, Júlio Lancellotti anuncia que foi chantageado por ex-protegido, que conheceu como menor infrator e o acuava com acusação do pior dos crimes: pedofiliaMarcelo CarneiroAnderson Batista, 25 anos, tem um prontuário pesado na polícia de São Paulo. Foi interno na Febem e, já maior de idade, acumulou doze boletins de ocorrência por denúncias que vão de tráfico de drogas a lesão corporal. Um dos boletins é por homicídio culposo: atropelou, involuntariamente, o próprio filhinho de 3 anos ao dar ré num carro. O padre Júlio Lancellotti tem um currículo venerado entre organizações de defesa de moradores de rua, adolescentes infratores e crianças flageladas pelo vírus da aids. É capaz de pegar o telefone, pedir para falar com o presidente Lula e receber um retorno em poucos minutos. O presidente já passou quatro vésperas de Natal em obras sociais coordenadas por ele. Além de prestígio, Lancellotti também acumulou capacidade de angariar recursos. Organizações não-governamentais sob sua égide têm convênios da ordem de 10,6 milhões de reais anuais com a prefeitura de São Paulo, não obstante os atritos e as acusações de discriminação, na questão dos moradores de rua, feitas pelo padre. O dinheiro é usado no atendimento a 8.000 necessitados. Por que uma pessoa como Lancellotti cederia à chantagem de um elemento como Batista? Sob “todo tipo de constrangimento”, disse o padre ao jornal O Estado de S. Paulo na semana passada, quando anunciou publicamente que, há um mês, havia procurado a polícia para denunciar as extorsões sofridas desde 2004 nas mãos de uma quadrilha comandada por Batista. A coação mais grave envolvia a ameaça de denunciá-lo pelo terrível crime tristemente associado à Igreja Católica: abuso sexual de menores colocados em confiança na esfera de influência de padres pervertidos.Segundo a própria denúncia, Lancellotti pagou no total 56.000 reais aos extorsionários. Uma parte do dinheiro foi dirigida ao financiamento de uma caminhonete Mitsubishi Pajero, avaliada em 65.000 reais. O padre apresentou cartas e gravações para comprovar a acusação. Nas primeiras, Batista pede dinheiro em tom de familiaridade, até com uma certa gentileza. Nas segundas, a barra pesa. Numa das conversas, Conceição Eletério, mulher de Batista, intimida: “Vou dizer tudo. O senhor fica mexendo com as crianças de 3 anos, com meu filho. Meu filho está indo para a imprensa”. Um dos intermediários dos chantagistas foi preso em um flagrante armado pela polícia e com o conhecimento do padre no momento em que ia receber 2 000 reais. A Justiça decretou a prisão de Batista, de Conceição e de um terceiro acusado, todos foragidos.Como em qualquer outro caso do gênero, existem três hipóteses: 1) Lancellotti está dizendo a verdade e foi vítima de uma armação; 2) não cometeu nenhum crime, mas cedeu à chantagem porque tinha algo que preferia não ver revelado; 3) a extorsão se baseava num fato real. No caso da primeira hipótese, a reação imediata e natural é o popular quem não deve não teme. Por que pagou tanto dinheiro por tanto tempo? Em entrevistas que deu sobre a acusação, Lancellotti disse que as ameaças só se tornaram mais graves a partir de setembro deste ano. Antes, acreditava que conseguiria demover Batista, que conheceu ainda recolhido na Febem e por quem foi procurado mais tarde, com um pedido de ajuda. Com o passar do tempo, os pedidos tornaram-se cada vez mais insistentes. Em um dos doze bilhetes enviados ao padre, Batista diz que quer 1.500 reais “para ficar lá na praia”. Além de vinte parcelas do financiamento da caminhonete Pajero, Batista também conseguiu comprar um terreno e alugar uma casa via extorsão. O advogado de Batista, Nelson Bernardo da Costa, indica a linha com que vai defender seu cliente: ele sustenta que o dinheiro foi dado espontaneamente, “em função da amizade até íntima” entre ambos.Lancellotti tornou-se padre tardiamente, aos 37 anos. Antes, trabalhava na Febem, da qual continua a ser funcionário, com salário de 2.480 reais. Na semana passada, VEJA entrevistou funcionários e ex-funcionários da Febem, além de técnicos que acompanham o trabalho desenvolvido por Lancellotti em suas ONGs. Muitos conheciam a proximidade entre Lancellotti e Batista e comentaram o comportamento sexual do padre, que só poderá ser objeto de inquirição se entrar no campo delituoso. Algumas lacunas deixadas pela denúncia de chantagem podem ser preenchidas se a polícia encontrar Anderson Batista e confrontá-lo com fatos bem apurados. “Só o depoimento dele poderá esclarecer as perguntas que ainda estão sem resposta nessa história toda”, disse o delegado André Luiz Pimentel, que investiga o caso. Para o padre, para Batista e para qualquer outro cidadão, valem as mesmas palavras ditas por Lancellotti quando cobrou providências no caso do assassinato de sete moradores de rua, em 2006, em São Paulo: “Nós não vamos nos esquecer. Vamos continuar cobrando até que a Justiça dê uma resposta”.
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Drogas e AIDS
Encontro de aids pediátrico: versão infantil em comprimido do kaletra deve chegar ao Brasil em 2008
written by Cláudio Souza — Soropositivo.Org
, Encontro de aids pediátrico: versão infantil em comprimido do kaletra deve chegar ao Brasil apenas em 2008 18/10/2007 – 23h30“O que fazer para melhorar um gosto insuportável”. Com a frase acima, a médica pediatra Dra. Carmen Lucia Oliveira Silva, do Hospital de Clínicas em Porto Alegre (RS) iniciou sua palestra no 9º Encontro Nacional sobre Aids Pediátrico e do 7º Simpósio Internacional sobre Aids Pediátrico, na tarde desta quinta-feira (18). A reclamação era referente à falta da nova versão do Kaletra comprimidos, em 100mg, para o público infantil. Atualmente, há apenas a versão líquida do medicamento no País. Silva informou no próprio evento que o fármaco só deve chegar no Brasil no fim de 2008 e apresentou uma pesquisa sobre a dosagem de comprimidos adultos para crianças soropositivas.Segundo a Dra. Carmen, os estudos realizados pela universidade mostram que comprimidos fracionados ou triturados, para serem dosados para crianças, perdem seu efeito de forma significativa, principalmente da segunda maneira. Crianças com menos de 1,2 metros quadrados podem sofrer mais efeitos de super-dosagem ou sub-dosagem.“Temos um arsenal pequeno e recentemente perdemos o Nelfinavir (que foi recolhido do mercado por suspeita de contaminação). Enfrentamos uma batalha, por exemplo, tem muita criança que diz que tomar qualquer coisa, menos Kaletra em solução oral, que tem gosto horrível”, comentou. “Somos um pequeno grupo de pediatras na praça Vermelha, em Moscou, no meio de uma nevasca, reclamando, é assim que me sinto”, metaforizou. Em seguida, Sharon Nachman, da Universidade Stony Brook (EUA), demonstrou com estudos que a vacinação de crianças soropositivas é recomendada para conter o sarampo, varicela ou o vírus influenza, mas ainda é necessário mais estudos para dizer o mesmo sobre o HPV. O ponto em comum em todos os tipos de vacina é que a maioria exige que a criança tenho um número alto de células CD4 no sangue e também pelo menos três dosagens para ter o efeito desejado, já que em dois anos, a maioria dos HIV+ que tomam uma única dose de vacina perdem os anticorpos.Por último, o chefe do laboratório de retrovirologia da Unifesp, Dr. Ricardo Dias, informou o estudo de novas drogas e afirmou que as mais promissoras no futuro deverão ser as drogas que combatem a destruição das moléculas Apobec, que são defesas naturais das células.Depois, explicou sobre vírus resistentes e terapias de resgaste. Segundo ele, pelo menos 33% de soropositivos apresentem algum tipo de resistência a uma ou mais classes de anti-retrovirais.Rodrigo Vasconcellos
EUA pressionaram Brasil a não quebrar patente de drogas antiaids
written by Cláudio Souza — Soropositivo.Org
, Telegramas oficiais mostram governo americano em constante contato com indústria farmacêutica entre 2004 e 2006 Jamil Chade, GENEBRA Telegramas oficiais da embaixada dos Estados Unidos em Brasília sobre as negociações entre o governo e as empresas farmacêuticas revelam a pressão da Casa Branca para evitar a quebra de patentes, o envolvimento direto do governo George W. Bush com as multinacionais e ainda as divisões internas no governo brasileiro. Os documentos foram obtidos pela entidade americana Knowledge Ecology International (KEI), especializada no debate sobre patentes de remédios. A organização conseguiu a liberação dos telegramas oficiais graças ao Freedom of Information Act, a lei de liberdade de informação dos EUA. Os telegramas foram enviados ao Departamento de Estado, em Washington, e tratam das negociações entre 2004 e 2006. Entre as companhias farmacêuticas envolvidas estão Roche, Abbott, Gilead e Merck. “Eles ilustram o grau em que o governo americano tenta manipular e influenciar as deliberações políticas domésticas do Brasil no que se refere ao acesso a remédios”, afirma James Love, diretor da KEI. “Os documentos também mostram como o governo americano trabalha, próximo às grandes companhias farmacêuticas, nos bastidores, tentando minar acordos internacionais de saúde pública.”Os textos não abrangem a decisão inédita do governo brasileiro, em maio, de quebrar a patente do Efavirenz, da Merck, o que permite a importação de versões genéricas e a fabricação do remédio no País (leia ao lado). Distribuído gratuitamente pela União, o coquetel antiaids contém 17 medicamentos, 8 nacionais e 9 importados. Cerca de 180 mil pacientes recebem as drogas, ao custo de R$ 980 milhões em 2007.RECADOAs comunicações mostram a embaixada americana em Brasília em constante contato com a indústria, além de uma coordenação em Washington. Um telegrama de junho de 2005, por exemplo, fala de reuniões de empresas farmacêuticas com a embaixada em Brasília. “O embaixador continua comprometido a dar apoio”, afirma um dos textos. O comunicado, porém, alerta para a sensibilidade política sobre o assunto.Outro telegrama, de 15 de julho, conta que “(A) Abbott irá contactar o USTR (o escritório de comércio da Casa Branca) depois de conclusões internas (sobre o que fará no Brasil)”. Em muitos documentos, alertas são feitos sobre a tensão que estaria aumentando entre o Brasil e as empresas.Mas uma das principais revelações dos telegramas é a pressão feita pelo governo americano contra uma quebra de patentes. Em setembro de 2005, um comunicado entre a embaixada e Washington descreve uma reunião de diplomatas americanos com o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, José Agenor Silva.O encontro teria servido para que os americanos dessem o recado de que, apesar de quererem uma cooperação com o Brasil, o debate sobre a quebra de patentes era “preocupante”. A insinuação era clara: uma expansão da cooperação estaria vinculada ao comportamento do País no campo das patentes.Ameaças também foram feitas. “Qualquer decisão do Brasil de embarcar em uma licença compulsória pode fazer com que fabricantes de produtos farmacêuticos evitem introduzir novos remédios no mercado e seria mais difícil para o Brasil atrair os investimentos que tanto necessita”, diz o telegrama sobre o recado dado na reunião.ACORDO SECRETONo encontro, Agenor teria respondido que o Brasil tinha mudado o foco de negociação com a Abbott naquele ano para evitar aspectos políticos e “emoção”, garantindo que somente questões técnicas seriam avaliadas. Ele também afirmou que se reuniria com o chanceler Celso Amorim e o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, para tratar do tema. Agenor ainda afirmou que a Abbott queria que um eventual acordo de preços fosse secreto, “algo que o Brasil não aceitaria”.O lobby americano também ocorre no Senado. Telegrama de 7 de fevereiro de 2006 alerta para o Projeto de Lei 22, que prevê a proibição de patentear novos remédios contra aids. Para os americanos, o projeto seria “o maior desafio” paras as indústrias. “Preparando-se para o pior, a Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa, entidade que representa as indústrias) estava já entrando em contato no Senado brasileiro em um esforço para parar a legislação lá”, afirma o telegrama assinado pelo então embaixador americano no País, Dan Danilovich.Em outro telegrama, de 11 de maio de 2006, o encarregado de negócios da embaixada americana em Brasília Philip Chicola conta que esteve com o já ministro Agenor no dia 9 daquele mesmo mês. A queixa era de que a proposta de ter uma agenda bilateral positiva, sugerida pelo ex-ministro da Saúde Saraiva, não era coerente com os ataques contra os Estados Unidos feitas pelo ex-diretor do Programa contra AIDS no Brasil, Pedro Chequer.”O ministro Agenor Alvares da Silva afirmou que a proposta feita pelo ex-ministro Saraiva sobre uma cooperação com os Estados Unidos é a única posição oficial do Ministério da Saúde. O ministro afirmou que as declarações de Chequer eram apenas suas avaliações pessoais e foram feitas na qualidade de cidadão, e que suas declarações não representavam a visão do governo do Brasil”, afirma o telegrama.DIVISÕESSe de um lado os documentos mostram a pressão americana, também revelam divisões dentro do governo brasileiro. Segundo um telegrama de junho de 2005, o Ministério da Fazenda e o Itamaraty não tinham inclinação a quebrar patentes. “Nosso entendimento é que, uma vez que as negociações com empresas tenham sido completadas (pelo Ministério da Saúde), a discussão irá para um nível ministerial onde interesses econômicos de longo prazo podem ser levantados”, afirmou o telegrama, na esperança de que outros ministérios tivessem avaliações diferentes.A embaixada americana não esconde na comunicação que precisará demonstrar os prejuízos que uma quebra de patentes causaria à economia brasileira e à saúde pública.FALTA DE COERÊNCIAEm outro telegrama, de 28 de junho de 2005, a embaixada e Washington insinuam que podem explorar a falta de coerência do governo. Os americanos apontam que a posição brasileira “não é clara” sobre o prazo de dez dias dado para quebrar a patente da Abbott se a empresa não reduzisse seus preços. O telegrama conta como o ex-ministro Humberto Costa anunciou a quebra e depois teve de voltar atrás. O telegrama ainda aponta que o governo americano “suspeita que ministérios econômicos podem não ter sido envolvidos na declaração” que fixou um prazo para a Abbott baixar seus preços. “Especulações apontam que Lula anunciará uma reforma ministerial que envolve a saída de Costa do Ministério para fazer campanha ao governo de Pernambuco”, diz o texto.Em 12 de agosto, o telegrama da embaixada insinua que alguns ministérios estariam adotando um tom bem diferente do Ministério da Saúde ou que sequer saberiam da situação real. Esse seria o caso de Palocci e do então ministro do Desenvolvimento, Luis Fernando Furlan. “Em nota de 28 de julho o ministro Furlan ao secretário de Comércio (americano) Guiterrez sugere de forma irrealista que as negociações entre o Ministério da Saúde e a Abbott aparentavam estar muito próximas de um acordo satisfatório”.Em setembro de 2005, outro telegrama evidencia a satisfação do governo americano diante do envolvimento do chanceler Amorim e do ex-presidente do INPI, Roberto Jaguaribe, no processo. “Apesar da visão de ambos ser de que países em desenvolvimento não devem ter de dar a proteção que desenvolvidos dão à propriedade intelectual, eles também podem injetar ao debate as preocupações sobre o efeito das licenças compulsórias sobre os investimentos e sobre as relações comerciais”, afirma o comunicado.A documentação ainda revela que o governo americano nem sempre viu o resultado das negociações como uma vitória do Brasil – apesar de Brasília cantá-la como tal. Nos telegramas do consulado americano em São Paulo no dia 30 de Janeiro 2004 ao
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epartamento de Estado, os americanos destacam que o desconto de 10% conseguido pelo País na compra do nelfinavir da Roche foi “o menor desconto já obtido pelo Brasil”. O abatimento já havia chegado a 76,4% e 25% atingido com Bristol-Myers Squibb e Merck Sharpe Dohme em 2003.
Ministério da Saúde muda critérios no tratamento da hepatite C
written by Cláudio Souza — Soropositivo.Org
, , , Além da mudança na regulamentação, está previsto o aumento de recursos para o tratamento da doença Agência Brasil, o Ministério da Saúde estabeleceu um novo protocolo para o tratamento da hepatite C, doença crônica, caracterizada pela inflamação do fígado.
Além da mudança na regulamentação, está previsto o aumento de recursos para o tratamento da doença.
O texto é resultado de três anos de pesquisa do Programa Nacional de Hepatites Virais (PNHV), e vale para hospitais privados e credenciados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).A coordenadora do PNHV, Gerusa Figueiredo, disse que uma das mudanças é a inclusão, no tratamento, de pacientes co-infectados ou seja, pessoas que têm outro tipo de infecção, como pelo vírus HIV.
Segundo ela, pessoas com HIV correm mais risco de contrair cirrose em menor espaço que as não-infectadas pelo vírus causador da aids.
A cirrose é uma doença que compromete o fígado podendo levar morte, e é uma das decorrências da hepatite C.
Usuários de drogas que tenham a doença também poderão ser incluídos no tratamento, desde que tenham avaliação médica constante.
Outra novidade é a redução da idade para o início do tratamento.
O protocolo anterior, de 2002, previa o tratamento apenas para pessoas a partir de 12 anos.
Agora, crianças a partir dos 3 anos de idade podem ser tratadas.
De acordo com a coordenadora, trabalhos científicos recentes mostram resultados positivos em pacientes infantis.
Crianças com menos de 3 anos podem ter o crescimento afetado se forem submetidas às terapias que a doença exige.
A portaria também estabelece a retomada do tratamento (re-tratamento) de pacientes que tiveram que interrompê-lo por motivos como anemia e diminuição nas doses dos medicamentos.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que aproximadamente 3% da população mundial, cerca de 170 milhões de pessoas, estejam infectadas pelo HCV, causador da hepatite C.
O vírus é transmitido por meio do contato com sangue contaminado.Segundo a Sociedade Brasileira de Hepatologia, a inflamação do fígado ocorre na maioria das pessoas que adquirem o HCV.
A doença, dependendo de fatores como intensidade e condições do tratamento, pode causar cirrose e/ou câncer de fígado.
A contaminação pode acontecer em transfusões de sangue contaminados e que não tenham sido previamente analisados; uso compartilhado de seringas e acidentes profissionais.Outra possibilidade, segundo Figueiredo, é a contaminação por objetos cortantes ou perfurantes, como alicates de unha não esterilizados, agulhas de acupuntura não-descartáveis e equipamentos usados em procedimentos como piercing
."Qualquer equipamento que possa veicular sangue de uma pessoa para outra deve ser evitado, são riscos hipotéticos, mas são riscos".
Ela lembra que alguns cuidados garantem proteção, como utilizar o próprio alicate de unha, mesmo em salões de beleza que esterilizem seus materiais.
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