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Menos de 24 horas após a inauguração, a UPA em São Sebastião já é alvo das insatisfações. Muitos pacientes reclamaram pela demora no atendimento. Além disso, ontem era frequente a queda de energia na unidade, o que contribuía para lentidão do sistema.
A Secretaria de Saúde do DF informou que estava tentando solucionar o caso. “Estamos fazendo as guias de atendimento manual mesmo, na falta de energia”, informou o secretário adjunto Elias Fernando Miziara.
A prestadora de serviço público Taís Nery, 25 anos, estava na fila de espera para a mãe desde as nove horas da manhã. “Já são 12h e até agora ela não passou nem pela triagem. É um caso grave, ela é cardíaca e hispertensa. Neste momento, ela se queixa de palpitações”, conta. Já passava das 16h, sem sucesso no atendimento. “Não sei a quem recorrer”, lamentava Taís.
O conselheiro de saúde de São Sebastião, Vilson Mesquita, 62 anos, estava no local para observar o funcionamento da unidade. “Não há sala de medicação, as pessoas não têm como serem atendidas assim.
Além disso, em termos de se precisar de um curativo, aqui também não tem como fazer. Quero levar todos estes problemas à diretoria das UPAs “, avisou.
A UPA tem aparelho de raio X, leitos hospitalares e material de laboratório necessário para realização de exames. A chefe de enfermagem da unidade em São Sebastião, Carla Elizabeth, informou que o funcionamento está dentro do protocolado.
“Estamos com quatro médicos e duas enfermeiras conforme estabelecido, todas da equipe estão se esforçando para atender bem, a nossa demanda está grande”, afirmou.
DEMANDA
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do DF, todas as demandas de urgência e emergência serão resolvidas na própria UPA. Com isso, os 130 mil moradores de São Sebastião só terão que recorrer aos hospitais em casos graves ou de alta complexidade, e, mesmo assim, o paciente será estabilizado na UPA, antes de seguir para o Plano Piloto.
Entretanto, Elias Miziara destacou que casos menos graves também estavam chegando à UPA. “A demanda está acima do previsto por conta de pacientes menos complexos”, avisa. Com a abertura da UPA, o espaço, que antes era utilizado para atender emergências na Unidade Mista da cidade, passará a ser ocupado por quatro novas equipes da Estratégia Saúde da Família.
Orsenita Ribeiro, 40 anos, conta que o único centro de saúde fechado está fazendo falta. “Agora ficamos sem opção. Até no hospital do Paranoá não conseguimos mais atendimento. Eu deveria tomar uma medicação na veia para os rins às 11h e já são 12h, estou passando mal”, reclama.
SAIBA +
Está em curso uma licitação para construção de dez novas UPAS no DF até o fim do ano. A próxima clínica a ser inaugurada será a do Areal, no dia 4 de setembro e a próxima UPA, no dia 28 de setembro.
O GDF investiu R$ 400 mil e o Ministério da Saúde repassou R$ 2,6 milhões para construção e compra de equipamentos nas unidades.
Para o tipo III – caso das UPAs do DF – são repassados R$ 2,6 milhões.
As UPAs funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana, e podem resolver parte das urgências e emergências, como pressão e febre alta, fraturas, cortes.
JORNAL DE BRASILIA – DF | CIDADES
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02/09/2012
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Adequação feita em Setembro de 2012



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