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, Pesquisas têm afirmado que cirurgia previne contra Aids, mas alguns especialistas a defendem apenas em alguns casos Costume entre muçulmanos e judeus, a circuncisão em recém-nascidos é também feita por orientação médica e divide opiniões de especialistas. De um lado, estão urologistas, para os quais cortar o prepúcio do pênis nos primeiros dias de vida é uma forma de prevenir doenças futuras, como câncer de pênis. No entanto, outros especialistas dizem que não compensa uma cirurgia em que riscos estão envolvidos e que ela só deve ser feita se detectado algum problema, como a fimose. O urologista Afiz Sadi, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), afirma que a indicação de cirurgia era reprimida no passado, mas que hoje estão comprovados muitos benefícios.Nos Estados Unidos, por exemplo, pesquisas mostram que 60% dos homens são circuncidados. Sadi é defensor da prática da circuncisão em recém-nascidos. Entre seus argumentos, está o de que a técnica garante maior resistência a doenças no futuro. – Sempre defendi porque diminui o risco de contração de doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids, ainda que o preservativo seja imprescindível. A higiene fica mais fácil, e o papilomavírus humano (HPV) diminui em 50%, 60%. Há um trabalho clássico publicado em 1932 na revista The Lancet que mostrou que, entre judeus internados nos EUA e no Reino Unido, apenas um, não-circuncidado, tinha câncer de pênis. Esse estudo ainda corresponde à realidade – salienta o urologista. A doença é originada principalmente por problemas de higiene, que geralmente se agravam em pessoas com fimose. O prepúcio – pele que envolve a glande – secreta uma substância chamada esmegma, que se aloja na região com restos de urina. Caso não haja limpeza adequada, infecções repetidas podem afetar as células do prepúcio ou da glande, favorecendo o aparecimento do câncer. A doença é mais freqüente em regiões pobres e representa 2% de todos os tipos de câncer em homens no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer. A circuncisão também protege contra a Aids. Pesquisas feitas na África mostraram que a prática pode reduzir de 50% a 60% a vulnerabilidade ao vírus HIV. Isso fez a Organização das Nações Unidas (ONU) anunciar, em março, apoio à circuncisão como um meio para prevenir a Aids em países com alto índice de contaminação. Mesmo com a proteção extra, defensores e críticos da circuncisão concordam que usar preservativo é essencial. O urologista do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo Rodrigo Campos diz que é um exagero tratar todas as crianças com a circuncisão: – Excluído o aspecto religioso, a tendência é não operar todas as crianças porque existem complicações envolvidas. Há risco como em toda cirurgia, apesar de esse ser baixo. Podem ocorrer sangramentos, infecções e estreitamento da uretra na ponta. O tratamento deve ser para aquelas com fimose verdadeira. Essas devem ser operadas de cara.Saiba maisO que é A fimose é a dificuldade ou a impossibilidade de expor a glande porque o prepúcio tem um anel muito estreito. Nos primeiros anos de vida, é comum que o prepúcio fico colado à glande, o que não caracteriza fimoseCausas Nasce com o bebê ou é causada por assaduras e cicatrizes (fibrose) que retraem a peleComo prevenir Com uma higiene adequada, evitando forçar o prepúcio com massagens e exercícios, e tratando assaduras e outros problemasCircuncisão Alguns médicos defendem após o nascimento, para evitar problemas futuros. A fimose pode desaparecer naturalmente em crianças na faixa entre sete anos e 10 anos, não sendo necessária, nesses casos, cirurgia para correçãoComo é feita Por meio de um corte que circunda o pênis na altura da coroa, geralmente deixando a glande exposta. Em bebês, pode-se usar anestesia local Fonte: urologista Rodrigo Campos e Sociedade Brasileira de Urologia
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