Filme simula grave acidente de carro, e comercial mostra Hitler fazendo sexoDois vídeos têm provocado intensas discussões na Europa nos últimos dias pelo uso de imagens chocantes. Um deles simula um grave acidente de carro provocado pelo envio de uma mensagem de texto via celular. O outro usa ditadores como Adolf Hitler e Saddam Hussein para alertar contra o HIV, vírus transmissor da Aids.
Com o intuito de mostrar aos jovens o perigo de se enviar mensagens de texto por celular enquanto dirigem, a polícia de um condado do País de Gales produziu um vídeo educativo. Nele, uma adolescente se distrai ao volante durante poucos segundos ao digitar uma mensagem. O carro em que ela está acaba sendo atingido por outros dois. A seguir, as imagens mostram duas amigas da jovem sendo projetadas contra as janelas do veículo, morrendo em seguida.
O vídeo custou o equivalente a R$ 36,8 mil e foi inicialmente exibido em escolas no País de Gales – estudantes do Condado de Gwent foram usados como atores. Divulgado no site YouTube, recebeu mais de 4 milhões de visitas. Emissoras nos Estados Unidos também exibiram as imagens na TV – no país, o Senado discute um projeto de lei que proíbe o envio de mensagens de texto ao volante. Ainda neste ano, uma versão de 30 minutos deverá ser mostrada em toda a Grã-Bretanha.
O segundo vídeo é ainda mais polêmico. Ele faz parte de uma campanha criada pela agência alemã Das Comitee para alertar sobre os riscos de contaminação pelo vírus HIV. As imagens mostram um casal fazendo sexo. De repente, um close revela que o homem no vídeo é Adolf Hitler.
A campanha, que já está sendo veiculada na Alemanha, inclui o vídeo de 45 segundos – que só pode ser exibido por emissoras de TV e cinemas a partir das 21h – e pôsteres nos quais Saddam Hussein e Josef Stalin também aparecem em cenas de sexo com mulheres. A ideia da agência era mostrar que a doença dizima tanto quanto os ditadores o fizeram. Todos os anúncios trazem o seguinte slogan: Aids é uma assassina de massas.
Organizações que representam portadores do vírus HIV na Europa criticaram o trabalho, alegando que só faz aumentar o estigma das vítimas da doença. Eles também reclamam que os anúncios não trazem dicas de prevenção, como o uso de camisinha em relações sexuais. A agência de publicidade rebateu as críticas:
– Se faz as pessoas acordarem para os perigos do sexo sem proteção, cumprimos nossa missão – disse Dirk Silz, diretor de criação da campanha.
ZERO HORA – RS |
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08/SETEMBRO/09 |
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