Catapora: Orientação para as escolas

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Aulas não serão suspensas, mas é indicada atenção para novos casos

A Secretaria de Saúde (SES-DF), por meio da Gerência de Vigilância Epidemiológica e Imunização, disponibilizou para as escolas orientações para o caso de surtos de varicela (catapora) em menores e maiores de seis anos. O Distrito Federal registrou até o momento mais de 6.300 casos da doença, sendo que foram confirmadas quatro mortes. O número é 37% maior do que em igual período do ano passado.

De acordo com a secretaria não é indicada a suspensão de aulas, mas é necessário atenção para o surgimento de casos em sala de aula e cuidados especiais para gestantes sem histórico da doença, crianças menores de um ano e pessoas imunodeprimidas.

A varicela é uma infecção viral, aguda, altamente transmissível, caracterizada clinicamente pelo aparecimento de exantema e febre, sendo que no adolescente e no adulto os primeiros sintomas podem ser inespecíficos, como dor de cabeça, dor no corpo, febre e mal-estar geral.

O exantema (pontos vermelhos), evolui para vesículas (lesões com líquido claro) e posteriormente para crostas em três a quatro dias. A infecção é comumente benigna, mas altamente contagiosa. A transmissão varia de um a dois dias antes até cinco dias após o aparecimento das lesões vesiculosas.

CONTÁGIO

Enquanto houver vesícula a infecção é possível. Por isso, os doentes devem ser afastados das atividades escolares, seja ele aluno, professor ou outros profissionais que atuem no ambiente escolar, por meio de isolamento domiciliar por sete dias após o aparecimento da primeira vesícula. O retorno às atividades poderá ocorrer após este período.

As crostas não contêm vírus e, por isso, nesta fase a criança já pode voltar às aulas. Deve-se notificar casos de varicela à unidade de saúde da área da escola.

Há indicação de se vacinar contra varicela os menores de seis anos que não tiveram a doença e nem tomaram a vacina, e que tiveram contato prolongado com o doente. Com relação a grávidas sem história pregressa de doença e de vacina, crianças menores de um ano e pessoas imunodeprimidas, há indicação da Imunoprofilaxia com Imunoglobulina para varicela, desde que tenham tido contato prolongado com o doente. É importante ressaltar, porém, que a vacina contra a varicela só está disponível nos casos específicos, conforme avaliação da equipe de saúde da SES-DF. A imunização contra varicela pode ser feita nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (Crie) nos Hospitais Regionais da Asa Sul, Asa Norte, Taguatinga, Sobradinho, Planaltina e Gama.

VIGILÂNCIA

Em casos de ocorrência da doença em sala de aula, deve-se manter a turma em vigilância por 21 dias após o primeiro caso e, se surgirem novos casos, reiniciar a contagem do período de observação por mais 21 dias, sempre contando como primeiro dia o do aparecimento das lesões vesiculosas. Se após 21 não tiver novos casos a cadeia de transmissão da varicela foi interrompida.

Deve-se desencorajar a exposição intencional de crianças como medida de redução de riscos futuros. É recomendada, ainda, a lavagem das mãos após contatos com lesões na fase de vesículas. Isso é indispensável, assim como a higienização de objetos de contato comum entre alunos. Não há indicação de introdução de um novo aluno na turma com casos de varicela por um período de 21 dias.

As maiores vítimas da cata-pora – conhecida também como varicela – são crianças entre um e quatro anos de idade.

Número dentro da normalidade

Apesar do crescimento do número de casos este ano, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do DF garante que não há surto e nem motivo para preocupação. “Até o momento, não há motivos para preocupação”, ressalta o infectologista Ricardo Marins, chefe do Núcleo de Vigilância de Doenças Imunopreveníveis e Agudas da Secretaria de Saúde.

De acordo com o médico, essa elevação no número de casos já era esperada. “Há um aumento cíclico, registrado a cada dois ou três anos”, aponta. A alta, segundo ele, começa em agosto e vai até o início de outubro. A partir daí há uma estabilização e em novembro o registro de casos sofre redução, voltando ao patamar normal.

Tendo por base estudos internacionais, os técnicos do Núcleo de Doenças Imunopreveníveis, estimam que somente quando o número de casos ultrapassar 35 mil se configuraria um surto. “Estamos bem longe desse patamar, mas continuamos a monitorar os casos e as internações devido à doença”, afirma. A doença, cujo tempo médio é de sete dias, é transmitida pelo contato com as lesões e também pelo ar.

ISOLAMENTO

É necessário isolar os portadores da doença. “A primeira medida é afastar aquele indivíduo doente para que ele não volte à escola até que passe a doença, porque quanto mais as pessoas circulam nos ambientes mais a transmissão ocorre”, explica.

A vacina e o soro que previnem a doença são distribuídos gratuitamente pela rede pública para alguns grupos de risco, após avaliação das equipes de saúde da SES. Ela pode ser oferecida para gestantes que nunca tiveram a doença ou entraram em contato com doentes; adultos e crianças com baixa imunidade provocada por doenças graves como câncer ou AIDS; e bebês que tiveram contato com pessoas infectadas.

 

Nunca coce. As bactérias são invisíveis e podem infeccionar as feridas. Normalmente, as cicatrizes escuras da catapora são decorrentes de infecções secundárias. Banhos com permanganato de potássio são sempre aconselhados para aliviar a coceira e cicatrizar rapidamente as feridas.

Se houver início de infecção, antibióticos podem ser receitados. Procure sempre o médico antes de tomar qualquer remédio. Se as dores de cabeça ficarem fortes, é possível que tenha surgido alguma complicação.

 

JORNAL DE BRASILIA – DF | CIDADES


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Claudio Souza DJ, Bloqueiro e Escritor
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