Conteúdos gerais do Soropositivo.Org sobre saúde, prevenção, tratamento, cidadania, qualidade de vida e utilidade pública.
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Média de 15 denúncias caiu para até 5, de acordo com Defensoria Pública.
A PC está atuando com apenas 30% do efetivo e por isso apenas os flagrantes são encaminhados pela Central de Polícia. “A delegacia é a porta de entrada para a mulher que quer fazer a denúncia ou pedir medida protetiva”, disse a defensora pública.
Rondônia está em segundo lugar da região Norte do país, no que tange a violência contra a mulher, atrás do Pará, de acordo com Luiziana. De janeiro a outubro deste ano mais de mais de cinco mil ocorrências policiais contra mulheres foram registradas em Porto Velho, aumento de 10% em relação ao ano passado, segundo a titular da Delegacia da Mulher, Edna Mara de Souza. “O lado positivo disso tudo é que as mulheres estão perdendo o medo de denunciar”, frisou Edna.
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A criminalidade transnacional é crescente e cada vez mais complexa. Por isso, difícil de combatê-la. Organizações criminosas usam a criatividade e métodos sofisticados para continuarem lucrando até mesmo com velhos delitos, que deveriam já estar sepultados há muito tempo. A exploração do ser humano, com roupagens novas, ressurge em pleno século 21 por meio da escravatura, do trabalho infantil e da prostituição. A Convenção de Palermo das Nações Unidas tem o escopo de reprimir essa delinquência, tendo sido promulgado um protocolo adicional com o fito de reprimir e punir o tráfico de pessoas, em especial o de mulheres e crianças.
A mulher é livre para fazer o que bem entender com a sua sexualidade. A prostituição, por si só, não é crime no Brasil, podendo ser definida como o comércio habitual da atividade sexual. Entretanto, determinadas condutas que gravitam em torno dela, estas sim, interessam ao Direito Penal, mais ainda quando consubstanciam formas de exploração, de mercancia por parte de terceiros. É o caso do cafetão, que vive da prostituição alheia. Faz-se sustentar pela prostituta, muitas vezes mediante intimidação.
E, nesse comércio, altamente lucrativo, não existem fronteiras. Mulheres são enviadas ao exterior para a prática da prostituição. Elas, prostitutas, sabem o que devem fazer. Outras são enganadas, levadas para países mais ricos com a promessa de bons empregos. Ali descobrem que têm uma dívida a quitar para poderem voltar. Viram reféns. Passam à condição de vítimas da exploração sexual alheia. Nestas condições, não bastam ao combate dessa espécie delitiva investigações internas. É preciso que haja trabalho de inteligência de nossas polícias e cooperação internacional. Além disso, a ONU deve impor sanções aos países signatários que pouco fazem para reprimir essa prática, pois, de alguma maneira, também acabam lucrando com o tráfico humano.
Ali Mazloum é juiz federal em São Paulo.
Por indicação do deputado estadual George Takimoto (PSL), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul reivindicou à presidente Dilma Roussef e ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para que seja disponibilizada na rede pública a vacina contra o HPV (Papilomavírus Humano). Na solicitação, Takimoto sugere que a vacina seja incluída no Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde (PNI/MS), pelo SUS (Sistema Único de Saúde), e no Programa Nacional de DST/Aids.
Médico desde 1968, Takimoto observa que a realidade da saúde pública no Brasil impõe esta providência como uma das medidas imperiosas e inadiáveis. O HPV é um dos fatores para o desenvolvimento do câncer de colo do útero. A transmissão do HPV se dá, em geral, pela via sexual, sendo considerada a DST (Doença Sexualmente Transmissível) mais frequente na população.
“Cerca de 50% das pessoas sexualmente ativas vão entrar em contato com o HPV em algum momento da vida”, reforça o deputado. “Os dados são bem alarmantes e impedem que permaneçamos inertes”, preocupa-se.
Registros
O Inca (Instituto Nacional do Câncer) aponta ocorrência de 18.000 casos novos de câncer do colo uterino no Brasil a cada ano. Aproximadamente quatro mil mulheres morrem vítimas dessa doença no país. Duas vacinas preventivas estão registradas no Brasil: a tetravalente – que teve seu registro publicado em 2006, indicada para mulheres de 9 a 26 anos e age contra HPV tipos 6, 11, 16 e 18 – e a bivalente, homologada em 2008 e indicada para mulheres de 10 a 25 anos de idade para dois tipos de HPV, o 16 e o 18. Estudos demonstram ser a vacina altamente eficaz para quem recebeu as três doses.
Takimoto aborda, inclusive, aspectos econômicos em sua proposição. “´É evidente que os custos para o tratamento de câncer de colo de útero superam custos com a vacina, sem considerar o mais importante, a saúde e a vida das pessoas. Por esta razão não se justifica o não-fornecimento da vacina pela rede pública de saúde pelo fator econômico, pelo impacto orçamentário”, argumenta.
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