| A entidade é dedicada ao atendimento de pessoas vivendo/convivendo com DST/AIDS e procura parceiros para desenvolver o projeto, em sua quarta edição. O lançamento é nesta quarta-feira, 29, e já conta com apoio do Conselho Estadual de Saúde e algumas empresas. Porto Velho, 29 de setembro – A Associação de Mulheres Madre Tereza de Calcutá da Amazônia Ocidental (Amatec) lança nesta quarta-feira, 29, às 9 horas, o Projeto Companheiro Sidadão. A solenidade será na sede do Conselho Estadual de Saúde, em Porto Velho. O projeto será desenvolvido com recursos do Plano de Ações e Metas (Pam) da Secretaria Estadual de Saúde e vai oferecer assistência social, psicológica, jurídica, alimentar e para a prática de atividades físicas a portadores de DST–AIDS na Capital. O objetivo do projeto “Companheiro Sidadão” (uma alusão à sigla da doença em português, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, SIDA) é ampliar a rede de atendimento às pessoas que vivem/convivem com HIV/AIDS. “É necessário proporcionar melhorias na atenção a este público que vão muito alem do contexto hospitalar”, observa a presidente da Amatec, Maria Lourdes Oliveira. O projeto propõe atendimento com profissionais da área de nutrição, direito, psicologia, estética e assistência social visando dar apoio e assistência continuada e personalizada aos portadores e seus familiares. Através do projeto “Companheiro Sidadão” serão realizadas ações voltadas para a elevação do padrão de qualidade de vida de uma população que convive com violação de direitos, violência, estigma, discriminação e preconceitos vinculados a uma patologia. A proposta vai beneficiar diretamente cem pessoas, mas o número poderá ser ampliado com a participação de empresas e doadores que colaborarem com a execução do projeto. Histórico Sidadão Em 2004 e 2005 o projeto se chamava Porto Velho BUDDY (gíria em inglês para companheiro) e foi executado com recursos da União Européia e coordenado do Grupo Pela Vida, do Rio de Janeiro, com varias versões em todo o país. Em 2007 o nome foi alterado para Companheiro Sidadão e teve como objetivo capacitar voluntários para trabalhar com o público-alvo do projeto. A edição atual foi totalmente reformulada para atender as necessidades levantadas entre o público beneficiado nas edições anteriores. Histórico AIDS Porto Velho registrou o primeiro caso de infecção de HIV em 1987, depois houve notificações no resto do Estado. A taxa vem aumentando ano a ano e em Rondônia é superior às estatísticas de outros estados, segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, de junho de 2008. “Ao contrário do que se dizia nos anos oitenta, o chamado ‘grupo de risco’ – homossexuais, bissexuais e profissionais do sexo – não existe mais; em Rondônia o maior número de contaminados são heterossexuais, com 1.599 (78,15%) dos casos de AIDS registrados”, observa Lourdes Oliveira, citando dados de janeiro/2010. Segundo a Coordenação Estadual de Saúde, a maioria desses portadores de HIV não tem o segundo grau completo. A pauperização da doença é realidade na Capital, que tem a maior concentração de casos do Estado. De acordo com pesquisa divulgada nesta terça-feira, 28, pela Organização Mundial da Saúde, existem 15 milhões de pessoas contaminadas com o HIV no mundo, das quais 2/3 não recebem tratamento adequado. O tratamento da AIDS é possível com o coquetel, que aumenta a expectativa de vida das pessoas soropositivas, mas não basta apenas oferecer medicamentos e internações hospitalares para quem tem a doença. “É necessário ter acesso ao tratamento adequado, boa alimentação, gerar capacidade de exercitar seus direitos, receber carinho, condições que vão contribuir para mais qualidade de vida e uma referência de tratamento humanizado”, observa a presidente da Amatec. “Para minimizar esses problemas essas pessoas necessitam de um olhar sensível dos governantes e das organizações da sociedade civil”, fala. Estratégias Estão sendo selecionados técnicos voluntários comprometidos com a causa, e será realizada a capacitação com foco no projeto. A entidade já dispõe de advogado, psicólogo, nutricionista e assistente social, mas precisa contar com um voluntário da área de Educação Física e/ou outros voluntários ou empresas que queiram colaborar. Na implementação do projeto haverá um profissional para no mínimo duas horas diárias, sendo um atendimento semanal por profissional em cada área a que o Companheiro Sidadão se propõe a atender. De acordo com a demanda, a entidade vai firmar convênios com faculdades para encaminhamento de estagiários. Parcerias O projeto tem como meta buscar o maior número de parceiros entre Secretarias Municipal e Estadual de Saúde, Coordenação Municipal e Estadual de DST/AIDS, Conselhos Municipal e Estadual de Saúde, Serviços de Atendimento Especializado do Município e Estado (SAE), Conselhos Estadual e Municipal de Assistência Social, empresas privadas e pessoas físicas. Atualmente a Amatec conta com o apoio da Blindex, Distribuidora Coimbra, Supermercado Peg Pag, 3MAIS Comunicação e Conselho Estadual de Saúde. A Amatec A Associação de Mulheres Madre Tereza de Calcutá da Amazônia Ocidental – Amatec, entidade sem fins lucrativos, foi constituída em 15/11/1997 e tem como objetivo realizar serviços e ações de assistência social, com assessoramento na defesa, garantia dos direitos e promoção social da mulher, da criança, do adolescente, do jovem e de grupos específicos que se encontram em situação de vulnerabilidade, risco social e pessoal. A Amatec realiza ações nas áreas de educação preventiva, saúde, geração de trabalho e renda. A entidade realiza campanhas de prevenção, execução de palestras, seminários, fóruns e já executou vários projetos, como o “Projeto Topázio”, em parceria com o Banco da Amazônia (formação pessoal, valorização do adolescente e prevenção às DST/HIV/AIDS); “Sociedade Comprometida” e “Companheiro Sidadão”, em parceria com o Governo do Estado, projetos de prevenção às DST/AIDS e acompanhamento às pessoas SOROPOSITIVO e vivendo com AIDS
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A percentagem de infecções pelo VIH envolvendo pessoas mais velhas está a aumentar. Actualmente, há dúvidas se as pessoas que vivem com VIH estarão em maior risco de desenvolver doenças associadas ao envelhecimento, tais como a perda de massa óssea.
Doentes mais velhos que vivem com VIH ou em risco devido ao consumo de drogas por via injectada têm um número de factores de risco associados à perda de massa óssea que inclui baixo peso corporal, níveis baixos de testerona, tabagismo, alcoolismo e má nutrição.
Devido a essa elevada carga de factores de risco, os investigadores da coorte HIV-at Risk Aging Men’s Prospective Study (CHAMPS) monitorizaram alterações e factores preditivos de densidade óssea numa coorte composta por 389 homens e 230 mulheres seropositivas para o VIH.
Os homens foram recrutados entre 2002 e 2003. Os participantes seronegativos para o VIH estavam em risco de contrair esta infecção devido ao consumo de drogas por via injectada ou através de relações sexuais de risco.
No início do estudo, os homens fizeram um exame DEXA para determinar a densidade mineral óssea em três partes do corpo: anca; colo do fémur e coluna lombar. Este teste foi repetido num intervalo mínimo de 18 meses, depois do início do estudo.
Na altura do primeiro exame, os doentes tinham uma idade média de 56 anos. A média do índice de massa corporal (IMC) era de 26,6 kg/m2 e era significativamente mais elevada nas pessoas seronegativas para o VIH (p = 0.001). Mais de metade (54%) dos doentes viviam com a infecção pelo VIH há mais de dez anos e 42% tinha sido diagnosticado com SIDA. A média na contagem de células CD4 para os doentes seropositivos era de 389/mm.3
Havia também uma elevada prevalência de factores de risco para a perda de massa óssea: 88% dos doentes tinha um historial de consumo de cocaína e heroína; 64% eram fumadores; 47% alcoólicos e 47% tinham baixos níveis de testosterona.
Na altura do primeiro exame, os homens seropositivos tinham densidade óssea mais baixa no colo do fémur (p = 0,02), anca (p < 0,01) e coluna lombar (p = 0,03), quando comparados com o grupo de controlo de pessoas seronegativas para a infecção.
Os homens realizaram o segundo exame após um intervalo médio de 32 meses. Mais uma vez, os homens seropositivos para o VIH tinham uma densidade mineral óssea mais baixa em três locais do corpo em comparação com os seus pares seronegativos (colo femoral p = 0,03; anca p = 0,02; coluna lombar p = 0,02).
Aquando da realização do primeiro exame, 46% dos homens tinham densidade mineral óssea normal nos três locais, 41% tinha osteopénia (baixa densidade mineral óssea) e 12% tinha osteoporose (enfraquecimento dos ossos).
Durante o período de acompanhamento, 13% dos doentes com densidade mineral óssea normal, no início do estudo, desenvolveu osteopénia. A incidência da progressão da doença foi mais elevada entre os homens que vivem com VIH (7,2 por 100 pessoas/ano vs 2,6 por 100 pessoas/ano).
Um total de 12% dos homens que inicialmente tinham osteopénia desenvolveu osteoporose. A incidência foi comparável entre as pessoas que viviam ou não com a infecção pelo VIH (2,2 por 100 pessoas/ano).
A perda de massa óssea nos três locais foi associada ao diagnóstico de SIDA e ao consumo de heroína (ambos p = 0,04). A infecção pelo vírus da hepatite C foi associada à perda de densidade de massa óssea no colo do fémur (p = 0,04).
“Uma melhor compreensão dos factores associados à perda contínua de massa óssea e risco de fracturas é necessária para ajudar na orientação e na avaliação da perda da densidade mineral óssea e no tratamento para a osteopénia em pessoas que vivem com VIH e em utilizadores de opióides”, comentam os investigadores, acrescentando “o grau em que a utilização de opiáceos e o estado avançado de doença afecta o risco de osteopénia ditará a necessidade de tratamento e de programas para prevenir a perda de massa óssea entre os utilizadores de droga e as pessoas que vivem com VIH”.

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