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Quarta, 20 de junho de 2007, 12h31 JESIEL PINTO A Secretaria de Estado de Saúde (Ses) realiza, nos dias 21 e 22 de Junho, na Escola de Saúde Pública, o Curso “Atenção Integral à Saúde de Pessoas em Situação de Violência Doméstica e Sexual”. O Curso tem como objetivo capacitar equipes multiprofissionais de Hospitais Regionais, universitários e municipais, e dos Serviços de Atendimentos Especializados/DST/AIDS (SAEs), num total de 75 participantes, para se constituir referência no atendimento integral às pessoas em situação de violência. As equipes serão capazes, após o término do curso, de planejar, implantar e organizar o protocolo e fluxo de atendimento dos serviços nos municípios contemplados. A abertura do curso será feita pelo secretário-adjunto de Saúde da Ses, o médico Victor Rodrigues. O curso contará com o apoio técnico do coordenador do setor de ginecologia e obstetrícia de Brasília, Avelar Holanda, e da Técnica do Ministério da Saúde, Iolanda Guimarães e foi organizado pela Comissão Estadual de Organização da Rede SUS de Atenção Integral à Saúde de Pessoas em Situação de Violência Doméstica e Sexual, instituída pelo Estado em Maio deste ano. A coordenadora da Comissão Estadual, Sunildes Gomes Aldane, disse que o curso vai fortalecer a rede de Atenção Integral a pessoas vítimas de violência doméstica e sexual e citou números mostrando a situação da violência sexual contra mulheres e crianças no Estado, o que mostra a necessidade de cursos de capacitação como esse. “Em Mato Grosso”, informou a coordenadora, “um levantamento realizado pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente nos Conselhos Tutelares, em 63 Municípios, revela que houve 1.249 notificações de casos de violência sexual contra crianças e adolescentes em 2002. Esses revelam que o maior perpetrador da violência tem estreitas relações com as crianças, ou seja, como primeiros colocados aparecem os pais biológicos e os padrastos – o que torna o ato ainda mais desastroso, com conseqüências mais graves”. No ano de 2003, apenas ao SOS/Criança/Cuiabá foram notificados 2.413 casos de violência contra crianças e adolescentes. Isto identifica apenas parte do problema, tendo em vista que a grande maioria dos casos fica encoberta pela omissão de familiares e vizinhos.Pesquisadores do Laboratório de Estudos da Criança – LACRI-USP, estimam que em relação à violência sexual, para cada caso notificado existem 20 casos não notificados. NÚMEROS – Em recente levantamento realizado pelo IBGE, verificou-se que o Estado de Mato Grosso possui o terceiro maior índice de mortes violentas entre as mulheres de 15 a 24 anos de idade, de todo o país. Segundo a Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa de Cuiabá (DHPP), em 2003 foram registrados 17 casos de homicídios contra mulheres, sendo que a maioria dos crimes foram passionais, praticados por companheiros. Conforme os dados da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá (DEDM), no ano de 2003 foram registradas 2.019 ocorrências, sendo que a maior porcentagem esta relacionada à violência intrafamiliar, com 38,7% nos crimes de ameaça, 33,8% na lesão corporal e 27,5% na violência sexual das ocorrência registradas. “Esta realidade nos remete à urgente necessidade de mobilização das instituições, dos profissionais envolvidos, dos gestores e autoridades dos poderes constituídos, da população como um todo, para o enfrentamento eficaz deste fenômeno”, explicou Aldineia Correa Guimarães, técnica da Comissão Estadual. Em recente levantamento realizado pelo IBGE, verificou-se que o Estado de Mato Grosso possui o terceiro maior índice de mortes violentas entre as mulheres de 15 a 24 anos de idade, de todo o país. Segundo a Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa de Cuiabá (DHPP), em 2003 foram registrados 17 casos de homicídios contra mulheres, sendo que a maioria dos crimes foram passionais, praticados por companheiros. Conforme os dados da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá (DEDM), no ano de 2003 foram registradas 2019 ocorrências, sendo que a maior porcentagem esta relacionada à violência intrafamiliar, tendo nos crimes de ameaça (38,7%) e lesão corporal (33,8%) e com relação a violência sexual 27,5% das ocorrência registradas. Estima-se que no Brasil, a cada 15 segundos uma mulher é agredida, normalmente em seu lar, por uma pessoa que mantém relação afetiva; 70% dos crimes contra mulheres acontecem em casa e o agressor é o marido ou o companheiro, e a violência custa ao país cerca de 10,5% do seu PIB. PROGRAMAÇÃO – No dia 21 de Junho (quinta-feira), na parte da manhã, o curso abordará temas sobre a magnitude do problema da violência doméstica e sexual contra a mulher e as adolescentes, o histórico e a contextualização da violência doméstica e sexual e a conceituação e tipificação com as devidas conseqüências para as vítimas. Na parte da tarde serão discutidas as evidências clínicas dos ataques sofridos na violência doméstica e sexual, a abordagem multiprofissional que promova um atendimento ético e humanizado e a intersetorialidade e o atendimento na Rede de Atenção Integral às Pessoas em Situação de Violência. O dia 22 de Junho (sexta-feira) começa, às 8 horas da manhã, com uma explanação sobre as Normas Técnicas do Ministério da Saúde no atendimento a pessoas em situação de violência doméstica e sexual. Em continuação os participantes ficarão conhecendo a experiência de Brasília no aperfeiçoamento do Protocolo de Atendimento. No início da sessão da tarde serão relatadas experiências do Serviço de Atendimentos Especializados (SAE) de Mato Grosso, conforme registradas no Centro Estadual de Referencia em Média e Alta Complexidade (Cermac). Em seguida será divulgado o resultado do trabalho da Comissão de Organização da Rede SUS de Atenção Integral à Saúde de Pessoas em Situação de Violência Doméstica e Sexual e a pré-elaboração do Protocolo de Atendimento dos Serviços de assistência dos municípios. Para esse tema será formado um grupo de trabalho que vai preparar o protocolo até às 18 horas, quando se dará o encerramento do curso. |
Comunidade News | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
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| 21/JUNHO/07 |
Da redação
Local – Jun. 19th 9:00am
A organização AIDS Project of Greater Danbury com sede em Danbury, Connecticut, convida a comunidade para um evento no dia 27 de junho, das 10am às 2pm, para a realização de testes de HIV. O brasileiro Marlon Farias, 36, trabalha na organização há três anos, e falou da importância em buscar ajuda para o tratamento da AIDS.
A Conselheira e Educadora da organização, Elke Probst, disse que ninguém deve ter receio de comparecer para fazer o teste de HIV. “Mantemos a privacidade dos testados e ainda fornecemos camisinhas”, disse Elke, que espera a presença de 35 a 40 pessoas, este ano. Segundo Elke, os cerca de 12 brasileiros que compareceram no ano passado souberam do evento através da matéria
do
Comunidade News.
Os testes são feitos durante o ano inteiro. Quando algum brasileiro necessita de intérprete, Marlon Farias presta apoio a Elke. Ele também atua como case manager na organização, e sua função consiste em conectar os soropositivos com os programas federais e estaduais. “Estes programas pagam a medicação e as consultas, independente do status imigratório do portador do vírus”, explicou Marlon.
Comunidade confia no trabalho do brasileiro
Marlon tem 55 clientes, e cerca de 25 deles são brasileiros. “Alguns ficam constrangidos em falar comigo, mas eu preservo a identidade de todos”. Para manter a privacidade, Marlon não marca mais do que uma consulta por dia. “No início os brasileiros tinham receio, agora sentem mais confiança”.
Ele se sente bastante privilegiado em poder ajudar a comunidade brasileira, que fica mais tranqüila com o encaminhamento ao médico. “Companheirismo nesta hora sempre ajuda”. Os clientes do brasileiro recebem também ajuda financeira para o pagamento de contas, quando estão impossibilitados de trabalhar, devido à doença. “Dependendo do valor, pagamos totalmente as despesas”.
Jovens contaminados e conselho
De acordo com Marlon, a grande maioria dos brasileiros se contaminou através do contato sexual. “Notei que os mais jovens estão se contaminando”. Em Connecticut, as mulheres latinas foram as primeiras a se contaminar, incluído brasileiras. O estado está entre os primeiros na lista de portadores do vírus HIV.
Com 10 anos de experiência na área, Marlon aproveitou para aconselhar os brasileiros. “Não se esqueçam de que todos estamos aqui em busca de um sonho, mas é preciso se proteger, o que é mais importante do que trabalho e dinheiro. É preciso sempre buscar informação”.
A AIDS Project of Greater Danbury espera um número maior de brasileiros este ano. O endereço da organização é 30 West Street, telefone (203) 778-2437.
Programa vai incluir distribuição de 8 milhões de camisinhas Emilio Sant”Anna Programa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo quer eliminar os casos de sífilis congênita, transmitida da mãe para o filho, até 2012. Durante a gestação, as mulheres infectadas podem transmitir a doença para o feto pela placenta. Após o nascimento, a criança pode apresentar problemas mentais, na pele, surdez e defeitos dentários. Desde 1986, a doença tem notificação compulsória no Brasil. Todos os casos devem ser comunicados ao Ministério da Saúde. No Estado de São Paulo, o número de casos caiu de 1.032, em 2003, para 859, em 2005. No Brasil, foram registrados 3.141 casos de sífilis congênita em 2006, resultado de uma possível subnotificação. O Ministério da Saúde estima que 50 mil gestantes sejam infectadas por ano. Desse total, aproximadamente 12 mil crianças nascem com a doença. O governo do Estado pretende investir R$ 300 mil em capacitação profissional e material educativo para a população, além de um convênio com o Ministério da Saúde para a distribuição de 8 milhões de preservativos. “É necessário um pré-natal de qualidade, com a realização de exame específico no primeiro e no terceiro trimestres da gravidez”, diz Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids. Tanto o exame quanto o tratamento da sífilis, feito com penicilina, são baratos, menos de R$ 2 por pessoa. “Além do baixo custo, temos todas as condições de eliminar a doença”, avalia Maria Clara. Para Luiza Matida, do programa estadual de DST/Aids, essa é a tarefa mais difícil, pois a abordagem nesses casos precisa ser diferente. “Na maior parte das vezes, quem comparece à rede de atenção básica é a mulher”, afirma. Uma solução paliativa colocada em prática é o tratamento dos homens na própria maternidade, quando a doença é constatada em suas parceiras. “Essa é uma proposta que está dando certo em vários municípios do Estado”, diz Luiza. “O ideal, no entanto, é que o homem seja tratado na rede de atenção básica.”
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