Conteúdos gerais do Soropositivo.Org sobre saúde, prevenção, tratamento, cidadania, qualidade de vida e utilidade pública.
CORREIO BRAZILIENSE – DF | BRASIL
ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES
09/05/2012
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[dropcap class=”kp-dropcap style-2″]E[/dropcap]ntre 75 e 80 por cento dos homens e mulheres sexualmente ativos deverão ser infetados pelo HPV, ao longo da vida. Os homens, que até há pouco tempo eram apenas vistos como transmissores, são afinal muitas vezes afetados por um vírus que pode causar vários tipos de cancros e diversas doenças genitais.
A vacina contra quatro tipos de Vírus do Papiloma Humano (6, 11, 16 e 18), que até agora era indicada apenas para as mulheres até aos 45 anos, passou a estar também indicada para os homens até aos 26 anos.
Um estudo europeu – “VPH Vaccination – Quantitative Market Assessment for Boys and Young Men” – revela que apenas metade dos homens portugueses, com idades entre os 18 e 26 anos, tem conhecimento da existência do virus. Destes, apenas pouco mais de metade (55%) acredita estar em risco de contacto com o vírus.
De acordo com um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), os tipos de VPH contidos na vacina quadrivalente são responsáveis por vários tipos de cancros em ambos os sexos. Os condilomas (lesões) genitais são a doença por VPH mais frequente em Portugal, “causando cerca de 11.100 novos casos por ano no sexo masculino, o que representa um custo de cerca de 2,5 milhões de euros em diagnóstico e tratamento”.
A vacina para o HPV foi lançada em Portugal em 2007, estando incluída no Programa Nacional de Vacinação, desde 2008, para adolescentes do sexo feminino com 13 anos.
De acordo com um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública, os vírus de HPV 6, 11, 16 e 18 são responsáveis por 752 casos de cancro do colo do útero e 58 cancros da vulva e da vagina; nas mulheres, todos os anos surgem cerca de 8.800 novos casos de condilomas genitais e a maioria deles tamb’em passa desapercebido.
O HPV é um vírus que infecta os tecidos e mucosas em locais diferentes do corpo. Normalmente o organismo elimina o vírus sem manifestar sintomas. Porém, num número significativo de casos, o vírus pode infetar o tecido com persistência, causando lesões que podem evoluir para cancro.
Estima-se que os tipos 6 e 11 do virus são responsáveis por cerca de 90% dos casos de condilomas (verrugas) genitais.
Já os tipos 16 e 18 do HPV são responsáveis por cerca de 70% dos casos de cancro do colo do útero, 80% dos casos de adenocarcinoma in situ, 45% a 70% dos casos de lesões pré-cancerosas do colo do útero.
Estes dois tipos de virus estão ainda associados a 70% dos casos de lesões pré-cancerosas da vulva e da vagina e de lesões pré-cancerosas do ânus, 80% dos casos de cancro anal e 50% dos casos de cancro do pénis relacionados com HPV.
Diário Digital com Lusa

Doenças infecciosas são, em geral, silenciosas e rápidas. Enfermidades como a malária, a Aids ou a Tuberculose, se não descobertas a tempo, podem custar a vida do paciente. Daí a necessidade do diagnóstico rápido da doença. Em áreas remotas e sem ferramentas médicas, no entanto, essa fase inicial do tratamento pode ficar seriamente comprometida, quando não, impossível de ser feita. Uma alternativa criada pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA, na sigla em inglês) pode significar o fim da espera por resultados, além de mais agilidade nas providências médicas. Misturando tecnologia e medicina, os pesquisadores inventaram um dispositivo que, quando acoplado a smartphones, é capaz de ler testes de rápido diagnóstico (TRD) em pouquíssimo tempo. Com o resultado imediato, os médicos terão acesso a um mapeamento mundial dos locais em que a doença descoberta ocorre. O estudo foi publicado na revista especializada Lab on a chip.
A lista de vantagens dos TRDs é extensa: além de fornecer resultados instantâneos, eles dão aos médicos uma vigilância mais eficiente de eventuais surtos de doenças e praticamente não exigem capacitação alguma para serem manuseados. A desvantagem é que, justamente por estar ao alcance de qualquer pessoa, há riscos na interpretação dos exames. Aydogan Ozcan, professor de engenharia elétrica e de bioengenharia da UCLA e um dos principais pesquisadores envolvidos no trabalho, reforça que, hoje, esses tipos de testes estão propensos a erros, especialmente porque são lidos manualmente e por haver “tipos diferentes sendo utilizados pelos profissionais de saúde”.
Ozcan e sua equipe, então, desenvolveram um dispositivo compacto e de baixo custo para ler esses cartões de teste. O acessório é conectado a um smartphone, que já deve ter o aplicativo próprio instalado, também criado pelos pesquisadores. O programa lê e registra o exame (veja infografia). De acordo com o engenheiro, o leitor é universal, pesa aproximadamente 65g e precisa apenas de uma lente, três matrizes de LED e duas pilhas AAA. Uma vez inserida no anexo, a imagem do cartão é digitalizada, como em um escâner. O conjunto capta a imagem e o relatório com a validação do exame é enviado para um servidor global que, com a ajuda do Google Maps, cria um mapa mundial com marcações, ou tags, dos locais afetados pela doença em questão.
A ideia é que a marcação no mapa ajude os médicos no controle e no estudo da evolução de doenças infecciosas. Depois de digitalizadas, as imagens podem ser arquivadas pelo tempo que for necessário, o que facilitará consultas posteriores. “A plataforma será útil para profissionais da saúde e para decisores políticos, que, para combater as doenças infecciosas, poderão entender as relações de causa e efeito em uma escala muito maior”, conclui Aydogan Ozcan.
O projeto dos pesquisadores norte-americanos pode até parecer simples, mas, para Vanete Thomaz Soccol, professora de biologia molecular do Programa em Biotecnologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), pode revolucionar o diagnóstico e as pesquisas nas áreas de epidemiologia. “Para o diagnóstico individual, esse método é o que os serviços de saúde precisam, pois são de fácil interpretação e dispensam freezer de armazenamento”, reforça. Vanete frisa que, além de eliminar erros de interpretação e de leitura de testes, outra grande vantagem do dispositivo é a centralização das informações no banco de dados. “A plataforma poderá enviar os dados a centros de referência, às secretarias de Saúde ou ao próprio Ministério da Saúde, no caso do Brasil.”
João Eduardo Ferreira, professor do Departamento de Computação do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP), diz que, apesar de o projeto não apresentar grandes inovações tecnológicas – uma vez que a tendência de transformar celulares em unidades computacionais eficientes já existe e está sendo colocada em prática há algum tempo -, a pesquisa da UCLA conseguiu unir três tecnologias úteis em prol da saúde. Além do uso do smartphone, ele menciona a automação dos resultados e as técnicas para o tratamento de informações geográficas. “A plataforma computacional reduz o tempo entre o processamento dos resultados de exames clínicos e moleculares e a disponibilização e a visualização georreferenciada em larga escala”, resume. “O projeto exigirá das unidades de celulares uma maior capacidade de processamento computacional.”
Projetos parecidos
O Brasil também conta com iniciativas semelhantes à criada por Aydogan Ozcan e sua equipe. Um exemplo é o aparelho para a leitura de testes rápidos fabricado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), pelo Instituto Carlos Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e pela Lifemed, empresa que produz equipamentos médicos e hospitalares. Cyro Ketzer Saulo, físico da UFPR e responsável pelo desenvolvimento e pela produção das partículas usadas na máquina, explica que o método conseguirá identificar a presença do HIV, da rubéola, da Sífilis, da toxoplasmose e da Hepatite B em gestantes. Com apenas uma gota de sangue, o diagnóstico sairá em 30 minutos. A princípio, Saulo diz que os resultados são voltados para doenças infecciosas que possam ser transmitidas de mãe para filho. “No futuro, ele poderá ser usado para detectar qualquer coisa”, complementa.
No caso de uma pessoa com suspeita de dengue, por exemplo, o exame será capaz de identificar se o indivíduo sofre a doença do tipo 1, 2, 3 ou 4. “Quando a pessoa vai doar sangue, o material só é analisado depois que já foi usada uma bolsa para armazená-lo e uma enfermeira foi colocada à disposição para a coleta. Tudo isso tem custos”, argumenta o especialista, fazendo referências às situações em que doenças são descobertas após a doação de sangue. O projeto está em fase de desenvolvimento. A equipe ainda precisa desenvolver proteínas específicas para cada doença a ser identificada, mas a previsão é que o aparelho chegue ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2014.
Amostras em tiras
Os testes de rápido diagnóstico são, geralmente, pequenas tiras em que amostras de sangue ou de fluidos corporais são colocadas e analisadas. As alterações específicas na cor da tira, que ocorrem dentro de minutos, indicam a presença ou não de infecção. Diferentes testes podem ser utilizados para detectar várias doenças, incluindo a Aids, a malária, a Tuberculose e a Sífilis.
Kit federal
Orçado em R$ 950 milhões, o projeto faz parte do Programa Rede Cegonha, criado pelo governo federal neste ano. A matéria-prima será o poliestireno, também usado na fabricação do isopor. Nas partículas de poliestireno, os médicos adicionarão proteínas ou pedaços de DNA de bactérias ou vírus. Quando em contato com o sangue infectado, a proteína faz com que o conjunto fluoresça.
“A plataforma será útil para profissionais da saúde e para decisores políticos, que, para combater as doenças infecciosas, poderão entender as relações de causa e efeito em uma escala muito maior”
Aydogan Ozcan, professor da Universidade da Califórnia em Los Angeles
CORREIO BRAZILIENSE – DF | MUNDO
DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS | ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES
08/05/2012
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Dando continuidade ao projeto de divulgação da estrutura e do trabalho desenvolvido pelo Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ/SE), no combate à violência doméstica contra a mulher, a Juíza Coordenadora da Mulher, Adelaide Moura, visitou e conversou, neste sábado (05.05), com mulheres e adolescentes da comunidade da Coroa do Meio. O encontro aconteceu no Colégio Juscelino Kubitschek e foi organizado pela Sociedade de Moradores das Antigas Palafitas da Coroa do Meio (SOMORIPAC).
Na oportunidade, a magistrada falou sobre a Lei Maria da Penha, o combate à violência contra a mulher e o trabalho desenvolvido pelo TJSE, através da Coordenadoria de Mulher e da 11ª Vara Criminal. “Sabemos que é impossível acabar totalmente com tal violência, mas cada um fazendo a sua parte, conseguiremos minimizar. Educação, formação e base familiar adequada são as únicas formas de melhorar essa situação”, explicou a juíza.
Ainda de acordo com a magistrada, a melhor forma de conscientizar a sociedade sobre o combate à violência doméstica contra a mulher é indo ao seu encontro. “Estas pessoas precisam saber que existe uma unidade jurisdicional especializada para aplicar a Lei Maria da Penha, que presta um serviço diferenciado e é modelo no país. Tem em sua estrutura assistentes sociais, psicólogos e uma equipe preparada para atender as mulheres que sofrem violência”.
Segundo a Conselheira Tutelar do 1º Distrito, que abrange toda a zona sul de Aracaju, Kadja Santana, existem muitas mulheres na comunidade da Coroa do Meio que sofrem violência doméstica e ainda se mantêm caladas. “Palestras como esta abre a nossa mente e encorajam as mulheres a denunciar os seus agressores. Dessa forma, nos sentimos mais seguras”, comemorou a moradora.
A presidente da SOMORIPAC, Rosineide Silva dos Santos, afirmou que esta é uma excelente oportunidade para as mulheres da comunidade conhecerem os seus direitos. “Com isso elas ganham estímulo para denunciar. Foi muito importante a visita da juíza em nossa comunidade”.
O encontro foi finalizado pela Cia de Teatro Arte em Ação, que de uma forma lúdica transmitiu informações importantes sobre o combate à violência contra a mulher. A Coordenadoria da Mulher do TJSE continuará, ao longo de todo o ano de 2012, a visitar associações, comunidades, empresas, colégios e universidades para levar conhecimento e conscietização para a sociedade sergipana. A próxima palestra já está agendada para a sexta-feira, 11.05, na APAE.
Diretoria de Comunicação – TJ/SE
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