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AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DA AIDS | NOTÍCIAS
AIDS | CONTRACEPTIVOS | ANTIRRETROVIRAIS 03/07/2010 03/07/2010 – 17h25 Durante a Copa do Mundo de Futebol – 2010, a Agência de Notícias da AIDS está publicando uma série de notícias especiais. Conheça mais sobre o perfil da epidemia na Espanha e na Alemanha, países que garantiram neste sábado vaga na semifinal. Leia a seguir. Distribuição de PRESERVATIVOS é insuficiente na Alemanha Com cerca de 81 milhões de habitantes, a Alemanha tem uma prevalência do HIV entre os adultos de 0.1%, segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e AIDS (Unaids). A maior parte das infecções ocorre entre os homens que fazem sexo com homens. Um estudo divulgado em 2007 pelo Instituto Robert Koch sobre a evolução da epidemia na Alemanha mostrou que o contágio pelo vírus HIV aumentou 12% entre homossexuais e 7,5% entre heterossexuais, em comparação ao ano anterior. Os homossexuais representaram neste estudo cerca de 65% dos novos casos da doença, ou seja, 2.285 dos 2.752 registrados. O Instituto alemão detectou uma diminuição no número de infecções entre os usuários de drogas e em estrangeiros oriundos de países com alta prevalência do HIV. De acordo com Escritório Federal Alemão de Pesquisa Sanitária, a distribuição de PRESERVATIVOS é insuficiente no país e os homossexuais não têm usado este material preventivo em todas as relações. Em outros grupos da população sexualmente ativa, principalmente na faixa de idade de 16 a 44 anos, o uso de PRESERVATIVOS aumentou de 69% para 77% entre os anos de 2006 e 2007. País tem lei que criminaliza transmissão proposital do HIV Na Alemanha, a transmissão do vírus HIV é considerada crime se um portador do vírus da AIDS está ciente da infecção e, mesmo assim, mantém relações sexuais sem proteção. Segundo a Deutsche AIDS-Hilfe (DAF), desde os anos de 1990, aumentaram as condenações relacionadas à transmissão do HIV no país. Jörg Litwinschuh, porta-voz dessa organização que reúne mais de cem associações regionais de prevenção ao HIV e AIDS na Alemanha, disse ser contra esta lei. “É um sinal de mais uma política restritiva perante os seropositivos”, criticou. Por outro lado, a secretária da Juventude da Baviera, Christine Hadertbauer, concorda com a criminalização. “Quando se tratar de um caso claro de lesão corporal intencional, o agressor precisa ser punido”, defende a política do partido conservador União Social Cristã (CSU). Na Espanha, imigrantes não interferem no perfil epidemiológico. País quer diminuir o diagnostico tardio para o HIV Nos próximos 25 anos, a Espanha terá 100 mil novas infecções por HIV, mesmo que a informação sobre a AIDS seja acessível a todas as pessoas. A conclusão é de cientistas que participaram recentemente do XIII Congresso Nacional sobre HIV e AIDS no país. A previsão pode acontecer, segundo eles, porque uma margem de 35% a 50% das pessoas com o vírus hoje não sabem da sorologia e podem infectar outras pessoas por falta de prevenção. Segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/AIDS (Unaids), a prevalência do vírus da AIDS na população é de 0,5% e a estimativa é de que haja hoje cerca de 140 mil adultos vivendo com HIV no país. Ao contrário de Portugal, a maioria dos imigrantes na Espanha é de países com baixa incidência de HIV, portanto, não interferem na situação da epidemia do país. Os ANTIRRETROVIRAIS são distribuídos gratuitamente no país desde 1996 pelo governo, assim como ocorre no Brasil. O destaque em sites espanhóis desta última semana é a respeito do preconceito que os portadores do HIV sofrem na sociedade por causa da lipodistrofia – perda de gordura em regiões periféricas do corpo e acúmulo nas partes centrais devido ao vírus da AIDS e aos remédios usados no tratamento. Cerca de 24% dos soropositivos dizem ter sofrido discriminação no trabalho. Destes, 16% atribuiu o fato devido à lipodistrofia. A pesquisa envolveu 706 pessoas. Redação da Agência de Notícias da AIDS |
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