Or­ga­ni­zação In­ter­na­ci­o­nal do Tra­ba­lho, a OIT.

“Os 43 países mais gra­ve­men­te afe­ta­dos pe­lo vírus HIV e pe­la Aids per­de­ram em média 0,5% da sua ta­xa de cres­ci­men­to econômi­co anu­al en­tre 1992 e 2004 por cau­sa da epi­de­mia e, co­mo re­sul­ta­do, dei­xou de ha­ver um cres­ci­men­to de 0,3% de va­gas de em­pre­go”, dis­se o do­cu­men­to.

En­tre es­sas nações, “31 países da Áfri­ca Sub­sa­a­ri­a­na per­de­ram 0,7% em média de sua ta­xa anu­al de cres­ci­men­to econômi­co”, e uma por­cen­ta­gem de 0,5% de em­pre­gos não fo­ram cri­a­dos.

Com is­so, 1,3 mi­lhão de no­vos em­pre­gos dei­xa­ram de ser ge­ra­dos anu­al­men­te
en­tre 1992 e 2004 – 1,1 mi­lhão de­les, na Áfri­ca Sub­sa­a­ria.

A in­cidência de HIV/Aids “está adi­ci­o­nan­do um enor­me en­car­go aos países que lu­tam pa­ra sair da po­bre­za”, dis­se Odi­le Frank, uma das au­to­ras do re­latório.

“Nós pre­ci­sa­mos de mai­o­res opor­tu­ni­da­des de em­pre­go pa­ra pes­so­as com HIV/Aids e por fim à dis­cri­mi­nação con­tra pes­so­as com o vírus vai ajudá-las a con­se­guir tra­ba­lho”, afir­mou.

Bra­sil

Da­dos de 60 países fo­ram ana­li­sa­dos no re­latório “HIV/AIDS e tra­ba­lho: es­ti­ma­ti­va glo­bal, im­pac­to so­bre cri­anças e jo­vens, e res­pos­ta 2006”, 56 de­les com in­cidência de HIV en­tre pes­so­as de 15 a 49 anos su­pe­ri­or a 1%, e os qua­tro ou­tros on­de a in­cidência é in­fe­ri­or a es­se pa­ta­mar, mas on­de a po­pu­lação é gran­de.

O Bra­sil, com uma in­cidência es­ti­ma­da em 0,5%, en­tra nes­ta se­gun­da ca­te­go­ria ao la­do de Chi­na, Índia e Es­ta­dos Uni­dos. Nes­te gru­po, con­tu­do, o im­pac­to da pan­de­mia so­bre a eco­no­mia foi con­si­de­ra­do pe­que­no de­mais pa­ra ser me­di­do.

Num nível glo­bal, a Aids ma­tou qua­se 3,5 mi­lhões de adul­tos e jo­vens com ida­de pa­ra tra­ba­lhar em 2005 e es­te núme­ro po­derá che­gar a 4,5 mi­lhões em 2020.

So­ro­po­si­ti­vos

“Em 2005, mais de 3 mi­lhões de in­te­gran­tes da força de tra­ba­lho em to­do o mun­do fo­ram im­pe­di­dos par­ci­al­men­te ou to­tal­men­te de tra­ba­lhar” por cau­sa de al­gu­ma do­ença pro­vo­ca­da pe­la re­dução na imu­ni­da­de que ca­rac­te­ri­za a Aids. Des­te con­tin­gen­te, 75% vi­vi­am na Áfri­ca Sub­sa­a­ri­a­na.

No mun­do to­do, 41% da porção da força de tra­ba­lho so­ro­po­si­ti­va é de mu­lhe­res -na Áfri­ca Sub­sa­a­ri­a­na, es­sa pro­porção che­ga a 43%, diz o re­latório da OIT.

“A fal­ta de opor­tu­ni­da­des pa­ra um tra­ba­lho de­cen­te po­de le­var mu­lhe­res e ho­mens jo­vens a tra­ba­lhar em con­dições precári­as e não-re­gu­la­men­ta­das”, ex­pon­do-os mais ao vírus HIV. “Es­tu­dos mos­tram freqüen­te­men­te que a mai­o­ria dos ho­mens e mu­lhe­res que re­cor­rem à indústria do se­xo pa­ra se sus­ten­tar co­meçam a tra­ba­lhar na ado­lescência ou com pou­co mais de 20 anos”, diz o re­latório.

O do­cu­men­to di­vul­ga­do nes­ta sex­ta-fei­ra afir­ma que cer­ca da $3>de de to­das as no­vas in­fecções por HIV ocor­rem en­tre pes­so­as de 15 a 24 anos de ida­de, e “a mai­o­ria de­les não sa­be que é por­ta­do­ra do vírus, es­pe­ci­al­men­te em áre­as de re­cur­sos es­cas­sos”.

E a OIT afir­ma que mui­tas cri­anças são forçadas a tra­ba­lhar por­que vi­vem em con­dições de miséria ab­so­lu­ta, ou por­que os pais mor­re­ram de Aids ou por­que estão do­en­tes de mais pa­ra tra­ba­lhar.

O au­men­to do tra­ba­lho in­fan­til está le­van­do a uma di­mi­nuição dos pa­drões de edu­cação e fa­zen­do com que se­ja mais difícil pa­ra as cri­anças con­se­gui­rem em­pre­gos pro­du­ti­vos quan­do che­ga­rem à ida­de de tra­ba­lhar.

An­ti­re­tro­vi­rais

A OIT es­ti­ma que a per­da acu­mu­la­da da força de tra­ba­lho por cau­sa de HIV/Aids, que fi­cou em cer­ca de 28 mi­lhões de pes­so­as em 2005, po­de che­gar a 45 mi­lhões em 2010 e 86 mi­lhões, em 2020.

O re­latório da or­ga­ni­zação de­mons­tra, con­tu­do, que o au­men­to do aces­so a tra­ta­men­to com dro­gas an­ti­re­tro­vi­rais po­de ter um im­pac­to sig­ni­fi­ca­ti­vo na erosão da força de tra­ba­lho. Ele mos­tra que a per­da de 17,3 mi­lhões de pes­so­as na força de tra­ba­lho pre­vis­ta pa­ra o período en­tre 2005 e 2010 em to­do o mun­do, pe­lo me­nos 14% po­de ser evi­ta­da ca­so se dê aces­so am­plo a es­se ti­po de tra­ta­men­to.

A or­ga­ni­zação pe­diu me­di­das sus­tentáveis pa­ra au­men­tar o aces­so a tra­ta­men­tos com an­ti­re­tro­vi­rais pa­ra re­du­zir as ta­xas de mor­ta­li­da­de.

AIDS e Trabalho – Parte 1 de 4

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AIDS e Trabalho – Parte 2 de 4

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AIDS e Trabalho – Parte 3 de 4

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AIDS e Trabalho – Parte 4 de 4

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