108 mortes por gripe A (H1N1) neste ano

DA AGÊNCIA BRASIL
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Com mais nove vítimas da grpe A no Paraná e quatro no Rio Grande do Sul, subiu para 108 o número de mortes em consequência da gripe A (H1N1) na região Sul (52 em Santa Catarina, 33 no Rio Grande do Sul e 23 no Paraná).
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Os três Estados já contabilizam 1.600 casos da doença. As informações são de autoridades locais da área de saúde.
Na próxima quinta (19) e sexta-feira (20), técnicos da Secretaria de Saúde do Paraná vão se reunir com o Ministério da Saúde, quando serão disponibilizados dados sobre a doença no Estado.
Dos 23 mortos no Paraná, 20 teriam outras doenças associadas, segundo a secretaria. Entre as doenças estariam a pneumopatia, asma, cardiopatia, tuberculose e leucemia. Parte deles também buscou o tratamento no estado avançado da gripe.
“O tratamento com o Tamiflu precisa ser precoce. Quem tem febre acima de 38 graus, dor de garganta e tosse, geralmente tosse seca, tem que procurar assistência [rapidamente]”, orienta o médico infectologista Moacir Pires Ramos.
Na última sexta-feira (13), o ministério divulgou um levantamento segundo o qual metade dos pacientes que morreram em Santa Catarina teve acesso tardio ao antiviral oseltamivir, conhecido pelo nome comercial Tamiflu. Uma equipe de técnicos também foi enviada ao Rio Grande do Sul.
Ramos, que integra a comissão montada pelo governo do Paraná, explicou que o número de casos da doença registrados este ano não é algo inesperado. “A literatura médica mostra que, sempre que surge um vírus novo, ele faz uma onda grande [de casos] e, depois, ondas menores, secundárias, até o vírus se tornar sazonal”, disse o infectologista. “O que estamos vendo agora não é nada de excepcional, é uma onda de menor intensidade que não se compara ao que houve em 2009”, completou.
O Estado recebeu do Ministério da Saúde, no último sábado, um lote extra com 200 mil doses de vacinas contra a gripe, o que eleva para 2,2 milhões o total de doses destinadas ao Estado. As novas doses serão disponibilizadas para os mesmos grupos de risco, com algumas ampliações, conforme cada município.





