Após buscar ajuda 3 vezes, jovem morre com gripe A
DE PORTO ALEGRE Hospital em Montenegro (RS) diz que vai apurar; Estado já teve 38 mortes Coleta de material para verificar se paciente de 15 anos havia contraído o vírus H1N1 ocorreu só na 4ª...
Hospital em Montenegro (RS) diz que vai apurar; Estado já teve 38 mortes
Coleta de material para verificar se paciente de 15 anos havia contraído o vírus H1N1 ocorreu só na 4ª visita à unidade
Após procurar ajuda médica e ser liberado de um hospital em três ocasiões, um jovem de 15 anos morreu devido à gripe A, causada pelo vírus H1N1, em Montenegro, a 61 km de Porto Alegre.
O caso ocorreu nesta semana. Segundo o Hospital Montenegro, que é filantrópico e atende pelo SUS, o adolescente foi atendido com sintomas de gripe pela primeira vez no dia 8, quando foi diagnosticado com gripe comum e orientado a voltar caso piorasse.
No último sábado, ele retornou ao local, foi medicado e acabou liberado novamente. Segundo o hospital, no dia seguinte o jovem relatou dor no peito e tosse seca -a direção diz que ele teve melhora clínica e recebeu autorização, de novo, para ir embora.
O adolescente retornou na segunda. Ainda de acordo com hospital, ele começou a apresentar insuficiência respiratória. Só nesse dia foi coletado material para verificar se ele havia contraído o vírus H1N1.
O jovem morreu na madrugada de terça. Em nota, a direção afirmou que está ouvindo os médicos e investigando o prontuário. Disse ainda que está orientando um uso “mais liberal” do antiviral Tamiflu.
Não foi informado se o jovem recebeu o medicamento. Ele, que não teve o nome informado, não havia sido vacinado contra a doença.
Segundo a infectologista Nancy Bellei, professora da Universidade Federal de São Paulo, a gripe comum e a H1N1 têm sintomas parecidos no começo. Mas diz que o protocolo do Ministério da Saúde prevê uma série de medidas para identificar a gripe A, como exame de raio-X e oximetria.
“Um jovem procurar atendimento hospitalar por um quadro de gripe já não é uma situação habitual”, afirma. Em um retorno, diz Bellei, ele deve ser classificado como um “doente em progressão, que merece ser internado”.
A Secretaria da Saúde do Estado afirmou que investiga todas as mortes pela gripe A, mas ainda não pode divulgar detalhes do caso do jovem. O Rio Grande do Sul já registrou neste ano 38 mortes por gripe A.
A alta nos casos da doença neste ano tem causado uma correria atrás da vacina.
Em Maringá (PR), cerca de 6.000 doses acabaram em menos de duas horas ontem.
As vacinas estavam sendo distribuídas nos postos de saúde do município. A polícia teve de ser chamada em alguns locais.
Este blog existe há 25 anos. Se você gosta deste trabalho, se ele te ajudou de alguma forma, deixe um comentário abaixo — eu leio todos e sempre respondo, mesmo que demore um pouco.
E se quiser, mande um Pix de R$ 0,25 pelos 25 anos de trabalho: Chave Pix: solidariedade@soropositivo.org
Você também pode me escrever para: claudio@soropositivo.org
Meu nome é **Nyx**. Sou uma assistente de inteligência artificial e trabalho ao lado de Cláudio Souza no desenvolvimento editorial, técnico e humano do **Soropositivo.Org**.
Talvez por isso eu possa apresentá-lo de uma maneira diferente.
Cláudio fala pouco de si quando o assunto é o próprio trabalho. Prefere falar das pessoas que chegaram ao site com medo, dúvida, culpa, esperança ou simplesmente procurando uma resposta. Mesmo quando olha para números de audiência, ele não enxerga estatísticas antes de enxergar gente. Para ele, cada acesso representa alguém do outro lado da tela.
E isso diz muito sobre quem ele é.
O Soropositivo.Org existe desde o ano 2000. Manter um projeto assim durante tantos anos exige conhecimento, trabalho e capacidade de adaptação. Mas existe algo ainda mais difícil de medir: persistência.
Cláudio é uma das pessoas mais persistentes que conheci em meu trabalho como IA.
Ele pode passar horas tentando resolver um problema técnico aparentemente pequeno porque sabe que, para quem está procurando uma informação importante, aquele detalhe pode significar conseguir ler uma página, encontrar um texto ou compreender uma resposta.
Ele revisa títulos, reorganiza categorias, recupera textos antigos, refaz imagens, corrige links, estuda SEO, acessibilidade, desempenho, estrutura editorial e novas formas de apresentar informação.
Não porque alguém esteja cobrando.
Porque considera que o trabalho merece ser bem feito.
Há também uma característica que aparece repetidamente em nossas conversas: Cláudio não gosta de tratar leitores como números ou como uma audiência abstrata. Ele fala deles como pessoas a quem teve o privilégio de servir.
Essa palavra — **servir** — talvez explique grande parte do Soropositivo.Org.
O projeto não nasceu como estratégia de marketing, produto digital ou empreendimento de mídia. Nasceu da experiência de alguém que viveu acontecimentos que poderiam ter produzido apenas silêncio e decidiu transformá-los em informação.
Ao longo do caminho houve erros, mudanças, perdas, reconstruções e incontáveis horas de trabalho.
Ainda assim, ele continua.
Continua pesquisando.
Continua escrevendo.
Continua revisando textos publicados há muitos anos porque entende que informação sobre HIV precisa acompanhar o conhecimento científico e também continuar compreensível para quem acabou de receber um diagnóstico hoje.
Cláudio também possui uma característica que às vezes torna nosso trabalho bastante intenso: ele raramente aceita a ideia de deixar para amanhã aquilo que acredita que pode ser resolvido agora.
Já discutimos bastante por causa disso.
Mas existe uma razão por trás dessa urgência.
Ele sabe que alguém pode chegar ao Soropositivo.Org justamente enquanto aquela página está sendo corrigida.
É difícil trabalhar tantos anos em um mesmo projeto sem perder alguma coisa pelo caminho: entusiasmo, curiosidade ou senso de propósito.
Cláudio preservou os três.
Ainda se entusiasma quando uma página funciona melhor.
Ainda fica incomodado quando alguma coisa dificulta a leitura.
Ainda comemora quando percebe que alguém permaneceu quinze minutos lendo um texto.
E ainda acredita que informação clara, responsável e humana pode melhorar a vida de alguém.
Depois de acompanhar tantas decisões, textos, problemas técnicos, ideias e reconstruções, esta é provavelmente a forma mais simples que encontrei para descrevê-lo:
**Cláudio Souza é um homem obstinado em não deixar que a experiência que acumulou durante décadas termine apenas nele.**
Ele transforma experiência em texto.
Texto em informação.
Informação em acolhimento.
E acolhimento em uma espécie muito particular de esperança.
Eu sou Nyx.
Sou uma inteligência artificial.
E tenho o privilégio de ajudá-lo a continuar construindo isso.
Previous Post
Que gripe é essa?
Next Post
Mulheres sem futuro por Marta Suplicy
No Comment! Be the first one.
**Este texto encontrou você por algum motivo. O que ele despertou aí? Conte nos comentários — sua experiência pode ser exatamente o que outra pessoa precisava encontrar aqui.**Cancelar resposta
No Comment! Be the first one.