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Mulheres encerram vigília contra violência obstétrica
O Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria Pública de São Paulo informa que a violência obstétrica caracteriza-se pela apropriação do corpo e dos processos reprodutivos das mulheres pelos profissionais de saúde, por meio do tratamento desumanizado, abuso de medicação e transformação de processos naturais em atos médicos.
A parteira Ana Cristina Duarte, que integra o movimento, diz que as leis que tratam do assunto tiram o direito da mulher de decidir sobre o seu próprio corpo. “Foi a primeira vez, no Brasil, que aconteceu de uma mulher ser levada à força a um hospital para uma cesariana. Isso é inédito e preocupante, porque abre precedente para outras situações em que um médico julgue que a gestante está sob risco e decida recorrer ao Judiciário e à força policial para fazer uma cesariana”, disse ela.

Ana Cristina é parteira há 6 anos. O que a motivou a se envolver com o assunto foram as circunstâncias do parto de sua primeira filha, que hoje tem 16 anos. “Foi uma cesariana desnecessária. O médico queria ir embora mais cedo. Era véspera de feriado e ele contou uma mentira para mim [para acelerar o parto]. Eu acreditei e depois de uns dois anos eu descobri que tinha sido enganada”, disse.
Ela conta que faz partos em casa. As interessadas não podem ter problemas de saúde ou complicação na gravidez. Durante o processo, se há suspeita de necessidade de intervenção, o parto é finalizado em um hospital. “De cada 100 partos em casa, 15 acabam no hospital”, diz Ana Cristina.
Em caso de violência obstétrica, a vítima pode procurar a Defensoria Pública ou ligar para os telefones de número 180 (violência contra a mulher) ou 136

Nota do Editor de Soropositivo.org: Médicos, em geral, veem muito sofrimento humano. Acho que isso, no computo geral, pois a honradas exceções, esfria o lado humano do profissional de saúde. Daí à violência obstétrica é só mais um passo. Uma amiga me disse que a “enfermeira que assistia ao parto” ao ouvir os gritos de dor dela, aproximou-se do ouvido dela e disse: “Na hora de fazer foi bom né? Agora se fode um pouco ai”…
Nada mais vil ou ignóbil. Humanizar o parto, a medicina e os profissionais de saúde (por incrível que pareça!) é uma necessidade urgente do século XXI






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