Início Categoria Padrão Cidadãs PositHIVas elogiam campanha Mulheres e Direitos

Cidadãs PositHIVas elogiam campanha Mulheres e Direitos

0

Direitos das Mulheres  Cidadãs PositHIVas elogiam campanha Mulheres e Direitos direitos da mulherIn­te­gran­tes do Mo­vi­men­to Na­ci­o­nal das Ci­dadãs Po­sitHI­Vas elo­gi­a­ram a cam­pa­nha Mu­lhe­res e Di­rei­tos – Vi­olência e HIV, lançada on­tem, 09 de ou­tu­bro, em Brasília, pe­lo Pro­gra­ma Con­jun­to das Nações Uni­das pa­ra o HIV e AIDS (UnAIDS) e ou­tras agênci­as in­ter­na­ci­o­nais.

“O vídeo é mui­to in­te­res­san­te. Acho re­al­men­te que irá co­la­bo­rar pa­ra a di­mi­nuição de ca­sos de vi­olência”, dis­se Nair Bri­to, de São Pau­lo. “E a par­ti­ci­pação dos ho­mens é es­sen­ci­al nes­ta cam­pa­nha. A visão de­les so­bre o as­sun­to en­ri­que­ceu o ma­te­ri­al”, com­ple­tou.

Juçara Por­tu­gal, do Rio de Ja­nei­ro, acre­di­ta que uma ação des­se por­te já é par­te das rei­vin­di­cações an­ti­gas das mu­lhe­res vi­ven­do com HIV/AIDS. “É um es­paço de atuação políti­ca, um es­paço pa­ra en­fren­tar o me­do. É mais uma fer­ra­men­ta que po­de mo­bi­li­zar es­sa po­pu­lação, em uma cam­pa­nha pa­ra atin­gir as pes­so­as no dia-a-dia.”

Além da vi­olência físi­ca, as ati­vis­tas re­forçam também a im­portância de tra­tar ou­tras for­mas de agressão. “É mui­to im­por­tan­te dis­cu­tir as mu­lhe­res e os di­rei­tos. Já está pos­to co­mo a vi­olência vul­ne­ra­bi­li­za ca­da vez mais as mu­lhe­res pa­ra a in­fecção do HIV, pa­ra além da vi­olência se­xu­al”, afir­mou Je­ni­ce Pizão, de Cam­pi­nas.

Pa­ra Je­ni­ce, as di­fi­cul­da­des das mu­lhe­res aces­sa­rem os ser­viços de pre­venção e atenção bási­cas na saúde também po­dem ser con­si­de­ra­dos uma ato de vi­olência con­tra elas.

Nair con­cor­da com Je­ni­ce e ci­ta co­mo ex­em­plo a questão da saúde se­xu­al e re­pro­du­ti­va da mu­lher. “Os ca­sos de mu­lhe­res com HIV que re­ce­bem in­di­cações de seus médi­cos pa­ra não en­gra­vi­da­rem, por ex­em­plo. Es­ta ideia pre­ci­sa ser des­cons­truída en­tre o públi­co fe­mi­ni­no”, co­men­tou.

Se­gun­do Je­ni­ce, é es­sen­ci­al que se dis­cu­ta co­mo o Es­ta­do po­de se po­si­ci­o­nar con­tra qual­quer ti­po de vi­olência e o que ele faz de ver­da­de pra mo­di­fi­car o qua­dro.

“Is­so tem que ser co­lo­ca­do. Não é só con­ver­sa mo­le. Que­re­mos sa­ber da ação, o que está sen­do fei­to de ver­da­de”, dis­se a ati­vis­ta. “Até por­que es­ta­mos ven­do cres­cer os núme­ros de mu­lhe­res que vi­vem com HIV, de cri­anças nas­cen­do com HIV, etc. São si­nais de que os ser­viços estão fa­lhan­do. Is­to é uma vi­olência ins­ti­tu­ci­o­nal… As mu­lhe­res não estão re­ce­ben­do atenção bási­ca”, com­ple­men­ta Je­ni­ce.

Fun­da­do em 2004, o Mo­vi­men­to Na­ci­o­nal das Ci­dadãs Po­sitHI­VAs reúne mu­lhe­res vi­ven­do com HIV e AIDS de to­do o Bra­sil.
En­tre os ob­je­ti­vos des­ta re­de estão: de­fen­der e ga­ran­tir os di­rei­tos e con­tro­le so­ci­al de políti­ca de saúde pa­ra mu­lhe­res; for­mar mu­lhe­res nas temáti­cas de di­rei­tos hu­ma­nos, es­tig­ma e dis­cri­mi­nação, saúde se­xu­al e saúde re­pro­du­ti­va, con­tro­le so­ci­al de políti­cas públi­cas; pro­mo­ver o for­ta­le­ci­men­to in­di­vi­du­al e co­le­ti­vo das mu­lhe­res que vi­vem com HIV e AIDS pa­ra atuação em ações de pre­venção; cons­truir nas di­ver­si­da­des exis­ten­tes no co­le­ti­vo das mu­lhe­res que vi­vem com HIV e AIDS pa­ra atuação em ações de pre­venção; cons­truir nas di­ver­si­da­des exis­ten­tes no Bra­sil uma iden­ti­da­de de mu­lhe­res com HIV/AIDS cu­nha­da no exercício da ci­da­da­nia.

Es­te mo­vi­men­to li­de­ra ho­je o pro­je­to “Sa­ber pa­ra Re­a­gir em Língua Por­tu­gue­sa”, que re­a­li­za en­con­tros com mu­lhe­res so­ro­po­si­ti­vas de to­das as re­giões bra­si­lei­ras e em ou­tros países de língua ofi­ci­al por­tu­gue­sa (An­go­la, Bra­sil, Ca­bo Ver­de, Guiné Bis­sau, Moçam­bi­que e São Tomé e Prínci­pe) com o ob­je­ti­vo de for­ta­le­cer as ca­pa­ci­da­des de atuação des­sas mu­lhe­res de fir­ma­rem com­pro­mis­sos jun­to ao po­der públi­co.

A cam­pa­nha Mu­lhe­res e Di­rei­tos, que fo­ca nes­ta sua se­gun­da edição a questão da AIDS, tem por ob­je­ti­vo re­du­zir a vi­olência con­tra a mu­lher e pro­mo­ver a equi­da­de de gêne­ro e da saúde fe­mi­ni­na. Des­ta vez, o ma­te­ri­al dac­vam­pa­nha também es­tará dis­ponível em ti­ku­na – idi­o­ma indíge­na fa­la­do por mais de 30 mil pes­so­as no Bra­sil – além de por­tu­guês, in­glês e es­pa­nhol.

Re­dação da Agência de Notíci­as da AIDS

Je­ni­ce Pizão – MNCP
jpi­zao@gmail.com


Descubra mais sobre Blog Soropositivio Arquivo HIV

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Artigo anteriorLady Gaga doa prêmio à Fundação Elton John
Próximo artigoA coinfecção HIV/hepatite C aumenta o risco de fratura da anca
🌟 25 Anos de História e Dedicação! 🌟 Há mais de duas décadas, compartilho experiências, aprendizados e insights neste espaço que foi crescendo com o tempo. São 24 anos de dedicação, trazendo histórias da noite, reflexões e tudo o que pulsa no coração e na mente. Manter essa trajetória viva e acessível a todos sempre foi uma paixão, e agora, com a migração para o WordPress, estou dando um passo importante para manter esse legado digital acessível e atual. Se meu trabalho trouxe alguma inspiração, riso, ou reflexão para você, convido a fazer parte desta jornada! 🌈 Qualquer doação é bem-vinda para manter este espaço no ar, evoluindo sempre. Se VC quer falar comigo, faça um PIX de R$ 30,00 para solidariedade@soropositivo.org Eu não checo este e-mail. Vejo apenas se há recibos deste valor. Sou forçado a isso porque vivo de uma aposentadoria por invalidez e "simplesmente pedir" não resolve. É preciso que seja assim., Mande o recibo, sem whats e conversaremos por um mês

SEM COMENTÁRIOS

Deixe uma respostaCancelar resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Descubra mais sobre Blog Soropositivio Arquivo HIV

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading

Descubra mais sobre Blog Soropositivio Arquivo HIV

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading

Sair da versão mobile