Uma pesquisa divulgada pelo portal International Aids Society revelou que o atual uso do efavirenz duplicou o risco de deficiência grave de vitamina D (VDD), em indivíduos HIV-positivos. Além disso, os efeitos da VDD grave e a exposição a drogas antirretrovirais aumentaram o risco de fosfatase alcalina, como marcador de remodelação óssea.
A vitamina D é essencial para ossos saudáveis e pode estar relacionada, também, à saúde do sistema imunológico. Estudos anteriores descobriram níveis baixos de vitamina D em pessoas com HIV.
Esta pesquisa, liderada por Tanya Welz, envolveu mais de mil pessoas. Em 25 pacientes soropositivos foram medidos os níveis de hidroxivitamina D [(OH) D]. Os cientistas definiram como deficiência grave de vitamina D, os níveis abaixo de 10 miligramas por litro (25 nmol/l). Cerca de 91% dos voluntários tinham níveis de vitamina D suboptimal e um terço tinha deficiência severa.
A deficiência grave de vitamina D mostrou-se mais provável em negros e em pessoas com um mínimo absoluto de CD4 (cluster of differentiation 4 – glicoproteína expressa na superfície de células T) abaixo de 200 células/microlitro.
Uma análise restrita a pacientes que tomam antirretroviral Efavirenz mostrou que o risco de deficiência grave dobrou, independente de outros fatores. O uso de tenofovir mais do que triplicou o risco de fosfatase alcalina e o de efavirenz mostrou um aumento de 60%.
O significado clínico destes resultados exige uma investigação mais aprofundada, dado o amplo uso de efavirenz e tenofovir em combinação de primeira linha terapêutica antirretroviral.
Referência: WELZ, Tanya et al. Efavirenz is associated with severe vitamin D deficiency and increased alkaline phosphatase. AIDS, vol. 24, nº 12, p. 1923-1928, 31 July 2010, Doi: 10.1097/QAD.0b013e32833c3281. Para acessar o abstract deste artigo, clique aqui.
Fonte: Isaúde.net