A expectativa de Mesquita é a de que o tema seja definido ainda este ano. Entre especialistas brasileiros, no entanto, o assunto está longe de ser um consenso. “Concordo que a tendência é de redução da indicação desse exame. Mas ele ainda é fundamental e não há perspectivas de que isso mude num curto espaço de tempo”, afirmou o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Érico Arruda. O pesquisador do Núcleo de Estudos de Prevenção da Aids, Jorge Beloqui tem avaliação semelhante. “Esse exame não é um ornamento”, disse. A maior crítica de Beloqui, no entanto, está na forma como o assunto está sendo conduzido. “Não há diálogo com associações de portadores do HIV. As propostas vêm de cima para baixo, como um decreto real”, completou.
O CD4 é usado para avaliar o sistema imunológico do paciente e é geralmente combinado com outro teste, o de carga viral, que dá informações sobre a quantidade de HIV no organismo do paciente. O Exame de CD4, até pouco tempo, era levado em consideração para definição do início do tratamento com medicamentos ANTI-AIDS. Depois de o governo liberar a indicação dos remédios para todos pacientes, independentemente da quantidade do vírus, o exame passou a ser considerado menos importante pelo governo. “O início do tratamento qualquer que seja o CD4 é uma opção do paciente. Da forma como o governo lida com o tema, não haveria alternativa”, disse Beloqui. Do ponto de vista de saúde pública, o uso precoce do medicamento é considerado essencial: o paciente reduz o vírus circulante, diminuindo o risco de transmitir a doença para outras pessoas, no caso de relações sexuais desprotegidas. “Mas não está claro se isso traz vantagens para o paciente. Não se sabe qual o impacto do início precoce do tratamento. O direito de escolha não pode ser retirado”, disse Beloqui.
A coordenadora do Programa Estadual de DST-Aids de São Paulo, Clara Gianna, também defende a manutenção do CD4. “Ele não tem a importância do passado, mas continua sendo fundamental, sobretudo no Brasil, onde pacientes ainda descobrem a doença tardiamente”, disse. Assim como Arruda, ela defende que o exame seja feito assim que a doença é diagnosticada. Em caso de níveis considerados não muito bons de CD4, entre 300 e 400, o exame deve ser repetido anualmente. Além disso, para níveis inferiores a 200, o teste deveria ser indicado para fazer a prevenção de doenças oportunistas. Mesquita considera que o exame é importante apenas nessa terceira hipótese. “Para avaliar a qualidade do tratamento, o exame de carga viral é suficiente. Ele pode ser associado a outros testes, mais modernos.”
Nota do Editor de Soropositivo Web Site: A cada três meses, nos últimos vinte anos eu olho para minha médica e pergunto: Qual o resultado do meu exame de CD4?
E ela responde: Está ótimo! Ou, então, caiu um pouco…A contagem de CD4 me auxilia a determinar como está a minha imunidade e, por natural conseqüência, qual será meu estado de espírito pelos próximos três meses. Tudo o que eu faço se baseia neste demarcador.Através dele eu sei o quão distante ou o quão próximas estão de mim as doenças oportunistas (são elas quem matam e não a infecção por HIV).Um queda ligeiramente sensível deste demarcador e ja vem a candidíase, um prenúncio de queda na qualidade do sistema imunológico que é comandado por uma célula que é conhecida como Macrófago CD4.
E agora, depois de 20 anos de terapias bem sussedidaes vem à mim e tentam me convencer que o exame de CD4 não é necessário?
Os ricos continuarão fazendo este exame porque podem pagar.
E nós? Corte de despesas?E tem mais: A proposta é tão estabanada que bsta ler este artigo para perceber que a equipe que propôs isso é a mesma daquele filme “Cegos, Surdos e Loucos”.
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