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AIDS
Policiais revistaram moradores e veículos no local; Mangueiras continua cercada Sidnei Quartier
Dez homens da Polícia Militar, com uma viatura e motos da Rocam (Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas), ocuparam durante doze horas a Favela da AIDS, em Ribeirão. Moradores foram revistados e carros e motos vistoriados. A PM não informou se houve apreensões. A operação, desencadeada para evitar o aumento da criminalidade nas festas de fim de ano, se estendeu das 15h de quinta-feira às 3h desta sexta-feira (31). A Favela da AIDS localiza-se na altura do número 700 da avenida Adradas, no Parque Ribeirão Preto, zona Oeste, imediações do Horto Florestal. Está cerca de três quilômetros distante da Favela das Mangueiras, na Vila Virgínia, sob cerco da PM há seis dias. A Favela da AIDS ganhou o nome por abrigar algumas vítimas da doença, ainda pouco conhecida, no início da década de 90. Desassistidos e sem terem para onde ir, vários doentes vindos de outras cidades levantaram barracos no local. Hoje, segundo a Secretaria de Bem-Estar Social, a comunidade tem 43 famílias e algo em torno de 200 habitantes. Ação Segundo os moradores, os policiais ocuparam o coração da favela, numa rua que eles dizem chamar Deolinda Zufriler (não há placa). Os mais jovens disseram que evitaram sair de casa. Ninguém denunciou atos de violência dos policiais, que prometeram voltar no sábado, na passagem de Ano Novo. Mangueiras A PM, que cerca a Favela das Mangueiras há seis dias, voltou a fazer blitz nesta sexta-feira (31) cedo no local. Uma mulher que mora há 15 anos na rua Caetês, disse que os policiais pediram autorização para entrar em seu quintal e procurar uma bicicleta. O cerco da favela é atribuído, pelos moradores, ao furto de uma bicicleta da polícia no dia de Natal. A PM nega.
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