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As atenções têm-se centrado sobre a proibição, ainda em vigor, por parte da China, de entrada de estrangeiros seropositivos para o VIH, após ter sido recusado o visto ao romancista australiano Robert Dessaix.

Dessaix tinha planeado de participar no Festival Literário Internacional de Xangai e tinha sido também convidado para falar em Pequim e Chengdu.
A proibição de entrada na China remonta aos anos 80, quando pela primeira vez surgiu a epidemia no país. A China tem agora uma das epidemias de VIH que mais rapidamente cresce no mundo.
Foi reportado que Dessaix se sentiu “humilhado” e “insultado” pela recusa das autoridades chinesas de lhe concederem o visto de entrada.
Segundo os regulamentos, todos os visitantes de curto prazo devem declarar que são seronegativos para o VIH. Os que planeiam ficar seis meses ou mais na China devem fazer um teste para o VIH.
Uma isenção temporária foi emitida em 2008 para permitir às pessoas com VIH participar nos Jogos Olímpicos de Pequim. Mas havia sinais de que o ministro da saúde tinha a intenção de revogar a proibição a tempo para a Exposição Universal de Xangai, que irá abrir no 1o de Maio deste ano.
Cerca de 90 personalidades do mundo literário da Austrália assinaram uma carta aberta para protestar contra a decisão das autoridades chinesas de proibir a Dessaix a entrada no país por causa da infecção pelo VIH.
Entretanto, o anúncio emitido pela Coreia do Sul, que tinha levantado as restrições sobre a entrada dos estrangeiros seropositivos, tem sido descrito como um “gesto vazio”. Nenhuma lei foi promulgada para tornar a mudança legalmente vinculativa.
Na verdade, uma lei que está actualmente a aguardar votação na assembleia nacional pede a realização obrigatória da despistagem do VIH a todos os estrangeiros que tenham a intenção de trabalhar no país. O esboço desta lei tem a sua origem nos sentimentos anti-ocidentais na Coreia do Sul promovidos pelo grupo Spectrum, que retrata os estrangeiros como infectados pelo VIH, abusadores de crianças e predadores sexuais. O preâmbulo da lei afirma: “Hoje em dia, o número de estrangeiros a trabalhar na Coreia está a aumentar, mas boa parte foram previamente condenados por (crimes relacionados com) drogas e crimes sexuais ou são portadores de doenças infecciosas.”
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