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Assassinatos de mulheres chocam

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Violência doméstica: Tudo começa com um simples (...) tapa.  Assassinatos de mulheres chocam violencia domestica 280508 300x232Uma série de cri­mes e atos de vi­olência con­tra mu­lhe­res por razões de gêne­ro, di­vul­ga­dos di­a­ri­a­men­te, co­mo­vem a Ar­gen­ti­na, on­de o Con­gres­so de­ba­te a in­clusão do cri­me de “fe­mi­nicídio” no Códi­go Pe­nal, se­guin­do o ex­em­plo de ou­tros países da Améri­ca la­ti­na.

“Pe­na máxi­ma pa­ra o as­sas­si­no” e “Pa­rem com os fe­mi­nicídi­os”, gri­ta­vam exi­bin­do cra­ta­zes cer­ca de 200 mu­lhe­res em uma ma­ni­fes­tação nes­ta quin­ta-fei­ra na província de Ju­juy, na fron­tei­ra com a Bolívia, exi­gin­do jus­tiça pa­ra os ca­sos im­pu­nes.

Vi­vi­a­na Car­ra­za­na, de 33 anos, que te­ve o cor­po en­con­tra­do em um ca­nal de ir­ri­gação de­pois de ter si­do as­sas­si­na­da com gol­pes na ca­beça; Mai­ra Domínguez, de 15, mor­ta com um ti­ro, de­go­la­da e apu­nha­la­da; María Gar­ga­gli­o­ne, de 47, as­fi­xi­a­da com uma sa­co­la; e Ma­bel Ma­raní, de 25, es­tran­gu­la­da de­pois de ter si­do vi­o­len­ta­da, são al­guns dos as­sas­si­na­tos de mu­lhe­res em Ju­juy lem­bra­dos pe­los ma­ni­fes­tan­tes.

Ou­tro ca­so que dei­xou os ar­gen­ti­nos cho­ca­dos es­ta se­ma­na foi o de um jo­vem de 23 anos que as­sas­si­nou a fa­ca­das a sua en­te­a­da de seis, a avó de sua ex-na­mo­ra­da e sua ex-cu­nha­da, de 15, em uma ca­sa de Be­navídez, na pe­ri­fe­ria nor­te de Bu­e­nos Ai­res.

Es­sas mor­tes são re­la­ci­o­na­das a ata­ques de ho­mens que pre­ten­dem des­truir uma mu­lher que con­si­de­ram sua pro­pri­e­da­de, as­sas­si­nan­do seus fi­lhos, fa­mi­li­a­res ou no­vos com­pa­nhei­ros.

Na quar­ta-fei­ra, três mu­lhe­res fo­ram mor­tas a ti­ros por seus res­pec­ti­vos ma­ri­dos ou ex-com­pa­nhei­ros, du­as de­las em Córdo­ba (cen­tro) e ou­tra em La Pla­ta (60 km ao sul).

On­da de as­sas­si­na­tos?

“Não creio que ha­ja uma on­da de fe­mi­nicídi­os na Ar­gen­ti­na, mas ago­ra têm mais vi­si­bi­li­da­de. An­tes, os fe­mi­nicídi­os eram vis­tos co­mo fa­tos iso­la­dos”, dis­se à AFP Ada Ri­co, da As­so­ciação Ci­vil Ca­sa do En­con­tro.

Di­an­te da fal­ta de es­tatísti­cas ofi­ci­ais, es­sa ONG co­meçou em 2008 a re­a­li­zar re­latóri­os anu­ais re­gis­tran­do os ca­sos di­vul­ga­dos na im­pren­sa de to­do o país.

No pri­mei­ro se­mes­tre de 2012, fo­ram con­ta­bi­li­za­das 119 mu­lhe­res ou me­ni­nas víti­mas de fe­mi­nicídio, e ou­tras 50 mu­lhe­res fo­ram ata­ca­das e não se sa­be se so­bre­vi­verão, dis­se Ri­co.

Em dez anos, dez mulheres foram assassinadas por dia no Brasil. Entre 1997 e 2007, 41.532 mulheres morreram vítimas de homicídio – índice de 4,2 assassinadas por 100 mil habitantes. Elas morrem em número e proporção bem mais baixos do que os homens (92% das vítimas), mas o nível de assassinato feminino no Brasil fica acima do padrão internacional.

Se­gun­do a ONG, 53 mu­lhe­res fo­ram quei­ma­das por seus par­cei­ros ou ex-com­pa­nhei­ros de­pois do as­sas­si­na­to des­sa mes­ma for­ma, em fe­ve­rei­ro de 2010, de Wan­da Tad­dei, a jo­vem es­po­sa de

Edu­ar­do Vázquez, ex-ba­te­ris­ta de uma po­pu­lar ban­da de rock ar­gen­ti­na, a Cal­le­je­ros. Ele foi con­de­na­do em ju­lho a 18 anos de prisão.

“A ca­da três di­as, du­as mu­lhe­res são as­sas­si­na­das por se­rem mu­lhe­res, na mai­o­ria dos ca­sos por seu com­pa­nhei­ro ou ex-com­pa­nhei­ro. Ve­mos a ne­ces­si­da­de de ca­pa­ci­tar os ma­gis­tra­dos, por­que o Po­der Ju­di­ciário é pa­tri­ar­cal, e cons­ci­en­ti­zar os ci­dadãos”, dis­se a juíza da Su­pre­ma Cor­te de En­tre Ríos (cen­tro-es­te), Su­sa­na Me­di­na, pre­si­den­te da As­so­ciação de Mu­lhe­res Juízes da Ar­gen­ti­na (AM­JA).

Em res­pos­ta ao au­men­to de ca­sos de vi­olência de gêne­ro, o Se­na­do ar­gen­ti­no ain­da dis­cu­te uma re­for­ma apro­va­da em abril pe­la Câma­ra dos De­pu­ta­dos que in­clui o cri­me de “fe­mi­nicídio” no Códi­go Pe­nal e con­tem­pla con­de­nações à prisão perpétua.

A ini­ci­a­ti­va coin­ci­de com ou­tras se­me­lhan­tes ado­ta­das em Ni­carágua, Bolívia e Pe­ru em 2011, de­pois das apro­va­das em Chi­le, Cos­ta Ri­ca, Colômbia, El Sal­va­dor, Gua­te­ma­la e Méxi­co.

De Li­li­a­na Sa­mu­el (AFP) – há 2 di­as

Copy­right © 2012 AFP. To­dos os di­rei­tos re­ser­va­dos

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