
Pela primeira vez no Brasil, os travestis vão ser foco da campanha de prevenção à Aids do Ministério da Saúde no carnaval. A ação vai ser realizada por meio de cartazes, mídias e redes sociais. Em um dos cartazes, um rapaz e um travesti aparecem juntos como um casal, pulando carnaval.
A ideia é mostrar que esse tipo de situação é normal e que o único problema em qualquer relação de carnaval é se esquecer do uso da camisinha. O objetivo é conscientizar todos os brasileiros, independente da opção sexual, da importância do uso do preservativo.
O diretor adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Eduardo Barbosa, explica porque os travestis são vulneráveis à doença. “É especificamente por conta de um período de festa onde também a presença deles é bastante significativa e marcante. Tem a questão da vulnerabilidade a que esses travestis estão submetidos no contexto diário. Estão diante da transfobia, de toda violência que acontece e ao mesmo tempo diante do número de novos casos de Aids entre a população LGBT. Nós não temos ainda uma diferenciação dentro dos nossos bancos de dados. Mas nós já temos uma identificação de que é uma população que enfrenta maior problema para acessar o serviço de saúde, para poder ter acesso ao diagnóstico, para poder buscar o tratamento.”
Gays e Heterossexuais
Além dos travestis, a campanha de prevenção à Aids no carnaval vai focar também jovens de 15 a 24 anos, gays e heterossexuais. A campanha do Ministério da Saúde deve ser lançada próximo ao Dia Nacional da Visibilidade de Travestis, comemorado em 29 de janeiro. O diretor adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais ressalta que, assim como nas campanhas dos anos anteriores, após o carnaval, serão veiculadas mensagens de estímulo ao diagnóstico do HIV com a realização do teste rápido.

Fonte: Nova Mulher
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