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Folha de S. Paulo | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
Brasil |
| 28/NOVEMBRO/07 |
DA REDAÇÃO
A Islândia superou a Noruega e ostenta hoje o título de melhor país do mundo para se viver, de acordo com os dados divulgados ontem pela ONU. Já os EUA caíram quatro posições e estão fora da lista dos dez países com melhor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), agora na 12ª posição.
A própria Organização das Nações Unidas minimizou a queda dos EUA e a troca de posições de países no curto prazo. No caso dos norte-americanos, eles citam que, se dados utilizados na elaboração da lista deste ano estivessem disponíveis no momento de preparar a tabela de 2006, o país teria ficado em décimo e não em oitavo lugar -ou seja, a queda teria sido menor de um ano para outro.
O que "atrapalhou" os EUA foi a expectativa de vida no país, que é de 77,9 anos -ao lado da Dinamarca e da Coréia do Sul, figura entre as mais baixas no grupo dos 26 países mais bem colocados no IDH. No Japão, que tem a maior expectativa, os cidadãos projetam 82,3 anos de vida em média. Os zambianos têm a menor expectativa de longevidade: apenas 40,5 anos.
O que "ajuda" os EUA é seu PIB per capita real, de US$ 41.890 -só o de Luxemburgo é maior, com US$ 60.228 por habitante.
Depois de seis anos, a Noruega deixou o posto de país com melhor IDH. Mas caiu só uma posição, seguida pela Austrália, pelo Canadá e pela Irlanda. Não é que a Noruega tenha piorado. A Islândia é que viu melhorar a expectativa de vida (81,5 anos) e os dados sobre o PIB (índice de 0,985).
Na parte de baixo do ranking estão todos os 22 países da África subsaariana, considerados de "baixo desenvolvimento humano". Serra Leoa é agora a última colocada. Escala de valores que ajuda a entender a diferença: o PIB per capita da Islândia é 45 vezes maior que o de Serra Leoa.
Uma conta matemática revelada ontem pela ONU destaca o grau de fragilidade nesta região. Em dez países africanos, se hoje forem escolhidas aleatoriamente cinco crianças, provavelmente duas delas não chegarão a completar 40 anos de idade.
Boa parte dessa baixa expectativa de vida deve-se ao descontrole da Aids na região, qualificada pela Nações Unidas como sendo responsável por um "efeito catastrófico".
O relatório deste ano do Programa da ONU para HIV/Aids, divulgado neste mês, aponta que a região mais afetada pelo HIV é a África subsaariana, com 22,5 milhões de pessoas vivendo com o vírus. O número representa mais de 68% de todos os infectados. Além disso, 76% das mortes em conseqüência de Aids no planeta foram registradas na região.
Em 16 dos países listados no ranking do desenvolvimento humano, o índice hoje é menor do que o registrado em 1990 -numa contraposição ao restante do mundo que, mesmo paulatinamente, viu melhorar as condições de vida dos seus habitantes. Em três desses países (República Democrática do Congo, Zâmbia e Zimbábue), o índice é menor do que o registrado em 1975.
Entre os países latino-americanos, a Argentina ostenta a melhor posição (38º lugar), seguido pelo Chile (40º), Uruguai (46º), Costa Rica (48º), Cuba (51º) e México (52º). Guatemala, na 118ª posição, é o pior país entre os latinos.
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